Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Sonho Corsário

    É sempre impressionante como as coisas acontecem nos momentos menos esperados. Esta noite posso dizer que tive um, senão o mais legal, dos sonhos que consigo me recordar.

    Foi uma noite atipíca ja que acordei as 04:00 a.m da manhã ára levar minha namorada no metrô (ela ia pegar o ônibus das 6:30 para o Rio). Feito isso peguei meu carro e voltei para casa, chegando por volta das 5:30. Estando com o dia tranquilo, voltei a dormir.

    O que me lembro, já que o sonho ainda esta um pouco fresco, é de estar em um navio simplesmente sensacional. Eu vestia um longo casaco cor de vinho e tinha em minhas mãos uma rapiera de ponta romba (tipica de esgrima).

    O que me recordo depois é de estar em uma ilha, o navio estava aportado e o jogo havia começado. Sim, eu estava ciente de que aquilo era um jogo (um live action por assim dizer) e seria a minha tripulação contra a tripulação inimiga. Encontrei a capitã inimiga (cabelos avermelhados chanel e longos até o ombro,camisa branca bufante e calça negra) que me desafiou para um duelo. Durante a luta ela me disse que minha tripulação havia sido toda capturada e que eu havia perdido. Me recusei a acreditar e então lutei até encostar a espada em seu peito e vencer.

    O que veio em seguida é um pouco confuso, mas me lembro bem de estar lutando com um amigo e de descer do topo de uma escada pulando em parapeitos e reentranças na parede até chegar ao solo (o homem aranha teria ficado impressionado). Em seguida me lembro de ter encontrado uma pistola (tipicamente pirata) e de dispara-la contra meus oponentes que caiam de forma teatral simulando o ferimento que não exisitia. Logo minha tripulação havia voltado e continuamos lutando até o final da tarde, quando encerramos o jogo.

    Reunidos novamente no navio, lembro de olhar para o rosto das pessoas (alguns velhos), todos caraterizados e ter agradecido por aquela tarde maravilhosa. A capitão do time inimigo se entristeceu com o fim, mas eu lhe prometi que iriamos retomar a brincadeira outro dia. Espero sinceramente que sim.

    O que quero dizer com tudo isso é como algumas vezes, a minha mente sinaliza para mim que é hora de por as mãos na massa e escrever cenas que estão guardadas. Meu novo livro parou exatamente no momento em que começo a descrever como Colleen participa do seu primeiro ataque a um navio e podem ter certeza que com essas imagens na minha mente, a cena sairá muito mais fácil.

    Como escritor é sempre bom poder contar com esses sonhos inspiradores, uma contribuição mesmo que sutil do meu subconsciente para meu trabalho.
    

  por Claudio Villa


Não preencha este campo:
Nome:
Comentário:


Livraria Saraiva Livraria Cultura Livraria Sobrado Siciliano Fnac Livraria Nobel