Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Cartas a Um Jovem Escritor

    Começo pedindo perdão a meus caros leitores pela demora em atualizar o blog nessa Segunda Feira. Ainda estou me habituando ao novo admin do blog e ando com meus dias bastante corridos.

    Hoje irei falar de um livro que peguei como empréstimo na Fnac (nós atendentes agora podemos pegar um livro por semana para ler, então esperem muitos posts sobre livros nos proximos meses) que possui o sugestivo nome de Cartas a Um Jovem Escritor.

    O livro, escrito em forma de correspondência, pelo autor peruano Mario Vargas Llosa é uma verdadeira viagem ao mundo caótico e pouco conhecido da mente de um escritor. Nele, o autor desmonta cada aspecto presente em um romance e me convenceu de que mais do que nunca todos os autores podem ser diferentes, mas no fundo são iguais. Estava ali descrito como grandes escritores como Kafka, Gunter Grass e o proprio Llosa dedicam boa parte de sua mente a uma incessante e incansável busca por algo interessante para contar.

    Foi fascinante perceber que esses escritores, assim como eu, passam boa parte do tempo pensando em suas histórias, mundos e personagens e como para muitos deles escrever não é algo "racional" e planejado mas sim uma compulsão quase incontrolável de por as letras no papel. Eu mesmo me lembro de tantas vezes acordadas no meio da madrugada, sendo obrigado a ligar o computador (ou pegar o primeiro papel desprevenido) e escrever quase automaticamente até colocar a idéia no papel.

    Porém acho que a grande lição que o livro conta é que sobretudo você tem de desenvolver seu próprio estilo e encontrar sua forma pessoal de encantar seu leitor. É visivel a quantidade de clones de Códigos Da Vinci, Senhor dos Anéis e Harry Potters que vi surgir nos últimos tempos, sendo que cada autor busca fisgar um pouquinho do sucesso daquele que quebrou os primeiros paradigmas. Como ja disse anteriormente, apesar de escrever fantasia nunca li Senhor dos Anéis e mesmo inspirado no grande mestre Frank Herbert espero poder criar uma história que possa sobretudo entreter, inspirar sem buscar sucesso no alheio.

  por Claudio Villa


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