Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

...Um Pais Tropical

    Caros leitores,

    Mais uma vez acabei atrasando a atualização do blog. Isso se deve principalmente à correria para terminar de uma vez por todas a revisão e a nova edição do livro. Além disso, agora que moro bem mais longe do meu trabalho, chegar em casa se tornou uma tarefa realmente cansativa ja que estou tendo de pegar quatro conduções para poder viajar com um mínimo de conforto.

    Mas voltando ao livro, se todos esses problemas com a revisão do livro só tem trazido dor de cabeça e frustração, ao menos em um aspecto eles têm sido positivos, a oportunidade de rever certos conceitos do meu cenário e tentar deixá-lo cada vez mais real e porque não dizer "original"

    Entendam que quando digo "original", quero dizer fugir um pouco do estereótipo da fantasia tradicional, especialmente aquela influenciada pelo R.P.G que fez parte da minha escola literária. Apenas para explicar o que quero dizer com estereótipo, vale lembrar que a fantasia tradicional em si remete muito à Europa medieval, desde sua fauna e flora até seus costumes e política. É fato que minhas histórias possuem muitos desses elementos, mas cada dia mais enxergo meu universo mais como uma fantasia "vitoriana" do que uma fantasia "medieval".

    Lembro-me de já ter tratado sobre esse assunto a algum tempo, mas a principal diferença é uma tênue, porém constante tentativa de tropicalização do cenário.

    Se formos analisar geograficamente, a ilha de Aldarian, onde se passam minhas histórias, ocuparia a região na Terra equivalente à Cuba. Infelizmente, vocês ainda não tem acesso a essas informações uma vez que nosso mapa mundi não foi divulgado publicamente. Apesar disso, ele foi criado pensando-se em zonas climáticas.

    Por conta disso é natural que cada vez mais as maçãs sejam substituidas por bananas e cocos e os pinheiros e coníferas dêem lugar aos cedros e aos jacarandás. Confesso que até essa revisão e a opinião de algumas pessoas, eu nunca havia parado para pensar por esse lado. Admito também que fico um pouco temeroso de fugir da segurança do convencional europeu para explorar uma ambientação mais tropical apesar de acreditar que isso poderá tornar o cenário mais interessante.

    Acho que faz parte de todo escritor, gradativamente ir explorando e modificando seu cenário a fim de se adaptar a seu jeito e gosto pessoal. Estou me animando com essa possibilidade e apesar de acreditar que essa tropicalização esteja bem tênue nesse primeiro trabalho, podem esperar uma intensificação desses elementos no novo livro que venho trabalhando.

  por Claudio Villa


Thais
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
Ok, acho a idéia de mudar o cenário bacana, mas cuidado para nao torná-lo exótico ao extremo, isso pode deixa-lo meio caricatural, manja? além domais: aidna não conseguimos conversar e isso me angustia. reveja sobretudo a lenda de arkanis, ela ficou piegas demais. a relação com o pai pueril e aquela história de amor dela fugiu! deixe a coisa mais no mistério. ela é uma deusa e as lendas não se explicam, ao contrário, qto mais absurdas e com partes omissas, melhor. Espero que a primeira parte permaneça sobretudo com a amizade de marcos. Não gostei do fim de Gregório com o John. Poedria ter sido mais trágico, mas escrito menos shakespereanamente, manja? Desculpe o atropelo aqui, mas estou apressada e não queria deixar de dizer a vc essas coisas. beijos, saudades de vcs 3 T

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