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Segunda-feira, 04 de Agosto de 2008

O Bom Pirata

    O título do post dessa semana já é em sí bastante contraditório. O que pode haver de bom em um ladrão egoísta e violento que não esta nem ai se precisa matar, ferir ou mutilar para obter o que quer? O meu dilema como escritor.

    Em "O Vento Norte", o livro que venho trabalhando e que ainda esta longe de seu fim, decidi finalmente que iria escrever sobre um tema que a muito me interessa, Piratas. Por conta disso, estudei bastante, li diversos livros e apesar de me sentir inseguro, posso dizer que hoje conheço mais sobre piratas do que quando a idéia se formou na minha mente. Por outro lado essas leituras serviram para eu constatar que o pirata histórico esta entre as piores manifestações de um ser humano. Você acha os traficantes modernos ruins? Perto de alguns piratas eles seriam verdadeiras mocinhas assustadas.

    Agora a minha questão: como escrever um livro onde a protagonista é uma pirata, porém com boas intensões? Como inserir o leitor no cotidiano da vida no mar sem mostrar as crueldades, a violência e o desapego a vida praticado por esses homens? É fato que quero lhes trazer um livro realista e emocionante, mas sem cair no romantismo hollywoodiano do pirata de vida fácil.

    O filme Piratas do Caribe encontrou uma solução criativa para isso. Além de ser baseado no humor e no carisma do inesquecível Jack Sparrow, notem que todos os vilões mortos pelos mocinhos não são...humanos. Ao desvincular a humanidade do inimigo (transformando ele num monstro), você justifica a violência, sem tirar do mocinho sua "aura de bondade".

    Em meu livro eu não tenho essa opção, os inimigos de minha protagonista são humanos, com famílias e objetivos próprios e apesar de conseguir visualizar mortes em meio a uma batalha, conseguirá ela torturar ou matar um de seus pares a sangue frio? A maioria dos piratas históricos não via nenhum problema nisso, mas nenhum deles estava muito preocupado em ser lembrado como alguém bom pela história.

    Cheguei a fazer uma pesquisa no Orkut para medir o que outros colegas escritores gostariam de ver em um romance de piratas e a grande maioria foi categórica: "Queremos um pirata mal". Para dificultar ainda mais minha vida, o maldito antagonista nem sequer é um homem do mar, ou seja, nada de um vilão pirata para saciar a sede de sangue dos leitores.

    Nesse meio tempo continuo escrevendo, tentando transpor para meu livro o que aprendi com a história. Se algum de vocês que acompanha o blog tiver sugestões, ficarei muito grato em ouví-las. Afinal, daqui um ou dois anos quem estará lendo esse livro serão vocês e lhes garanto que não existe melhor chance do que essa para mudar a história.

  por Claudio Villa | 4 comentários



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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

O Naif

    O nome do post dessa semana foi retirado de um texto escrito pelo jornalista e amigo António Luiz M.C Costa publicado essa semana em sua coluna no site da Carta Capital. O termo foi usado por ele para se referir, de forma muito carinhosa, a mim e a minha obra em um belíssimo artigo sobre os autores e a literatura fantástica no Brasil. O texto pode ser visualizado em http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=1825.

    O termo Naif, segundo a santa Wikipédia, se refere a qualquer artista que exerça seu oficio sem possuir um profundo conhecimento técnico ou acadêmico sobre ele, sem que isso, no entanto, prejudique a qualidade final da obra. Traduzindo para um escritor, seria o mesmo que ser comparado aqueles velhos contadores de história que mesmo não tendo muitas noções de estilo, narravam aventuras em volta de uma fogueira, passando e repassando a tradição oral de geração em geração.

    Isso não quer dizer que pretendo me contentar em ser um simples contador de histórias, mas estou ciente de minhas dificuldades em lidar com questões técnicas quanto o assunto é escrever. Venho aos poucos aposentando alguns vícios e aprendendo noções que me serão úteis no futuro.

    A questão é que apesar do comentário elogioso no artigo, meu final de semana como escritor foi sem dúvida um dos piores pelos quais já passei. Não me sentia tão desestimulado e prestes a jogar tudo as favas desde os problemas que tive com a primeira edição do livro. A razão para tanto foi uma resenha publicada no site RedeRPG na Sexta Feira. O texto pode ser lido aqui: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5583

    Ai vocês se perguntam: "Quer dizer que você sempre pede para criticarem seu livro, sempre diz para seguir em frente e quando você sofre a primeira crítica negativa quer desistir?". Não é bem assim.

    Durante todo o processo de escrita do livro, desde que era um simples manuscrito até se aproximar do que era hoje eu sempre quis e pedi que amigos e conhecidos exercessem seu poder de crítica. Acho que o comentário construtivo só tem a colaborar com o trabalho de um autor, ainda mais iniciante, a melhorar e lapidar sua obra. Eu enviei meu original a pelo menos vinte dessas pessoas (muitas que inclusive pediram para lê-lo) e o total de respostas que tive foi zero.

    Eu ainda não tinha os mesmos contatos que tenho hoje com outros escritores e profissionais do mercado e me arrependo disso não ter acontecido. Sei que hoje, caso precise de uma leitura crítica, encontrarei mais pessoas dispostas a fazê-lo.

    Na época do lançamento resolvi arriscar. Na certeza de que tinha algo bom em mãos, vendi meu carro, investi meu dinheiro nesse sonho e publiquei a primeira edição do livro. Todos que aqui acompanham sabem dos inúmeros problemas que tive com a editora e não vou entrar nesse mérito novamente. De lá para cá, mais de um ano se passou e durante todo esse tempo eu trabalhei muito para conseguir conquistar um pequeno espaço no mercado. Não tem sido uma briga fácil, mas aos poucos tenho conseguido conquistar pequenas vitórias.

    Então surge essa resenha que fez críticas realmente muito duras sobre todo o meu trabalho. Entendam que não quero aqui desacreditar o crítico ou choramingar por uma crítica ruim, mas apenas passar-lhes, como sempre foi a proposta desse diário, o que passa na minha cabeça nesses momentos.

    O texto ataca todos os aspectos da obra, sem poupar praticamente nada, criticando e apontando problemas que eu não havia detectado antes. As pessoas tem me aconselhado a aprender com essa crítica, extrair o que há de melhor nela, mas com tantos problemas eu simplesmente não sei sequer por onde começar. Fiquei com minha confiança como escritor totalmente abalada e tive vontade mesmo de jogar o livro novo no lixo e desistir, pois apesar de acreditar que ele esteja melhor do que o primeiro, ainda acho que está muito longe de ser o ideal.

    O que tem me salvo e ajudado a me recompor é sempre incondicional apoio da minha esposa, meu pequeno Pedro e o apoio de alguns amigos escritores que assim como eu entendem a importância das críticas, mas sobretudo entendem que existem formas diferentes de fazê-las.

    A crítica possui sim muitos pontos válidos como quanto trata de alguns excessos no que diz respeito a adjetivações, pleonasmos e descrições e é com esses problemas em especial que tenho tido mais cuidado no novo livro.

    No entanto existem pontos com os quais discordo, especialmente os que tratam de personagens planos, diálogos e motivações pouco convincentes. De todos aqueles que leram meu livro até hoje (de amigos a estranhos) ninguém nunca chamou minha atenção para essas questões. Estariam todos me poupando ou seriam essas opiniões muito pessoais do crítico?

    De qualquer forma, deverei ficar alguns dias sem escrever nada novo até absorver toda essa questão. Pretendo fazer uma nova revisão da primeira parte (já concluída) em busca desses problemas, o que acabara por atrasar um pouco mais meu cronograma. Nesse meio tempo me resta levantar do chão e prosseguir o trabalho no interesse de remediar todos os problemas que essa crítica possa trazer.

  por Claudio Villa | 5 comentários



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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Sobre Etnias e Raças

    Terminada a correria da Bienal do Livro de São Paulo e após uma semana extenuante, volto ao blog para discutir outros assuntos de interesse geral. O conceito que vou lhes expor abaixo me veio a mente exatamente em um dos dias em que estava indo para o trabalho.

    Quando criamos os Mundos de Mirr a pouco mais de dez anos, uma das resoluções do grupo foi a de que dividiríamos as inúmeras raças existentes em diferentes etnias, afim de criar um mundo onde nem todos os membros da mesma espécie fossem iguais.

    Podemos entender etnia como o agrupamento de um grupo biológico (no caso nós humanos) que possuam as mesmas características culturais. São os diferentes hábitos e culturas que tornam os seres humanos uma raça tão diversa.

    Nós adotamos esse mesmo pensamento em Mirr, criando diversas etnias humanas para separar os povos culturalmente. Surgiram assim os Costares e os Amirans (que serão apresentados a vocês no novo livro) além de diversas outras divisões culturais. Em um mundo como a Terra, onde a única raça dita "consciente" é o ser humano, é facil visualizar isso. Mas como ficam as etnias em um mundo onde outras raças inteligentes dividem o mesmo espaço?

    Fomos obrigados por conta disso a criar etnias também para raças como orcs, elfos, halflings, anões, dragões etc... Apesar de diferentes, essas inúmeras etnias possuem uma característica comum, o espelhamento direto em nós.

    Depois dessa salada russa é que entra aquilo que quero lhes expor, a tese de que não importa o quão diferente sejam as raças que você crie, elas invariavelmente terão uma base no comportamento humano.

    Tomemos por exemplo algumas raças comuns em um mundo de fantasia. Os orcs por exemplo, com seu comportamento agressivo e expansionista representariam o pior do ser humano, seu lado guerreiro e selvagem. Os elfos clássicos já seriam o lado utópico da humanidade, seres sábios e integrados a natureza que buscam a evolução. Anões poderiam representar nosso lado ambicioso, sedento pela riqueza e pela constante superação.

    Não consigo imaginar qualquer escritor que seja capaz de criar uma raça "consciente" tão diferente a ponto de que essa não tenha nada do comportamento humano. O motivo disso é que nós simplesmente não conseguimos pensar de outra forma, não conseguimos vislumbrar novos modelos que não se encaixem em nossos padrões de comportamento.

    Da minha parte, não venho tentando reinventar a roda, mas ao menos quebrar alguns clichês. Em meus trabalhos vocês encontrarão, por exemplo, orcs civilizados, mercadores e comerciantes capazes de viver em paz com seres humanos. Quanto os nossos velhos e conhecidos seres humanos, não esperem muitas surpresas, eles continuam gananciosos, prepotentes e falíveis como sempre foram e sempre serão.

  por Claudio Villa | 3 comentários


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