Segunda-feira, 06 de Outubro de 2008
Leitura Crítica
Parece que dessa vez estabeleci um novo recorde, apesar de não me orgulhar muito dele. Após duas semanas afastado sem atualizar o diário, finalmente estou de volta a bordo. Para ser bem sincero, não houve nenhum motivo extraordinário para tanto, mas realmente não estava me sentindo muito inspirado a escrever nesses dias. Passada a crise, voltemos ao assunto.
Quero lhe falar hoje sobre um novo processo a qual estou submetendo o meu trabalho. Na verdade, de novo o processo não tem nada, mas acredito que pela primeira vez esteja fazendo a coisa como deve ser feita, buscando não cometer as mesmas falhas do primeiro livro.
Estou falando de uma leitura crítica de "O Vento Norte", o meu próximo trabalho se tudo correr conforme os planos. Não que eu não tenha tentado fazer algo parecido com "Pelo Sangue e Pela Fé", mas hoje as coisas estão bem diferentes de dois anos atrás. Na época eu cheguei a enviar meu original para pelo menos uma dúzia de amigos que me pediram para ler o livro, mas ninguém nunca chegou a fazer nenhuma crítica. A única pessoa que leu o livro (e por mais irônico que possa parecer, conheci no Orkut) adorou a história e não acrescentou nenhum comentário. Sem esse feedback eu não consegui mexer adequadamente na trama, sendo que consegui fazer apenas alguns pequenos ajustes entre as duas edições.
Hoje porém a situação é diferente. Primeiro porque me sinto um escritor mais maduro e preparado do que aquele que começou o primeiro livro. Os problemas e os comentários que recebi após o lançamento do PSPF me ajudaram a perceber algumas falhas a serem corrigidas. Hoje acredito que, apesar de ter seus próprios problemas, O Vento Norte é um livro mais cuidadoso, onde muitas das questões primarias foram resolvidas.
Além disso, meu primeiro livro abriu uma série de portas profissionais e me colocou em contato com um N numero de pessoas envolvidas no meio literário. São autores, editores, leitores e curiosos que poderão me proporcionar uma avaliação muito mais crítica e imparcial do que qualquer amigo mais próximo faria.
Estaria mentindo se dissesse que não estou um pouco ansioso e temeroso das críticas que podem surgir, mas como bem exemplificou meu amigo Clinton Davidson, não se pode esperar que a história agrade a todos. O segredo é sim extrair o melhor de cada um, melhorar o que pode ser melhorado, sem nunca abandonar meu próprio estilo.
Atualmente vinte pessoas estão com o original nas mãos e espero que até o final do mês comece a receber as primeiras impressões. O trabalho ainda é longo pois estou longe de terminar a segunda parte do livro e o prazo que estipulei para mim mesmo esta esgotando. Agora é esperar e ver no que toda essa experiência vai resultar.
por Claudio Villa