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Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

O Encontro com um Editor

    Nenhuma analogia pode descrever melhor a carreira de um escritor do que andar de montanha russa de olhos vendados. Você olha de fora, vê o carro disparando em subidas, looping e quedas, esta certo de ter decorado cada curva do trajeto, mas quando esta la dentro percebe vê o quanto estava errado.

    Minha carreira iniciada oficilamente em 2006 é a visão perfeita dessa situação. Algumas subidas, outras tantas quedas. Algumas curvas inesperadas e loopings de tirar o fôlego. Achei que depois da experiência do primeiro livro, eu estaria acostumado...me enganei.

    Semana passada fiquei em silêncio, foram dias de decepções e muita tensão. Por pouco não posto mais um artigo me queixando desse mercado, acho que a providência divina e um pouco de bom senso me impediram de tal coisa, ainda bem.

    Meu original de "O Vento Norte" estava com seis editoras e pouco a pouco fui recebendo respostas. Uma editora me ofereceu uma edição paga e diante da minha recusa, colocou na fila de avaliação. Resposta? Primeiro semestre de 2011, sem data definida. Meu planejamento de Marketing estava indo para o vinagre.

    Veio uma conversa com um segundo editor. Não havia lido ainda, mas me prometera "ler com carinho" meu material. Sem prazo ou espectativas, fiquei no limbo.

    Finalmente o golpe mais duro (irônicamente no mesmo dia em que recebi na Biblioteca Nacional o registro do livro), uma recusa de uma das editoras onde estava apostando mais fichas e que acreditava ter me saido bem na Bienal.

    Comecei a ficar sem opções e a ver todo meu planejameto minguar. Bateu o desânimo de quem achava que após publicar um livro independente, as chances de uma publicação tradicional aumentariam. Por um momento, todo o trabalho e as redes de contato formadas ao longo de quatro anos pareceram ínuteis.

    Havia acabado de escrever o artigo que comentei acima, quando um novo e-mail caiu na minha caixa postal. Era de um dos editores que meu amigo Sérgio havia me apresentado na Bienal e que também estava com meu original. Disse que havia lido meu primeiro livro e que havia gostado e que gostaria de conversar sobre o segundo. Ele é do Rio, e estaria em São Paulo para o lançamento de um livro de sua editora na Quinta a noite. Marcamos de conversar durante o evento, agendado na Livraira Saraiva do Shopping Morumbi.

    Confesso que na hora não fiquei muito animado. Temia que ao final do papo ele me fizesse uma proposta, semelhante ao que já recebi por ai, de publicar meu trabalho pela modesta quantia de R$15.000. Achei que veria se repetir o filme onde a editora, que deseja "investir" no autor, pede valores semelhantes, entrega 500 exemplares para que você "recupere seu investimento e lucre com seu trabalho" e uma vez que o cheque é depositado, eles publicam seu livro e lhe largam a própria sorte.

    Dividi esse sentimento com minha esposa, peguei minha pasta velha de guerra e sem muitas esperanças fui para o evento "para ver o que ia dar". Chegando a livraria, encontrei o Tomaz, editor da Usina das Letras, com quem fui conversar. Ele me disse que teria de ficar pelo evento um pouco, até que as fotos fossem tiradas e que em seguida sentariamos em um canto para conversar com mais calma.

    O tempo foi passando, junto com as bandejas de canapés e o pote de amendoins sortidos. Passada uma meia hora, juntou-se a nós outro autor já publicado pela editora, o José de Araújo, que começou um papo animado com o Tomaz.

    No começo fiquei prestando atenção no papo, para aos pouco ir entrando na conversa. Falamos de todos os aspectos do mercado editorial, desde ser escritor até a participação eme eventos, estratégias para se vender livros, arte de capa e por ai vai. Fui aos poucos expondo minhas crenças, minhas idéias e minhas experiências nesses anos como escritor independente.

    Num certo ponto da conversa, o Tomaz comentou o quanto havia gostado da capa do meu primeiro livro, sendo que imediatamente saquei um exemplar da bolsa (primeiro mandamento do escritor, SEMPRE tenha pelo menos um exemplar do seu trabalho com você). Acabei presenteando-o ao José, que apesar de escrever crônicas, gosta de ler literatura fantástica.

    As horas foram passando, o evento chegando ao fim e eu logo percebi que nossa conversa particular não iria acontecer. O desânimo aumentou, afinal como eu poderia expor meu plano? minhas idéias? Como vender meu peixe ao editor se não haviamos sentado para conversar. Ele era do rio e sabe Deus quando voltaria a Sâo Paulo. Achei que havia perdido a batalha.

    Evento encerrado. Me despedi do José com umn aperto de mão e a troca de cartões. Ele se mostrou durante a conversa uma pessoa muito simpática e humilde, ciente das dificuldades de um autor nesse mercado. Certamente vou continuar trocando figurinhas com ele.

    Acompanhei o Tomaz para fora da livraria. Eu ia para casa e ele para um jantar. Já na porta, ele virou para mim e disse.

     - Bom Cláudio, então fechamos a publicação do seu livro certo? Vamos lançar em meados de Maio de 2011 como você colocou em seu planejamento.

    Ali eu parei, ainda um pouco surpreso do que havia escutado. Agradeci imensamente e o acompanhei até o táxi. Nesse trajeto, tivemos nossa "conversa profissional". Expus algumas idéias para o projeto agora fechado, divulgação, distribuição, formato etc...

    Quando ele finalmente foi embora e eu fiquei só com minhas reflexões, percebi o que havia acontecido. Nós tinhamos tido nossa conversa afinal, eu havia exposto minhas experiências e ambições em meio ao papo informal. Acredito que foi entre um assunto e outro que consegui passar a seriedade com que encaro ser escritor. Ele sabe que não irei ficar parado em casa, esperando os louros da glória.

    Ser escritor é mais do que gastar as pontas dos dedos no teclado, e sim gastar a solas dos sapatos no contato com o livreiro e o leitor.

    Fica formalizado então o anuncio, para vocês leitores que acompanham fielmente (mesmo que aos trancos e barrancos) esse meu pequeno blog. O Vento Norte, meu segundo romance, sai pela Editora Usina das Letras em Maio de 2011.

    O trabalho esta apenas começando.

  por Claudio Villa | 1 comentário



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Terça-feira, 09 de Novembro de 2010

O Vento Norte - Iniciando os Trabalhos

    Essa foi uma semana tensa e minha saúde não anda lá essas coisas. Já vai fazer mais de um mês que não paro de tossir e o ultimo tratamento que tentei não deu resultado, comecei outro ontem. Se a coisa já não tivesse ruim, tive uma madrugada de terror de Segunda para Terça, sendo que passei meu dia passeando no hospital.

    Justificado (ou não) o atraso na postagem vamos a ela. Essa semana comecei a plantar as primeiras sementes do que pretendo ver florescer como o plano de comunicação de meu novo livro, O Vento Norte. Ainda não formalizei a edição por escrito (admito que isso ainda me incomoda um pouco), mas com a palavra de honra do editor (e eu ainda sou uma pessoa que levo isso muito a sério) resolvi dar inicio aos trabalhos.

    Parece bobagem, mas em um mercado literário como o nosso, um plano de comunicação bem estruturado é fundamental para tentar conseguir algum sucesso. Graças as editoras sob demanda, temos hoje dezenas de lançamentos de literatura fantástica nacional, muitos de qualidade bastante duvidosa. Temos ainda as editoras especializadas, que apostam cada vez mais nesse gênero, tornando o mercado, já restrito, cada dia mais competitivo.

    Quando lancei o Pelo Sangue e Pela Fé a quase quatro anos, ainda tinhamos um mercado nacional tímido. Podia contar nos dedos quantos livros seguiam uma temática semelhante a minha e ainda sim, não havia um nicho tão unido e formado como hoje.

    Só posso descrever a comunicação de PSPF como subir uma escada de joelhos. Não havia um planejamento, apenas um esforço sobrehumano de tentar um espaço. Cada degrau gaugado era uma vitória, mas servia apenas para que eu percebesse que haviam outros cem degraus a minha frente. Na época eu não tinha contatos, conhecimento de mercado, contava apenas com minha teimosia e cara de pau. Admito que deu certo, consegui uma exposição maior do que esperava e disso tirei lições valiosas, abri muitas janelas (e algumas portas) e me preparei para o que esta por vir.

    Agora com o Vento Norte, pretendo fazer diferente. Não quero mais contar com improvisos e depender da sorte para ter meu trabalho exposto, vou trabalhar duro para fazer uma exposição massificada e colocar o nome do meu livro na mente de leitores por todo o país.

    Os recursos são inúmeros: campanha no Twitter, booktrailer, videos virais, promoções, sorteios, concursos culturais. Todas são opções válidas, as quais estou estudando a viabilidade, sem contar é claro as já tradicionais resenhas e anuncios em sites e blogs internet afora.

    O grande problema ainda é a falta de recursos financeiros (vulgo dinheiro), pois toda ação envolve algum custo. A parte divertida dessa pobreza de fundos, é que você acaba tendo de se aprender coisas novas. Quer fazer um booktrailer usando o Adobe Premiere? Instale o programa, baixe tutoriais e se vire para fazer a coisa acontecer.

    Agora mesmo estou tentando colocar em pratica uma das ações acima e para isso estou contando exclusivamente com a boa vontade de alguns amigos, que se voluntariaram para ajudar. Para autores como eu, que estão na briga por espaço, os amigos continuam sendo o maior recurso.

    Continuem acompanhando o blog, pois espero ter mais novidades na próxima atualização. Até lá

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Silêncio...

    A semana que passou foi bastante quieta, silenciosa até demais. Estou aguardando respostas de alguns e-mails que passei nos últimos quinze dias, cada um tratando de diferentes aspectos do novo livro, mas até agora não obtive respostas. Por conta disso, estou com as mãos atadas, não podendo fazer nada de prático a não ser planejar.

    Outro problema que estou enfrentando é a modernização aqui do blog. Estou há vários fins de semana tentando sentar com meu webmaster para reformular algumas coisas por aqui, mas ele anda bastante atarefado o que tem atrasado as coisas.

    Vou tentar pegá-lo pelo cabresto esse final de semana ao mesmo tempo em que tento organizar meu escritório, que parece ter sido atingido por um furacão. Está na hora de começar um novo projeto, provavelmente uma noveleta, e preciso de um espaço minimamente desentulhado para trabalhar. Finalmente consegui fazer uma limpeza nos arquivos de meu computador (deletei coisas que deviam estar perdidas em meus arquivos a dez anos), apesar de ainda precisar criar coragem para reorganizar tudo.

    Por fim, acho que já tenho uma data prevista de lançamento do livro. (dependendo é claro da disponibilidade da editora). Descobri hoje que o novo filme do Piratas do Caribe chega aos cinemas nos EUA em 20 de Maio e como pretendo aproveitar a onda do filme para lançar meu livro, esperem um tarde de autógrafos em uma data próxima a essa.

    Reenviei alguns e-mails ontem a noite e espero que essa semana obtenha mais respostas e quem sabe, enfim, alguma novidade digna de nota para ser publicada aqui.

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

A Confraria da Costa

    Finalmente tenho algo novo a relatar em relação ao progresso do livro, apesar de não saber ainda que rumo isso vai tomar.

    Há algumas semanas estava junto de meu amigo Marcelo cozinhando (pois é, além de escrever eu adoro cozinhar com os amigos) e enquanto sovavamos a massa do pão de linguiça, ele resolveu colocar algumas musicas que ele havia baixado para animar o ambiente.

    O Chelo (como nós o chamamos carinhosamente) é o tipico motociclista cabeludo, fã de rock e metal. Entre as musicas do Iron, Rhapsody e Avantasia que escutavamos, uma em particular me chamou a atenção pelo ritmo. Haviam violinos, uma concertina e um som que não se assemelhava em nada com o que haviamos ouvido até ali, e me surpreendi mais ainda quando o vocalista começou a cantar...em português.

     - Chelo, que banda maluca é essa?
     - Ah cara, estava pra te mostrar faz tempo, eles tocam um rock meio inspirado em piratas. Chama-se Confraria da Costa.

    Quando a musica acabou e enquanto a massa do pão crescia, lá fui eu no computador googlar o nome da banda e ver o que eu conseguia. Cheguei no site oficial da banda (http://www.confrariadacosta.com.br/) e descobri que aparentemente é uma banda nova (já que o primeiro CD deles foi lançado em Maio de 2010).

    A conclusão era óbvia. Eu vou lançar um livro sobre piratas e eles tocam musicas inspiradas nessa temática, porque não escrever-lhes um e-mail e ver o que sairia dai? Foi o que eu fiz, me apresentando e a meu projeto e sugerindo algum tipo de parceria futura.

    Essa semana eles finalmente me responderam e curtiram bastante a idéia. Não sabemos exatamente o que será essa parceria ainda, mas duas idéias estão em desenvolvimento. A primeira é tentar trazer a banda para um pocket show no lançamento do livro (já que eles são do Sul), idéia que eles pareceram bastante entusiasmados e que com um pouco de planejamento e sorte deve rolar.

    A segunda idéia é um pouco mais ousada e não sei lhes dizer se irá virar. A premissa é a principio simples: se eles escrevem musicas sobre piratas e eu tenho uma história sobre o assunto, porque não unir as duas mídias em algo proveitoso para ambos.

    Envie-lhes então uma cópia de meu original para que lessem e fiz a seguinte proposta: "Leiam a história, conheçam os lugares e os personagens narrados ali e se sentirem inspirados, escrevam algumas musicas sobre isso".

    Confesso que apesar da incerteza (eles podem simplesmente ler e não gostar) estou curioso para saber se vai sair algo dessa idéia. Acho que seria incrível ouvir alguma música que relatasse aquilo que escrevi, no melhor estilo dos bardos de antigamente.

    Enquanto essa idéia não vira, convido-os a conhecer o trabalho dos caras no site http://www.confrariadacosta.com.br/. Lá é possivel ouvir as músicas, baixar o CD completo e ver onde serão os próximos shows.

    Que Davy Jones abençõe essa parceira

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Papo Fantástica

    Este sábado, como a muito não fazia, resolvi ir a um dos vários eventos sobre literatura fantástica que ocorrem por São Paulo. Para falar a verdade, há tempos eu não ouvia dizer sobre nada parecido, mas como lá estaria meu colega escritor Leandro Reis, resolvi dar um pulo lá e prestigiá-lo.

    Confesso que desde que comecei a frequentar o "fandon", nunca me senti tão deslocado. O "fandon", para quem não esta familiarizado com o termo, pode ser definido como um pequeno grupo de pessoas com interesses comuns, que frenquentam os mesmos eventos, sites e forums. Nesse caso a Literatura Fantástica.

    Quando publiquei meu livro em 2007, eu fui aos poucos tomando conhecimento desse grupo e a cada mesa redonda, palestra e encontro que participava, me fazia conhecer melhor. Depois de um certo tempo, você acaba se tornando figurinha carimbada nesses encontros e as pessoas passam a saber quem você é e qual obra publicou.

    Não foi o que aconteceu no Sábado...

    Verdade que entre as aproximadamente trinta pessoas presentes, eu conhecia (além do autor convidado) uma meia dúzia delas. Todos os outros (que aparentemente se conheciam) eram estranhos para mim. Num dado momento, fui até a frente comentar um assunto em pauta e o moderador me perguntou meu nome, de onde eu vinha e o que estava fazendo ali. Não soube como me apresentar, além de dizer meu nome.

    Num segundo momento, quando abordaram a temática da literatura tipo RPG, senti a necessidade de compartilhar minha experiência (afinal, meu primeiro livro surgiu dessa forma) e quando fui a frente falar, já senti que o mediador torceu o nariz. Fez uma brincadeira sobre uma nova intervenção minha e só me senti a vontade para opinar quando o Leandro (que participava da mesa) disse que minha experiência era relevante, que eu havia publicado antes dele e que nesse meio tempo haviamos trocado algumas figurinhas. Ainda sim me senti desconfortável e resolvi a partir dali ficar na minha.

    No final do encontro, quando sempre acontecem os principais contatos, a sensação não foi diferente. Conversei abertamente com quem eu conhecia, mas ainda me senti um pouco tolhido em falar com os outros. Distribui cartões, fiz convites para conhecer o meu site, como se houvesse voltado aos idos de 2007.

    Vejam que a razão desse post não é me queixar da falta de reconhecimento ou alguma tentativa tola de inflar meu ego. Nunca tive esse tipo de preocupação e quem me conhece sabe disso, mas tive de relatar a estranheza de voltar no tempo e ter de começar do zero novos contatos.

    O encontro também foi marcado pelo uso da tecnologia, como nunca havia visto em um evento assim. O bate papo foi totalmente transmitido via Twittcam (um chat ao vivo do Twitter) com os comentários de quem estava assistindo aparecendo ao mesmo tempo no telão. Admito que ali mais uma vez constatei o quanto estou desatualizado em relação as novas mídias de internet. Sinto que para o lançamento de O Vento Norte terei de me reinventar e explorar todas essas ferramentas se quiser não cair no limbo.

    A competição nesse mercado esta a cada dia mais acirrada.

  por Claudio Villa | nenhum comentário


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