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Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011

O Anuncio Oficial

    O tema dessa semana não poderia ser outro senão o anúncio oficial de que "O Vento Norte" será publicado pela Llyr Editorial.

    É claro que, para mim, essa notícia não é exatamente uma novidade sendo que já exisitia um acordo verbal sobre essa publicação há algumas semanas. De qualquer forma um anúncio formal sempre é um momento especial, uma confirmação de que todo seu trabalho valeu a pena. Tudo começou com a Bienal do Livro de Sâo Paulo e culminou com esse momento.

    Mas afinal, porque essa nova publicação é tão importante, até mais importante do que a publicação de Pelo Sangue e Pela Fé? Como eu já disse aqui várias vezes, publicar (ou devemos dizer imprimir) um livro no Brasil é das tarefas mais fáceis. Basta você levar seu arquivo de computador em uma das muitas gráficas sob demanda (as vezes travestidas de editora) e mandar imprimir quantas exemplares você considerar coerentes. Pronto, você já é um "autor" publicado.

    Admito que meu primeiro livro passou por um processo parecido (mesmo não sendo intencional). Eu achei que ele teria um trabalho de edição e revisão, mas ainda encantado com a aura da primeira publicação me deixei levar e o resultado todos conhecem. "Pelo Sangue e Pela Fé" foi um aprendizado, dos mais difíceis, mas me trouxe lições valiosas para serem usadas hoje.

    "O Vento Norte" por sua vez já envolve toda uma nova gama de responsabilidades. Dessa vez sim estou tendo o trabalho de um revisor e de um editor por trás de meu texto, alguém que esta verdadeiramente interessado no sucesso desse livro além de mim. Sendo o segundo livro a sair pelo Llyr editorial (novo selo de literatura fantástica nacional), ele tem a obrigação de ser uma vitrine, um modelo do que a editora irá publicar a seguir.

    O que podem esperar nos próximos meses é sim um empenho cada vez maior em divulgar esse trabalho de forma profissional. Em 2007 eu era um completo desconhecido lutando por um espaço no mercado de literatura fantástica, mas hoje tenho uma reputação a zelar. Foram quatro anos de lutas, contatos e conquistas e espero que esse próximo trabalho seja apenas mais uma delas.

  por Claudio Villa | 1 comentário


Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011

Do Twitter ao Facebook

    Atualizado em 14/02/2011. Como bem lembrou o Paulo no comentário (e como prova viva de que ainda não me acostumei a essa tecnologia) esqueci de colocar meu apelido no Twitter. Para quem quiser me seguir é o @mundosdemirr, além da fan page do livro O Vento Norte no Facebook

    Eu juro que tentei ser o bastião da resistência, o conservador chato e teimoso que lembrava de forma nostalgica de uma internet mais simples. Uma web sem tantos tweets, retweets, likes e dislikes onde existina MSN, e-mail e só uma rede social. Hoje admito que perdi a guerra.

    Nas últimas duas semanas, por conta da divulgação do livro, andei me inteirando melhor com o Facebook. Adicionei mais amigos, completei meu perfil e até uma fan page do livro eu criei. Instalei também um aplicativo de Twitter (um tal de TweetDeck) e passei a twittar pelo menos uma vez ao dia. No final, o que antes parecia um dragão cuspidor de fogo esta mais para uma lagartixa metida a besta.

    Minha entrada tardia nessas novas ferramentas se assemelham em muito a demora para começar meu blog, Na época eu pensava: "O que diabos eu vou escrever? O que em minha vida mundana interessaria outras pessoas?" Com o tempo, eu pude no blog ir relatando minhas experiências como escritor e tentar assim ajudar outras pessoas, mas como desenvolver algo em apenas 140 caracteres?

    Pensei em usar o Twitter apenas para postar as atualizações do blog, mas logo percebi que um tweet por semana em nada ia me ajudar a divulgar meu trabalho. Precisava gerar conteúdo com frequência e ainda por cima fazer o mesmo no Facebook.

    Foi quando me voltei para meu projeto mais ambicioso até hoje, minha wiki de referência, a Mirr Enciclopédia. Na mesma semana em que comecei a mexer com o Twitter, meu bom amigo Fábio teve algum tipo de surto psicótico e criativo e em menos de dois dias criou algo em torno de 24 novos verbetes. Ali pensei comigo, se ele pode, porque eu não? Eu idealizei essa enciclopédia e me sinto na obrigação de alimenta-la.

    Uni as duas coisas e agora venho tentando fazer algo que nunca fiz, um verbete diário, twittado três vezes ao longo do dia como forma de divulgar meu trabalho. Até agora tenho conseguido e se mantiver esse ritmo, serão mais de 300 novos verbetes até o final do ano. Mesmo que as pessoas não leiam, esse exercicio me obriga a constantemente desenvolver o mundo, ou seja ganho de qualquer jeito.

    Porém uma coisa ainda me incomoda no Twitter e é a banalidade como algumas pessoas o usam. Não faltam relatos de idas ao médico ou atrasos ao trabalho. Havia um colega escritor que seguia, que imaginava poderia contribuir com "tweets" interessantes, talvez sobre algum novo projeto ou livro, mas todas suas mensagens se referiam a seu dia. Cliquei unfollow decepcionado.

    Até agora tenho 30 seguidores (nada mal para um mês de atividade) e espero expandir essa lista. A data de lançamento do novo livro se aproxima e mais do que nunca vou de twittar para conquistar novos leitores.

  por Claudio Villa | 1 comentário


Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

Sem Idéias

    Dizem que o maior motivo de apreensão para um escritor é uma folha em branco. Algumas vezes pode ser a válvula de escape daquilo que acumulamos em nossa mente nos últimos dias, outras uma trava que impede que nos expressemos como gostariamos.

    Quando trata-se de escrever um romance, como é meu caso, existe ainda uma infinidade de etapas antes de escrever as primeiras frases depois do "Era uma vez..." O que escrever? Qual tema abordar? que personagem desenvolver? que época ou lugar situar minha próxima história?

    Quando comecei a escrever, ainda moleque, acho que nunca imaginei que chegaria a publicar dois livros. Era uma época mais simples, onde jogar palavras no papel era uma forma de fugir da realidade, mas parece que a mesma realidade conseguiu se infiltrar até mesmo nesse simples modo de se expressar.

    Que eu busco uma carreira como autor, isso não é segredo para ninguém. Se irei conquistar isso a longo prazo, é uma outra história. De uma forma ou de outra, um autor deve esta sempre produzindo, lendo, escrevendo e nunca largando seu emprego formal (como uma vez me disse a autora estadunidense Margareth Weiss). O fato é que além das nossas obrigações diárias (trabalho, esposa, filho, familía), ainda é preciso lidar com as tentações do entretenimento fácil e de consumo rápido (videogames, televisão, sair com os amigos etc...).

    Mas onde quero chegar com tudo isso? O que quero explicar é que apesar de ter muitas idéias na cabeça, ainda não concretizei nada no papel para um terceiro livro. Não sei sobre quem ou o que escrever primeiro, não planejei nada, estou em um limbo literário.

    Lembro de ter passado por algo parecido com isso quando terminei Pelo Sangue e Pela Fé. Na época eu tinha muita vontade de escrever a história da Colleen Northwind, mas por alguma razão não conseguia unir idéias e começar. Curiosamente a coisa mudou quando tive um sonho meio estranho, uma imagem meio embaçada de uma jovem cavando na areia da praia. Não sei porque naquele momento, meu subconsciente me fez entender que aquela jovem era a Colleen e que de alguma forma ela queria dizer algo. Na noite seguinte, depois de ter recebido esse "sinal" comecei o livro novo e o resultado é esse que em alguns meses estará nas mãos de vocês.

    Não sou supersticioso, passo sem problemas debaxo de escadas e não me incomoda que gatos pretos cruzem meu caminho, mas devo admitir que esse sonho "premonitório" serviu como um "Largue o maldito videogame e vá fazer algo produtivo".

    Tenho vontade de escrever mais sobre a Colleen, pois é a personagem a quem mais me afeiçoei, mas sei que sua próxima aventura será complicada de escrever. Gostaria de retomar as aventuras de Jonathan Devilla (meu protagonista em Pelo Sangue e Pela Fé), mas apesar de ter uma vaga idéia em que tipo de aventura gostaria de colocá-lo, ainda não sei como deixá-la interessante. Por fim, existe todo um multiverso de novos e intrigantes personagens, nenhum dos quais ainda me apaixonei a ponto de vivencia-lo.

    Estou realmente em uma dúvida, lutando contra a preguiça de começar algo novo ao mesmo tempo que sei que com o lançamento do Vento Norte, preciso ter algo engatilhado para o ano que vem. Que o deus da literatura me ilumine e que eu não precise de uma nova premonição para começar.

  por Claudio Villa | nenhum comentário


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