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Segunda-feira, 04 de Abril de 2011

Escrevendo em Outros Mundos

    Hoje recebi uma novidade bacana e gostaria de compartilha-la com vocês. Antes porém, um pouco de história.

    Eu sempre gostei de escrever (acho que já perdi as contas de quanttas vezes declarei isso), mas posso dizer com segurança que o R.P.G. teve um papel determinante em transformar esse gosto em algo maior. Hoje já posso me considerar um dinossauro dos jogos de interpretação, já que meu gosto pelo hobby já vem de antes de 1992, ou seja praticamente vinte anos (ou dois terços da minha vida) dedicados a ele.

    Lembro-me que nesses primórdios, uma certa revista ficou muito famosa exatamente por trazer a realidade do RPG (sempre considerado um hobby obscuro) para as pessoas normais. Quem não se lembra da Dragão Brasil e suas matérias, adaptações, personagens e contos? Naquela época, a Dragão era comandada pelo que ficou conhecido como o lendário Trio Tormenta (Cassaro, Saladino e Trevisan) referência ao universo de fantasia que esses três autores iam construindo nas páginas da revista.

    Para muitos RPGistas como eu, trabalhar para uma revista de R.P.G. era praticamente um sonho, aquela idéia adolescente que deveria ser o melhor trabalho do mundo, aquele que você desejaria fazer pelo resto da vida.

    O tempo passou, a Dragão infelizmente deixou de existir e o meu gosto por R.P.G só aumentou com o tempo. Conheci o mesmo grupo com quem estou a mais de quinze anos, comecei a desenvolver os mundos de Mirr e o resto é história.

    Quando publiquei meu primeiro romance, Pelo Sangue e Pela Fé, em 2007 eu comecei a ter contato com outros autores, escritores e pessoas do meio editorial. Foi indo nesses encontros de autores que acabei conhecendo pessoalmente os já lendários Saladino e Trevisan, algo que julgaria impossível apenas uma década antes.

    Foi num desses encontros casuais que encontrei com o Trevisan e começamos a conversar. Em dada altura do papo ele solta. "Ei Villa, estou organizando uma coletânea de contos situados em Tormenta. Você não quer participar?". A frase me pegou de surpresa, pois jamais esperei receber um convite como esses. Estaria eu habilitado para escrever histórias no mesmo mundo habitado pelo Mestre Arsenal? Não pensei duas vezes e aceitei o convite.

    Semanas depois comecei minha pesquisa. Desde que começara a jogar em Mirr nos idos de 1995, eu havia parado de acompanhar a evolução de Tormenta. O que começou em páginas de revista evoluiu para livros e mais livros sobre o tema e achei por bem começar a estudar. Comprei o módulo básico, sentei na cadeira e comecei a explorar esse mundo novo, uma busca frenética por um lugar onde situar minha história. Após encontrar o cenário perfeito, foram mais quinze dias escrevendo, reescrevendo e mexendo até chegar em um resultado que me agradasse.

    Esse resultado chama-se "O Último Golpe de Javelin" a história de um ladrão atrapalhado e suas estripolias para escapar da justiça. A coletânea foi finalmente anunciada hoje como podem ler no blog do próprio Trevisan. (http://www.doutorcareca.com.br/?p=1401).

    Nessa coletânea me fazem companhia bons amigos escritores como Leandro Radrak, Douglas MCT, Rogério Saladino e é claro o próprio Trevisan. Nem mesmo a amiga escritora (e no presente momento, minha editora) Ana Cristina Rodrigues escapou da antologia. Ou seja, estou em muito boa companhia.

    Confesso que estou ansioso pelo lançamento e pela oportunidade de colocar minhas letras a serviço de um mundo tão conhecido e amado por tantos como é Tormenta. A experiência foi incrível e espero um dia poder retribuir o favor, convidando amigos autores para escrever uma coletânea nos Mundos de Mirr.

  por Claudio Villa | 1 comentário


Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Novos Paradigmas

    A semana que se passou foi marcada por algumas mudanças bastante significativas em minha vida, o que pode trazer consequências diretas a minha produção literária.

    Após onze meses atuando como Designer Instrucional na Integração Escola de Negócios, recebi uma proposta para realizar o mesmo trabalho em uma outra empresa, sendo que inicio meu trabalho lá ainda hoje, dentro de algumas horas.

    Mas como uma mudança de emprego pode influir na minha produção? Bem, a Jump, para onde eu estou indo, possui uma política mais aberta e moderna em relação ao trabalho. Lá eles acreditam que mais importante do que bater o cartão e permanecer no escritório oito horas por dia, esta a produtividade e cumprimento de metas. Por conta disso, terei a oportunidade de, algumas vezes, trabalhar de casa, permitindo que eu organize melhor meu tempo e quem sabe consiga retomar meus escritos.

    E por falar em retomar, essa semana que se passou eu tentei mais uma vez começar um terceiro livro. Foram apenas quatro páginas e apesar de saber do grande potencial da história, ainda não me senti particularmente atraído por ela. Acho que terei de dar tempo a o tempo, me forçar a escrever e ver o que sai dai.

    Por fim, aproveito para divulgar a excelente resenha que o Pelo Sangue e Pela Fé recebeu do blog Psychobooks, que inclusive esta sorteando um exemplar no Twitter. O site é o http://www.psychobooks.com.br/2011/04/resenha-sorteio-pelo-sangue-e-pela-fe.html

  por Claudio Villa | nenhum comentário


Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Um Outro Lado de meu Trabalho

    Enquanto aguardo ansiosamente o retorno de meu original das mãos da editora e tento enfrentar mais um bloqueio para começar meu terceiro livro, resolvi compartilhar com vocês outra faceta de meu trabalho, esta não relacionada a literatura.

    Tudo começou em uma viagem a Espanha nos idos de 1996. Estav passeando com meus pais em um shopping em Barcelona quando vi uma loja da Games Workshop (que até o momento nunca havia ouvido falar). Lá dentro, dispostos em grandes dioramas, estavam exércitos gigantescos de miniaturas das mais variadas criaturas fantásticas. Dos selvagens orcs aos tenazes anões, cada cenário representava uma guerra iminente que jamais aconteceria.

    Pedi a meus pais para ficar por ali mais um pouco, observando aquele trabalho. Num canto da loja estava um rapaz, de não mais do que trinta anos, munido de pincel e tinta pintando um singelo goblin. Arranhei meu "portunhol" e perguntei se poderia ver o que ele estava fazendo. Bastou meia hora de conversa para que eu decidisse tentar aquela brincadeira. Comprei um box com dois exércitos, algumas tintas e pincéis e chegando ao Brasil comecei a pintar. Desde então, não parei mais.

    Como já relatei antes, meu pai foi modelista por muitos anos, construindo grandes navios de madeira, hobby esse que infelizmente nunca me adaptei. Sempre gostei de maquetes e miniauras, mas minhas habilidades no uso da cola sempre foram desastrosas. Foi na pintura que aosm poucos fui me encontrando e achando um hobby capaz de me relaxar nas horas de tensão.

    Ao longo desses quinze anos foram muitas peças pintadas e muitas técnicas novas aprendidas. Em Maio do ano passado, resolvi retomar o hobby, esquecido desde que virei pai, e pintei novas peças usando tintas e técnicas diferentes. Alguns meses depois, minha querida amiga Barbara Roma, fotógrafa de mão cheia, me ofereceu a possibilidade de fotografar minhas peças e eu aceitei.

    Minha habilidade como modelista sempre esteve restrita a meu circulo intimo de amigos e familiares, mas desde o começo da semana resolvi postar essas fotos no Deviantart. É claro que não estão lá todas as minhas peças, apenas aquelas mais recentes e as antigas que considero mais representativas, mas ainda sim é uma forma de mostrar a meus amigos um outro lado meu que poucos conhecem.

    Se tiver curiosidade em conhecer, o endereço é o http://atreidestm.deviantart.com sendo que postarei novas peças a medida que as for fazendo. Espero que curtam os trabalhos e nesses tempos de vacas magras é sempre importante frisar...

    Aceito encomendas...!

  por Claudio Villa | 2 comentários


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