Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

Depois do Furacão, a Tormenta

    Finalmente consegui alguns dias para respirar. Desde que recebi o parecer da editora, a única coisa que fiz foi reler meu texto e modificá-lo. Quando finalmente o entreguei, me confirmar duas palestras na RPGCon e lá fui eu trocar o Word pelo Powerpoint. Agora que tudo terminou, posso voltar a atualizar o blog com alguma novidade.

    E a primeira tinha de ser a nova coletânea de contos da Jambô Editora, a Crônicas de Tormenta, do qual honrosamente faço parte. Acho que nunca imaginei que algum dia faria parte de um projeto assim.

    Para aqueles que, como eu, estão envolvidos com R.P.G desde o inicio da década de 90, o cenário de Tormenta é quase mítico. Sua publicação começou nas páginas da lendária e já extinta Dragão Brasil, a primeira revista sobre o assunto em terras tupiniquins.

    Na época eu, com quinze anos, e mais um monte de moleques compravamos a revista em busca de material para nossos jogos de RPG. Foi lá que vimos nascer personagens icônicos como o Mestre Arsenal e o barbáro Katabrok e lá que muitos, como eu, começaram a construir seus próprios mundos de RPG.

    O tempo passou, eu cresci, arrumei um grupo fiel e juntos construimos nosso próprio mundo de jogo. Por mais que eu ame Mirr, que a quinze anos vem sendo minha casa e fonte de inspiração, não posso nunca esquecer dos momentos passados nos primórdios de Tormenta.

    Quando o convite para escrever um conto para essa coletânea surgiu ano passado através do Trevisan (um dos famosos membros do Trio Tormenta), confesso que algo adormecido se reacendeu e me assutou. Conseguiria eu escrever uma história ambientada em um cenário tão familiar e ao mesmo tempo tão desconhecido? Tormenta tem uma legião de fãs e seria uma imensa responsabilidade falar sobre esses lugares. Arregacei as mangas, respirei fundo e resolvi encarar o desafio.

    Ontem, depois de quase um ano de trabalho pude finalmente ver o resultado pronto em minhas mãos e mais do que nunca colocar minha assinatura ao lado de pessoas que admirei na infância. Sentar ao lado deles (e de outros amigos escritores) foi uma honra e uma experiência gratificante e só posso torcer para que minha pequena contribuição agrade os fãs.

    O Vento Norte sai em menos de um mês e espero que aguns dos fãs de Tormenta leiam e curtam meu conto sobretudo queiram conhecer mais sobre o meu trabalho. Quem sabe alguns visitantes desse outro mundo não desembarquem em Mirr para fazer uma visita.

  por Claudio Villa


Eric Musashi
Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Meus parabéns, Claudio! Para quem jogou RPG no final da década de 90 e começo da de 2000, realmente Dragão Brasil e Tormenta foram pedras fundamentais. E boa sorte com O Vento Norte!

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