Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Simbologias Maçônicas

    Antes de assustar meus leitores, esclareço que o título foi inspirado em um programa que vi no History Channel (sim, ele de novo) e que não vou discorrer aqui sobre a aura de mistério que envolve a mais antiga sociedade secreta do mundo. O que quero falar nesse post é sobre algo que já abordei em tópicos anteriores e que ficou ressaltado para mim ao assistir ao programa de hoje: a importância dos símbolos.

    Já escrevi aqui há algum tempo o quanto gosto de criar e desenhar brasões, bandeiras e símbolos para ajudar-me a visualizar o mundo de fantasia que estou criando. Lembro-me que a primeira bandeira que desenhei para Aldarian (Atlântis naqueles dias) hoje me parece bastante infantil (o que faz todo sentido, levando em conta minha maturidade na época). Eu ainda tenho uma cópia impressa em minha pasta de R.P.G e só para ilustrá-la consistia de uma bandeira azul escura que possuia um crânio desenhado de frente. Abaixo dele estavam cruzados um sabre e um gancho de piratas. O desenho era ladeado por um ômega vermelho (letra grega) e possuia uma inscrição dentro que agora não me recordo bem. Como mencionei acima, até então minha ilha se chamava Atlântis, nome que mudei nos anos seguintes por razões óbvias.

    Mas voltando ao assunto, o programa que assisti ressaltava o quanto a simbologia era importante na maçonaria, o quanto símbolos aparentemente banais possuem significados profundos. Só para citar um exemplo, esta o próprio brasão da entidade que trata-se de um compasso sobrepondo um esquadro. Por originalmente ter sido uma guilda de "construtores" (masonry significa trabalhar com pedras) esses instrumentos eram usados para talhar blocos sendo muito importantes em sua profissão. Se passarmos a ver um lado mais simbólico dessa simbologia, podemos entender que esses símbolos hoje representam a vontade de construir um novo mundo, uma pedra de cada vez.

    Mas deixemos a maçonaria de lado e voltemos a literatura. Existem alguns símbolos em meus livros que vocês verão se tornam recorrentes e para os quais criei um certo significado. É importante lembrar que a cultura que venho desenvolvendo possui uma forte ligação com o mar e por isso muitos dos símbolos que utilizo nos livros se ligam a esse fato. A começar pela própria bandeira cujas cores azul (o mar) e vinho (o sangue) se dividem dentro do retângulo. Sobre as cores encontra-se um timão (simbolizando o poder naval) ladeado por um ramo de louros (que simboliza a vitória) e por fim uma pequena rosa dos ventos (que simboliza os quatro poderes do reino).

    A rosa dos ventos por si só é um dos símbolos mais importantes nos meus livros, exatamente por representar o quatro poderes que regem o governo. Cada ponta representa um desses poderes sendo eles: a força militar, a religião, a economia e a política. Aqueles mais atentos que lerem meu trabalho perceberão o quanto essa simbologia é presente em cada detalhe da história.

    Outros símbolos importantes também podem ser vistos em outros contextos, como em nomes e na arquitetura por exemplo. Algumas construções descritas no livro também possuem simbologias próprias, sendo que sua estrutura não é meramente ocasional. Deixarei esse detalhe para que vocês percebam no futuro.

  por Claudio Villa


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