Segunda-feira, 05 de Março de 2007

Inspirações do Leste...Camaradas!

    Já faz algum tempo que venho voltando minha atenção para uma certa região do leste europeu em busca de inspiração para minhas histórias.

     Como já mencionei em um post anterior, a história mundial é sem dúvida uma inesgotável fonte de idéias para desenvolver tramas, compor cenários e sobretudo criar culturas fictícias.

     Ao longo do anos, com o constante amadurecimento do meu universo ficcional, acabei percebendo que ele estava cada dia menos medieval e mais vitoriano, sendo que o resultado final tem sido uma mistura dos dois. Por um lado eu mantenho a tradição do combate medieval com o uso de armas brancas, armaduras, armas de cerco e combates homem a homem (sem o uso da pólvora, que até o momento não foi descoberta).

     Já na questão cultural eu tenho buscado valorizar as intrigas políticas e criar uma sociedade cientificamente avançada e esclarecida (sem o domínio da igreja, como na época medieval). Meus personagens vivenciam uma época de valorização artísitica, de novas e curiosas invenções (muitas usando um misto de tecnologia e magia) e de uma franca exploração e controle dos oceanos do mundo (algo muito mais vitoriano do que medieval).

     Eis que há algum tempo eu estava vendo History Channel (sagrado seja seu criador) e comecei a assistir um documentário falando sobre Pedro, O Grande, um dos maiores líderes da Russia czarista. Pode-se dizer em poucas palavras que esse foi o homem que tirou o país de uma cultura medieval e rural e o transformou em uma grande potência (inclusive naval, o que era considerado absurdo na época já que a Russia é um país essencialmente continental).

     Foi curioso perceber como a forma de pensar e agir desse homem se assemelhava ao perfil psicológico que eu havia criado para o rei de Aldarian (reino onde se passa minhas histórias). Para complementar, na semana passada eu também assistia a um documentário sobre a vida de Catarina A Grande (pelo visto eles adoravam esse subtítulo para seus monarcas) e mais uma vez fiquei interessado pelas intrigas políticas que se formavam nas cortes dos czares.

     Para complementar, a própria arquitetura, vestimentas e simbologia (como retratados nos documentários) são muito semelhantes ao que eu havia imaginado e servirão também de fonte de inspiração. Diferente das cortes francesas, cheias de delicadeza e pompa, a corte russa me passou uma imagem de força onde as guerras e os assassinatos são ferramentas legitimas de poder. Por ai vocês podem imaginar o que planejo para histórias futuras.

     Pretendo incluir em minhas leituras de pesquisas futuras, alguns livros sobre essa região e época (complementando os livros que tenho lido sobre a época das grandes navegações). Sugestões e indicações de bons títulos sobre o assunto serão sempre muito bem vindos.

     Não se preocupem em ver minhas histórias se transformando em um manifesto comunista, pois por mais que ache a revolução bolchevique fascinante, meu interesse na Russia como escritor só vai até a época dos czares mesmo.
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  por Claudio Villa


Pira
Segunda-feira, 05 de Março de 2007
Se joga na literatura russa, é uma delícia.

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