Segunda-feira, 24 de Julho de 2006

Shiver me Timbers - Piratas do Caribe 2, O Baú do Homem Morto

    Esta semana não poderia ser diferente, o post tinha de falar sobre a estréia no cinema que a mais tempo venho esperando, Piratas do Caribe 2 - O Baú do Homem Morto.

    Essa é a tradução correta para o subtítulo do filme (Dead Man´s Chest) e não como foi traduzido. O baú de Davy Jones nada tem de baú da morte e os tradutores parecem simplesmente terem ignorado esse fato.

    Vale lembrar que Dead Man´s Chest é um verso de uma música pirata: "Ten men over a dead´s man chest, yo ho ho and a bottle of rum". Agora o mais curioso é que Mr Gibbs, um dos piratas do filme, canta essa música logo nos primeiros minutos de exibição e na legenda da música o termo esta traduzido corretamente.

    Mas esse post não esta aqui para discutir gramática ou o mérito dos tradutores, mas sim para falar do filme como um todo e das influências que ele irá causar no livro que venho trabalhando atualmente. A primeira e mais óbvia é o interesse que as pessoas terão pelo tema, uma vez que a aventura de Jack Sparrow será concluida em um novo blockbuster ano que vem.

    Ao assistir ao filme, pude ver alguns conceitos parecidos que havia bolado para o livro e que terei de tomar cuidado para não replicar. Não desejo que as pessoas ao lerem meu trabalho fiquem com a sensação de que copiei coisas, quando na verdade eu e o filme bebemos apenas das mesmas fontes de inspiração.

    Um dos exemplos foi a aparição da Companhia das Indias Ocidentais como "vilã" do segundo filme, sendo que em meu novo livro eu também exploro a corrupção e a ambição de uma companhia de comércio envolta em um misto de vingança pessoal e ganância. Já havia planejado também a aparição de um navio fantasma em meu livro, inspirado na lenda do Holandês Voador. Essa mesma lenda foi usada pelos roteiristas do novo filme para compor o personagem Davy Jones, fazendo com que alguns aspectos acabem meio parecidos, sem necessariamente implicar em plágio.

    De resto o filme me relembrou de alguns aspectos das histórias de piratas que eu estava esquecendo como o surgimento de nativos selvagens e a magia vodoo. Não sei até que ponto (e se) irei usar alguma coisa parecida no novo livro, isso só o tempo dirá.

    Quanto ao filme, vale a pena assistir e quem estava comigo no cinema me viu delirar com algumas cenas simplesmente deslumbrantes. É fato que sai do cinema louco para escrever e fazer anotações de idéias, mas como tive de viajar acabei deixando a coisa esfriar um pouco.

    A trilha sonora também tem me ajudado muito a escrever ultimamente. Comprei no Amazon algumas semanas antes do lançamento do filme e tenho usado com frequência para escrever algumas cenas de interação naval. Estou ansioso também pois soube que Johnny Deep e o produtor Jerry Bruckheimer, empolgados com as pesquisas feitas sobre piratas, estarão lançando em Agosto um CD duplo chamado Rogues Gallery que irá contar com uma seleção de diversas músicas folclóricas de marinheiros (chamadas Sea Shanties) o que com certeza servirá para colocar mas vento nas velas da minha imaginação de escritor. Segurem seus chapéis mates, os próximos meses prometem.

  por Claudio Villa


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