O Autor



Claudio Villa

Nasci em São Paulo em 1979 e desde cedo já era atraído pela leitura e pela escrita. Eu sempre adorei as aulas de redação na escola e sempre usava o “tema livre” para escrever algum tipo de história. Meu quarto sempre foi a biblioteca da casa e me lembro de passar inúmeras tardes lendo e devorando todo tipo de material, dos livros infantis às páginas da enciclopédia Conhecer.

Não consigo precisar exatamente quando comecei a ter gosto pelas histórias de capa e espada, mas lembro de alguns episódios que podem dar uma boa pista sobre isso. A escola de meu pai possuía uma marcenaria totalmente equipada (o prédio fora uma marcenaria no passado) e como meu pai sempre gostou muito de mexer com madeira, eu me lembro de dois presentes que ele me deu e que me marcaram muito.

O primeiro veio quando eu tinha por volta de seis a sete anos e era, como eu o chamava na época, um “barco que cabia gente”. O tal barco feito por ele nada mais era que uma caixa de madeira, com laterais de pano e que possuía um banco, um timão, uma pequena ancora de madeira e um único mastro com uma vela de pano que podia ser erguida. Lembro-me de passar muitas tardes viajando por oceanos fantásticos a bordo daquele pequeno navio em meu quarto. O segundo presente (eu devia ter uns dez anos nessa época) foi uma simples espada de madeira com a qual enfrentei os primeiros monstros imaginários da minha vida.

O tempo passou, eu cresci e já mais velho acompanhei por muitas noites enquanto meu pai, sentado em sua bancada de madeira, montava modelos em escala dos mais variados navios a vela já existentes. Eu ficava admirado vendo-o fabricar cada peça, cada cordaime, cada pedaço de madeira e daqueles dias em diante passei a achar essas embarcações uma das mais belas criações feitas pelas mãos do homem.

Como já disse lá em cima, eu sempre gostei muito de escrever, sendo que muito da minha produção adolescente consistia de pequenas poesias e versos ou textos aleatórios que escrevia em noites insones. Minha primeira tentativa de escrever um livro foi aos quinze anos quando comecei a rascunhar algo na última página de um caderno da escola. Essas primeiras frases terminaram em um livro com aproximadamente cem páginas, que apesar de interessante, ainda não possuía a maturidade que sinto ter hoje.

Na mesma época conheci aqueles que se tornariam meus melhores amigos e que juntos haviam criado um mundo imaginário de fantasia. Esse mundo tinha o propósito de servir de cenário para seus jogos de RPG, mas num futuro muito próximo passaria a abrigar minhas histórias.

Ao longo dos seis anos seguintes, fui desenvolvendo lentamente o reino onde se passaria meu primeiro livro. Pouco a pouco eu criei uma cronologia, personagens chaves, brasões e bandeiras, sua cultura e crenças e por fim um mapa onde colocar tudo isso. Logo eu tinha em minhas mãos um mundo verossímil e habitável (ao menos para mim) mesmo sem saber exatamente o que fazer com ele.

Tudo começou a mudar no final de 2000, quando conheci o pessoal do Graal Live Action e comecei a jogar suas aventuras. Eu precisava criar um personagem para jogar suas partidas e mesmo sem saber exatamente como ele seria, eu criei um alter ego que batizei de Jonathan Devilla. Os meses e jogos foram passando e pouco a pouco este que era apenas um nome passou a ter uma história, um passado e uma motivação. Outros personagens foram contribuindo para enriquecer seu perfil e a medida que conquistava o respeito entre meus pares no jogo, passei mais e mais a gostar de vivenciar esse personagem. Um dia resolvi que iria tentar novamente escrever um livro e que o protagonista dessa história seria esse personagem.

Quatro anos se passaram a partir daquele dia. Muitos meses de noites mal dormidas, de devaneios em ônibus e metrô, de idéias em uma noite quente e seca de Florianópolis. Inúmeras foram as vezes onde tive de correr (mesmo no meio da madrugada) até um papel e um lápis para registrar uma idéia antes que ela fugisse de mim até chegar no resultado de hoje, meu primeiro livro.

Sempre abominei a arrogância e a futilidade, tão presentes no mundo de hoje e por isso digo que escrever um livro está longe de ser uma busca pessoal por fama e fortuna. Escrever “Pelo Sangue e Pela Fé” foi antes de tudo vivenciar uma grande aventura, conhecer personagens de quem sinto falta e que se foram como amigos que embarcam em uma longa viagem.

Ao mesmo tempo em que as semanas passam e eu luto para conseguir realizar esse sonho, eu vivencio outra aventura pessoal, na companhia de outros personagens (alguns conhecidos) que me levam em suas aventuras pelo mundo da fantasia. Espero que possam compartilhar dessas viagens em breve, pois enquanto puder manejar uma pena, não deixarei de viver essas aventuras.

Para me contatar com suas duvidas, criticas e sugestões, o endereço é contato@mundosdemirr.com.

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