Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Piratas do Caribe 3 - No Fim do Mundo

    Essa semana eu não podia deixar de comentar a estréia do novo filme do Piratas do Caribe, talvez o filme que venho esperando ansiosamente a mais tempo

    Lidas as críticas que chamaram o filme de descartável e pretensioso, venho defender alguns méritos da história que na minha opinião valerão o preço do meu ingresso. Concordo que efeitos especiais apenas não seguram um filme, mas atuações de Geofrey Rush como Barbossa e do próprio Johhny Deep como Jack Sparrow já valeram a pena. Não podemos esquecer que pelo bem e pelo mal, o filme é um blockbuster e não um exemplo do bom cinema de arte.

    A trilha sonora de Hans Zimmer é primorosa, e assim como as músicas do Baú da Morte prendem e emocionam. A história em si é bastante confusa e com tantas reviravoltas que leva algum tempo até se entender o que está acontecendo, mas a conclusão na minha opinião compensa a longa espera. (não se esqueça de ficar até o fim dos créditos, a cena final resume bem o espírito do filme)

    Quanto às cenas de batalha e ação, não há o que ser dito apesar de ficar um pouco frustrado com a expectativa criada no final do filme e que não veio a acontecer. Independente disso, ver navios se explodindo e tripulações se engalfinhando com suas espadas é sempre muito divertido.

    Minha principal crítica fica com a demonstração visual das múltiplas personalidades de Jack Sparrow, como se o diretor buscasse explicar o que se passa em sua mente confusa e perturbada. Foi um recurso desnecessário, onde Gore Verbinsky pecou pelo excesso e que ao longo do filme acabou se tornando chato e enfadonho. A história também podia ser mais clara e sem a necessidade de tantas reviravoltas.

    A pergunta que fica, é claro, é como essa nova enxurrada de informações vai afetar meu novo trabalho. Não posso dizer que não perturbe um pouco o fato da linha de história que estou desenvolvendo se assemelhar em alguns aspectos à história do PdC, mas defendo-me dizendo que já desenvolvia essa linha há alguns anos e que apesar de algumas coisas semelhantes, ela ainda será bem diferente.

    Agora é sentar na frente do micro, respirar fundo e tentar retomar o novo livro enquanto a inspiração ainda esta fresquinha e enquanto ainda posso sentir o cheiro do mar.

  por Claudio Villa


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