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Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008

Dieta Literária

    Após mais uma semana afastado do blog, retorno com algumas novidades sobre o livro novo. Tenho de me desculpar com os leitores pelo aparente desinteresse com o site, mas não tenho tido muita inspiração para escrever por aqui.

    O projeto da enciclopédia esta parado desde o final de julho, mas espero retoma-lo em breve. Preciso me organizar e pensar novos artigos para escrever já que o resto da equipe simplesmente não esta colaborando.

    No artigo de hoje gostaria de falar um pouco sobre o reflexo da crítica recebida a algumas semanas e de como isso tem alterado minha forma de trabalho. A pouco mais de uma semana coloquei "O Vento Norte", meu próximo livro se tudo der certo, de dieta. A chamada Dieta Literária como apelidei essa operação se trata de uma leitura cuidadosa e muito criteriosa do texto, deixando de lado um pouco a trama e se focando mais no uso das palavras e construções de frase no texto.

    Como sabem, é um costume meu dividir o livro em três atos, sendo que esses possuem inúmeras cenas ou capítulos curtos. O primeiro ato do novo livro já esta pronto (a trama e os acontecimentos não devem sofrer mudanças drásticas) sendo que estou terminando essa última revisão para envia-lo a uma leitura crítica.

    O que percebi nessa leitura mais criteriosa, utilizando as críticas que recebi em Pelo Sangue e Pela Fé é que realmente o texto tinha problemas. Inúmeros adjetivismos (uma exaltação exagerada das qualidades de pessoas e lugares) estavam presentes no texto assim como alguns pleonasmos e palavras que se repetiam muito em um curto espaço. Também acabei cortando porções inteiras de texto que continham informações "curiosas", mas que nada acrescentavam a história como um todo. Outro detalhe que venho prestando atenção é a repetição excessiva do nome do personagem em uma mesma cena, sendo que estou substituindo algumas dessas repetições por pronomes como Ele e Ela.

    Além desses detalhes, tenho me enamorado com a idéia de criar alguns pequenos anacronismos, detalhes sobre o mundo que não são explicitos no primeiro livro e que podem parecer estranhos se citados no segundo, já que O Vento Norte se passa vinte anos antes de Pelo Sangue e Pela Fé.

    Um desses detalhes, apenas para citar um exemplo, seria a criação de uma moeda própria para Aldarian, já que até o momento toda vez que algum valor é mencionado ele é expresso em moedas de ouro, prata ou bronze. Essa convenção adotada dos universos de RPG me parece hoje um tanto simples, sendo que um reino que possua sua própria moeda me soe mais verossimil. Felizmente para essa questão eu ja bolei uma solução até que bastante convincente, o que não deve espantar muito o leitor.

    Espero enfim repassar a primeira parte do livro para que alguns leitores possam fazer a primeira leitura. Diferente do livro passado, onde não obtive nenhum retorno, estou confiante que conseguirei leitores críticos bons para O Vento Norte. Hoje conheço mais pessoas interessadas no tema e ainda mais importante, com menos relações pessoais comigo, o que estou certo me proporcionarão uma leitura mais isenta. Agora é tentar manter a meta de terminar de escrever esse livro até o final do ano.

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

O Valor do Dinheiro

    Apesar do título, o artigo dessa semana nada tem a ver com a queda da bolsa, as ações da Petrobras ou a subida do dólar. Vamos falar de valores sim, mas no espectro da fantasia.

    Outro dia estava lendo o original de meu amigo Antonio e percebi algo que nunca parei para considerar com seriedade; como funcionaria a economia em um universo paralelo? Não estou falando de cálculos complexos como taxas de juros, impostos e afins, mas sim de algo simples porém ao mesmo tempo importante: Quanto vale o dinheiro?

    Em Pelo Sangue e Pela Fé, devido a minha inexperiência na época e a alguns vícios trazidos dos jogos de RPG, sempre que se falava em dinheiro, os valores expressos eram arbitrários. Eu simplesmente pegava um bom número de moedas de ouro e chutava, sem nunca pensar o que seria possivel fazer com esse dinheiro. Felizmente o fato de serem pouquissimas as cenas onde esses valores são expressos em números, além do reino estar vivendo uma anarquia, ajudaram a minimizar esse aparente descaso.

    Porém em O Vento Norte, com seus piratas e mercadores, o valor do dinheiro adquire uma nova importância, surgindo a necessidade de transformar moedas em algo palpável. O primeiro passo foi aproveitar a oportunidade e me livrar das genéricas moedas de ouro, prata e cobre (comuns nos jogos de R.P.G.), e inventar minha própria moeda. A primeira grande pergunta que surgiu foi: Quanto vale uma moeda? O que é possivel comprar com ela? Quanto tempo eu teria de trabalhar para consegui-la?

    Foi então que me lembrei de uma dúvida que tenho há anos e que nunca consegui compreender corretamente. Eu sempre gostei de filmes de época, em especial daqueles situados na era Vitoriana. Nesses filmes, a moeda corrente é em geral a mesma usada na Inglaterra do século XVIII, que por sua vez não tem correspondência com o nosso sistema monetário. Ao invés de utilizar o sistema decimal (por exemplo, R$1,00 ser igual a 100 centavos), seu dinheiro era dividido em libras, xelings, guinéus e pêni (o chamado sistema pré decimal). Esses filmes porém nunca tiveram tempo de explicar do que se tratava essa divisão.

    Somente esse ano, uma luz surgiu sobre esse assunto e consegui ter uma noção melhor desses valores. No livro "O Motim no Bounty" a autora Caroline Alexander teve a preocupação de explicar para nós leigos o que significam esses termos. Se você sempre teve a mesma curiosidade do que eu, ai vai um resumo breve. (extraido do livro)

    Uma libra esterlina (£1) compreendia vinte xelings (20s) e 1 xeling correspondia 12 pêni (12d). Um guinéu era igual a 1£ mais 1s. O valor da moeda nessa época pode ser avaliado por certos indicadores de padrão de vida. A mãe de Fletcher Christian (oficial da marinha inglesa) esperava viver confortavelmente com 40 guinéus por ano. Um oficial que exercesse as funções de capitão de um navio de primeira categoria recebia £28 0s. 0d (28 libras, 0 xelings e 0 pêni) por mês; um tenente £7 0s. 0d; um marinheiro de primeira classe, £1 4s. 0d.

    Com isso em mente, passei a bolar minha própria moeda. Resolvi adotar um sistema muito parecido com o britânico, por acreditar se encaixar bem na época que busco retratar no novo livro. O primeiro passo foi determinar a aparência da moeda, seu peso e ainda mais importante seu nome. Devido a estreita relação que criei entre Aldarian e o mar, resolvi por batizar a moeda como sextante (1s) A partir dai resolvi criar uma segunda moeda de valor inferior que representasse 1/20 do sextante; nascia o austral. (20a) Por fim senti a necessidade de uma terceira moeda, com valor inferior e uma relação decimal com o austral. Admito que não fui muito criativo nesse ponto e adotei o bom e velho cent (10c). Assim, a relação das moedas ficou: 1s = 20a = 200c.

    Ainda faltava no entanto determinar o que significavam esses valores. Aproveitei o livro do Antonio e emprestei a relação trabalho e renda que ele adotou. Assim sendo, um austral seria o pagamento por uma dia de trabalho de um trabalhador humilde, o suficiente para que ele comprasse comida para o dia e guardasse alguns poucos cents para eventualmente adquirir outras necessidades como tecido para se fabricar uma roupa ou outros utensilios para a casa.

    O desafio agora é utilizar esses valores e atualizar as cenas de comércio escritas até aqui. Posso dizer que fiquei bastante satisfeito com o resultado e que foi um exercício de criatividade bastante interessante. Acho que cada vez que um autor cria um elemento tão enraizado no dia a dia da cultura de seu mundo, parece que algo se transforma magicamente. Foi o que senti quando terminei o primeiro mapa de Aldarian e quando finalmente desenhei uma bandeira que me agradasse. Surge aquela sensação de que aquilo sempre existiu e era somente eu autor que ainda o desconhecia.

    Sei que a enciclopédia esta bem abandonada e espero dar um novo fôlego a ela com essa e outras pequenas criações do cotidiano.

  por Claudio Villa | 3 comentários



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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

O Valor do Dinheiro

    Apesar do título, o artigo dessa semana nada tem a ver com a queda da bolsa, as ações da Petrobras ou a subida do dólar. Vamos falar de valores sim, mas no espectro da fantasia.

    Outro dia estava lendo o original de meu amigo Antonio e percebi algo que nunca parei para considerar com seriedade; como funcionaria a economia em um universo paralelo? Não estou falando de cálculos complexos como taxas de juros, impostos e afins, mas sim de algo simples porém ao mesmo tempo importante: Quanto vale o dinheiro?

    Em Pelo Sangue e Pela Fé, devido a minha inexperiência na época e a alguns vícios trazidos dos jogos de RPG, sempre que se falava em dinheiro, os valores expressos eram arbitrários. Eu simplesmente pegava um bom número de moedas de ouro e chutava, sem nunca pensar o que seria possivel fazer com esse dinheiro. Felizmente o fato de serem pouquissimas as cenas onde esses valores são expressos em números, além do reino estar vivendo uma anarquia, ajudaram a minimizar esse aparente descaso.

    Porém em O Vento Norte, com seus piratas e mercadores, o valor do dinheiro adquire uma nova importância, surgindo a necessidade de transformar moedas em algo palpável. O primeiro passo foi aproveitar a oportunidade e me livrar das genéricas moedas de ouro, prata e cobre (comuns nos jogos de R.P.G.), e inventar minha própria moeda. A primeira grande pergunta que surgiu foi: Quanto vale uma moeda? O que é possivel comprar com ela? Quanto tempo eu teria de trabalhar para consegui-la?

    Foi então que me lembrei de uma dúvida que tenho há anos e que nunca consegui compreender corretamente. Eu sempre gostei de filmes de época, em especial daqueles situados na era Vitoriana. Nesses filmes, a moeda corrente é em geral a mesma usada na Inglaterra do século XVIII, que por sua vez não tem correspondência com o nosso sistema monetário. Ao invés de utilizar o sistema decimal (por exemplo, R$1,00 ser igual a 100 centavos), seu dinheiro era dividido em libras, xelings, guinéus e pêni (o chamado sistema pré decimal). Esses filmes porém nunca tiveram tempo de explicar do que se tratava essa divisão.

    Somente esse ano, uma luz surgiu sobre esse assunto e consegui ter uma noção melhor desses valores. No livro "O Motim no Bounty" a autora Caroline Alexander teve a preocupação de explicar para nós leigos o que significam esses termos. Se você sempre teve a mesma curiosidade do que eu, ai vai um resumo breve. (extraido do livro)

    Uma libra esterlina (£1) compreendia vinte xelings (20s) e 1 xeling correspondia 12 pêni (12d). Um guinéu era igual a 1£ mais 1s. O valor da moeda nessa época pode ser avaliado por certos indicadores de padrão de vida. A mãe de Fletcher Christian (oficial da marinha inglesa) esperava viver confortavelmente com 40 guinéus por ano. Um oficial que exercesse as funções de capitão de um navio de primeira categoria recebia £28 0s. 0d (28 libras, 0 xelings e 0 pêni) por mês; um tenente £7 0s. 0d; um marinheiro de primeira classe, £1 4s. 0d.

    Com isso em mente, passei a bolar minha própria moeda. Resolvi adotar um sistema muito parecido com o britânico, por acreditar se encaixar bem na época que busco retratar no novo livro. O primeiro passo foi determinar a aparência da moeda, seu peso e ainda mais importante seu nome. Devido a estreita relação que criei entre Aldarian e o mar, resolvi por batizar a moeda como sextante (1s) A partir dai resolvi criar uma segunda moeda de valor inferior que representasse 1/20 do sextante; nascia o austral. (20a) Por fim senti a necessidade de uma terceira moeda, com valor inferior e uma relação decimal com o austral. Admito que não fui muito criativo nesse ponto e adotei o bom e velho cent (10c). Assim, a relação das moedas ficou: 1s = 20a = 200c.

    Ainda faltava no entanto determinar o que significavam esses valores. Aproveitei o livro do Antonio e emprestei a relação trabalho e renda que ele adotou. Assim sendo, um austral seria o pagamento por uma dia de trabalho de um trabalhador humilde, o suficiente para que ele comprasse comida para o dia e guardasse alguns poucos cents para eventualmente adquirir outras necessidades como tecido para se fabricar uma roupa ou outros utensilios para a casa.

    O desafio agora é utilizar esses valores e atualizar as cenas de comércio escritas até aqui. Posso dizer que fiquei bastante satisfeito com o resultado e que foi um exercício de criatividade bastante interessante. Acho que cada vez que um autor cria um elemento tão enraizado no dia a dia da cultura de seu mundo, parece que algo se transforma magicamente. Foi o que senti quando terminei o primeiro mapa de Aldarian e quando finalmente desenhei uma bandeira que me agradasse. Surge aquela sensação de que aquilo sempre existiu e era somente eu autor que ainda o desconhecia.

    Sei que a enciclopédia esta bem abandonada e espero dar um novo fôlego a ela com essa e outras pequenas criações do cotidiano.

  por Claudio Villa | nenhum comentário


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