Domingo, 16 de Agosto de 2009
Um Bom Conselho
Semana passada fui no aniversário de uma amiga em um bar e entre um espeto e outro comecei a conversar sobre literatura com seu marido. Em meio a conversa, ele me pediu para lhe contar sobre o que eu estava escrevendo, quando comecei a narrar brevemente o enredo de meu novo trabalho.
Antes que pudesse terminar, ele me interrompeu perguntando-me porque eu não escrevia algo moderno, situado em São Paulo? Que eu tenha vivenciado ou conhecido? algo que fizesse parte da minha realidade? Continuamos a conversa falando sobre como o trabalho de outros autores que não são de fantasia poderiam enriquecer meu vocabulário e aprimorar minha forna de contar histórias.
Concordo e até me resinto um pouco de não ter tempo de ler autores e temáticas alternativas (mal estou tendo tempo de ler o que gosto). Compreendo também a importância de variar as leituras afim de adquirir novas experiências, mas ainda sim não consigo me ver escrevendo algo sobre o cotidiano.
Escrever sempre foi para mim uma fuga, uma forma de abstrair de nossa realidade cada dia mais dificil é cruel. Admiro e respeito aqueles autores que se empenham em retratar a realidade em seus trabalhos, mas simplesmente não sinto qualquer vontade ou interesse de escrever sobre o que me cerca.
Já disse certa vez que, na minha opinião, a literatura brasileira moderna padece de uma certa overdose de realismo. Parece que por ser brasileiro você é obrigado a escrever algo critico a sociedade, algo que tenha um profundo significado social ou filosófico. Escrever algo fantástico que fuja do eixo violência policial, mazelas sociais, retratação do brasileiro batalhador soa as vezes como um crime contra a literatura.
O curioso é observar que nesse meio tempo o preconceito do leitor nacional com os autores brasileiros continua aumentando (como ouvi hoje mesmo de uma cliente). E que o que continua vendendo não são os livros formadores sociais, mas sim aqueles que estão na mídia. Quem poderia dizer há um ano atrás que a última mania literária, de adolescentes a executivos engravatados seria a história de uma jovem que se apaixona por um vampiro "vegetariano" que brilha a luz do sol.
Após passados quase dois anos desde que "ingressei nesse meio" se é que posso dizer isso dessa forma, sinto que tem havido um esforço tanto de autores, editoras pequenas e outros profissionais do ramo, de emplacar de alguma forma literatura fantástica nacional. Vampiros nunca estiveram tão em voga o que é uma boa noticia para nós e para os autores que se dedicam a esse tema como as amigas Martha Argel e Giulia Moon e o amigo Andre Vianco a quem respeito e admiro pelo esforço que empreendeu e que hoje colhe os frutos.
O fato que a série Crepúsculo acabou e pelo bem ou pelo mal deixou uma série de "orfãos" assim como o fez Harry Potter ano retrasado. Qual a próxima onda é difícil prever, mas quem sabe a fantasia épica não volta a voga? Longe de ter a pretensão de estar na crista, mas quem sabe não consigo fazer meus escritos pegarem pelo menos a marolinha que vier depois.
por Claudio Villa
Sir Booom
Domingo, 22 de Novembro de 2009
prefiro um livro inteiro do Noam Chomsky
do que 1 pagina de qualquer livro do Crecuspulo
e tenho dito
abraxxx
ceres
Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
crespusculo eu não li, mas me disseram que é uma história envolvente. Mas Harry Potter eu ponho minha mão no fogo. A mulher foi genial, apesar de no fim, na minha opinião, ter se perdido um pouco. Então, esses livros tem seu mérito. Para chegar na mídia e fazer sucesso eles tiveram que ser bons mesmo.
Eu acho muito, mas muito difícil escrever uma história genial assim. Aliás, vc viu a série do Temeraire? É um livro que nao está na mídia, mas está fazendo sucesso, e é ótimo.
Acho que a "má fama" dos brasileiros é exatamente sempre abordar temas sociais e colocar muito sexo e pouca historia em seus livros.
Ademir Pascale
Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
"Parece que por ser brasileiro você é obrigado a escrever algo critico a sociedade, algo que tenha um profundo significado social..."
E não é somente na literatura, isso acontece também no cinema.
"que o que continua vendendo não são os livros formadores sociais, mas sim aqueles que estão na mídia. "
Disse tudo. Vende mais os afortunados que investem em publicidade. Uma triste realidade para o pobre povo brasileiro.
Um forte abraço e muito sucesso.