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Segunda-feira, 07 de Abril de 2008

A Página em Branco

    É engraçado como em poucos segundos o assunto dessa semana acabou mudando. Eu pretendia escrever sobre um livro que acabei de ler recentemente e que tem me inspirado para o livro novo, mas por conta de um comentário de minha esposa acabei mudando de idéia.

    Vocês notaram que na semana passada não houve atualização e confesso que não o fiz porque não senti que havia qualquer novidade ou algo relevante a dizer. Cheguei a esboçar um post, mas ao final as idéias estavam tão confusas e desconexas que achei melhor guardá-lo para outra hora. Hoje, já quase 01:00 da manhã sentei diante do computador para atualizar o blog, abri o editor de texto e suspirei para minha esposa:

     - A página em branco, o terror de todo o escritor que não sabe o que escrever.
    E ela me respondeu de imediato:
     - Então escreva sobre a página em branco.

    O assunto não poderia ser mais pertinente, já que nos últimos dois dias tenho tentado timidamente retomar o livro. Já percebi que a menos que eu me discipline com horários como fazia antigamente, não conseguirei terminar de escrever até o fim do ano (que é minha meta).
    Determinei para mim mesmo que todos os dias, as 22:00, irei sentar no computador para escrever algo, nem que seja para ficar encarando a maldita página em branco até ter sono e ir dormir.

    A disciplina tem surtido alguns resultados pois pela primeira vez em meses sai com cenas novas para o livro. Escrevi os primeiros esboços do prólogo e uma cena que irá adicionar ao livro um novo ponto de vista e uma "história dentro da história" semelhante ao que eu fiz com a lenda de Arkânis em "Pelo Sangue e Pela Fé". A diferença é que explorarei esse recurso de forma mais profunda e significativa para a trama do livro como um todo.

    Ainda não consegui dar sequência ao gancho principal da história e apesar de ter uma boa noção das coisas que pretendo que aconteçam, ainda não faço idéia em que ordem e como elas irão influenciar umas as outras.

    Acho que um dos momentos em que a página em branco se torna especialmente aterrorizante é quando ela surge em um livro já começado. A razão disso, ao meu ver, é que quando se esta nesse ponto, o autor já está tão envolvido com a história e seus personagens que fica receoso em escrever algo "errado". Quando encaramos a primeira página de um novo livro, tudo ainda é incerto e experimental e não existe muito como errar.

    Neste novo livro encaro um problema ainda maior já que retomo alguns personagens que apresentei em "Pelo Sangue e Pela Fé". No novo livro assumi o desafio de lhes contar uma história passada vinte anos antes do primeiro livro, sendo que vocês poderão conhecer um pouco do passado de alguns personagens. A peça chave desse imenso quebra cabeças é exatamente contar essa história e manter a coerência com o que ja foi narrado no primeiro livro.

    Como vocês podem ver, a página em branco tem muitas facetas e a maioria delas não é muito fácil de lidar. De qualquer forma esses são os desafios que escolhi quando optei por ser escritor, o de conduzir personagens por inúmeras páginas em branco na tentativa de contar uma história.

  por Claudio Villa | 3 comentários



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Segunda-feira, 07 de Abril de 2008

A Página em Branco

    É engraçado como em poucos segundos o assunto dessa semana acabou mudando. Eu pretendia escrever sobre um livro que acabei de ler recentemente e que tem me inspirado para o livro novo, mas por conta de um comentário de minha esposa acabei mudando de idéia.

    Vocês notaram que na semana passada não houve atualização e confesso que não o fiz porque não senti que havia qualquer novidade ou algo relevante a dizer. Cheguei a esboçar um post, mas ao final as idéias estavam tão confusas e desconexas que achei melhor guardá-lo para outra hora. Hoje, já quase 01:00 da manhã sentei diante do computador para atualizar o blog, abri o editor de texto e suspirei para minha esposa:

     - A página em branco, o terror de todo o escritor que não sabe o que escrever.
    E ela me respondeu de imediato:
     - Então escreva sobre a página em branco.

    O assunto não poderia ser mais pertinente, já que nos últimos dois dias tenho tentado timidamente retomar o livro. Já percebi que a menos que eu me discipline com horários como fazia antigamente, não conseguirei terminar de escrever até o fim do ano (que é minha meta).
    Determinei para mim mesmo que todos os dias, as 22:00, irei sentar no computador para escrever algo, nem que seja para ficar encarando a maldita página em branco até ter sono e ir dormir.

    A disciplina tem surtido alguns resultados pois pela primeira vez em meses sai com cenas novas para o livro. Escrevi os primeiros esboços do prólogo e uma cena que irá adicionar ao livro um novo ponto de vista e uma "história dentro da história" semelhante ao que eu fiz com a lenda de Arkânis em "Pelo Sangue e Pela Fé". A diferença é que explorarei esse recurso de forma mais profunda e significativa para a trama do livro como um todo.

    Ainda não consegui dar sequência ao gancho principal da história e apesar de ter uma boa noção das coisas que pretendo que aconteçam, ainda não faço idéia em que ordem e como elas irão influenciar umas as outras.

    Acho que um dos momentos em que a página em branco se torna especialmente aterrorizante é quando ela surge em um livro já começado. A razão disso, ao meu ver, é que quando se esta nesse ponto, o autor já está tão envolvido com a história e seus personagens que fica receoso em escrever algo "errado". Quando encaramos a primeira página de um novo livro, tudo ainda é incerto e experimental e não existe muito como errar.

    Neste novo livro encaro um problema ainda maior já que retomo alguns personagens que apresentei em "Pelo Sangue e Pela Fé". No novo livro assumi o desafio de lhes contar uma história passada vinte anos antes do primeiro livro, sendo que vocês poderão conhecer um pouco do passado de alguns personagens. A peça chave desse imenso quebra cabeças é exatamente contar essa história e manter a coerência com o que ja foi narrado no primeiro livro.

    Como vocês podem ver, a página em branco tem muitas facetas e a maioria delas não é muito fácil de lidar. De qualquer forma esses são os desafios que escolhi quando optei por ser escritor, o de conduzir personagens por inúmeras páginas em branco na tentativa de contar uma história.

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Mídias Alternativas

    Vocês devem se lembrar quando há algumas semanas eu falei sobre o descaso e a indiferença da imprensa em relação as minhas tentativas de divulgar meu livro. Hoje quero falar um pouco sobre o outro lado da história, mas mídias alternativas que graças a alguns contatos e um pouco de sorte estou lentamente conquistando um espaço.

    Desde o início eu tive em mente que distribuir e divulgar meu livro seria uma tarefa árdua. Com aproximadamente 200 lançamentos de livros ocorrendo a cada dia no Brasil, conseguir ser visto pelo seu público é o equivalente (usando uma analogia que um amigo comentou outro dia) a querer ser notado pelo Papa, em plena praça São Pedro, no dia da missa de Páscoa. Segundo a teoria dele, a única forma de se fazer notar nesse caso seria tentar usar um megafone (que é o que muitas editoras grandes fazem hoje em dia).

    Infelizmente o acesso a megafones para autores de primeira viagem como eu é um pouco restrito, então a solução foi tentar fazer um telefone sem fio, passar a mensagem de boca em boca e quem sabe fazer o Papa ouvir o que tenho a dizer.

    Mas pondo fim às analogias e indo direto aos fatos, a primeira mídia alternativa que conquistei foram os sites de R.P.G, que acredito ser um de meus públicos alvo. A maioria deles publicou uma nota largamente baseada no release que lhes enviei, sem realmente fazer uma crítica ao conteúdo do livro. É dificil mensurar o quanto essa aparição surtiu efeito e se elas reverteram efetivamente em alguma venda, mas eu acredito que toda aparição que faça com que as pessoas lembrem o nome de seu trabalho é totalmente válida e sou grato pelo apoio que recebi de cada um desses webmasters.

    A segunda ferramenta que tenho utilizado é a publicação de opiniões de leitores nos sites onde o livro está a venda e nesse ponto é importante esclarecer algo. Todas as opiniões ali postadas são de pessoas que efetivamente leram o livro e portanto tem algo a dizer sobre ele. Eu pedi sim que cada um postasse em um desses sites sua opinião, mas sempre frizei e deixei bem claro que gostaria que a opinião fosse sincera e que críticas construtivas só servem para enriquecer meus futuros trabalhos.

    Além disso devo confessar que ando animado com alguns contatos que fiz recentemente. Há algumas semanas concedi uma entrevista para a Black Rocket (http://www.black-rocket.blogspot.com, um fanzine especializado em literatura especulativa (fantasia e FC) que é obtido via download de um site. A primeira edição já teve mais de 3000 downloads e estou confiante de que a segunda edição (onde deve sair a entrevista) só tem motivos para deixar essa marca longe.

    Outra razão para celebrar foi o espaço que consegui no canal Play TV (especializado em video games e que portanto possui um público bem eclético) para que divulgassem uma matéria de meu livro. Aconselhado por um amigo, enviei um exemplar do livro e me contataram informando que a matéria irá ao ar amanhã (15/04) no jornal das 22:00.

    Por fim, e talvez a oportunidade que esteja me deixando com mais frio na barriga é a provavel matéria que terei no site Omelete (www.omelete.com.br), um dos mais famosos e conceituados sites de entretenimento da internet. A exemplo da Play TV, enviei um exemplar para um dos colunistas que se comprometeu em ler o livro e escrever uma crítica sobre ele. Acredito que será a primeira crítica aberta ao público leitor que terei o que me deixa com um misto de medo e expectativa.

    Não podia deixar de citar também uma última matéria que me deixou bastante feliz pelo interesse do repórter pelo meu livro e blog, um estudante de jornalismo que optou por fazer de uma entrevista comigo tema de seu trabalho. O resultado dessa experiência pode ser lido em http://virtual.unimonte.br/leitura.asp?id=6721

    O caminho ainda é longo e árduo e um autor iniciante pode tudo, menos desisitir. Ainda continuo brigando por mais e mais espaço para divulgar meu trabalho e quem sabe ao final eu consiga finalmente que o Papa Bento XVI me de um tchauzinho lá de sua janela.

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Direito de Resposta

    Eu não costumo reagir a críticas, ainda mais aquelas que não estão fundamentadas em nada além de uma opinião pessoal. Já recebi alguns comentários do gênero aqui no blog e fiz questão de publicar todos, mas um deixado na semana passada me chamou particularmente a atenção. O comentário em questão foi deixado no artigo de 07/04/2008 intitulado "A Página em Branco". Reproduzo o comentário abaixo para uma melhor visualização.

    James - 16/04/2008 18:48

    Conselho de amigo: vai procurar outra coisa pra fazer vc não serve pra escritor! ainda nao se tocou que escrever nao é a tua praia e que só quem compra teu livro são teus amigos e tua noiva, mesmo assim certamente nem lêem se tu fosse de fato um escritor brilhante, como deixa ímplicito nas postagens, tu já tinha saído do anonimato (porque, apesar de ter o livro publicado, ninguém te conhece, porque o livro quase nao vende) Dica: abre uma pequena empresa, vai fazer uma faculdade, deixa esse sonho pra lá.. é só um sonho... um dia tu acorda


    A primeira coisa que vem a minha mente ao ler algo assim é uma pergunta: o que leva uma pessoa a deixar um comentário desses?. Alguns poderiam utilizar a saída da inveja, mas eu particularmente não gosto dessa afirmação. Alguém que chama um crítico de invejoso está simplesmente tomando a saída mais fácil. Tão pouco conheço essa pessoa a ponto de imaginar que seria por raiva ou qualquer coisa que eu já tenha lhe feito. Fica a opção da crítica pela crítica, a pessoa que quer ser ouvida sem ao menos saber exatamente do que está falando.

    É curioso notar o tom adotado na mensagem, em especial a afirmação que diz que deixo implícito ser um escritor brilhante. Nunca, em nenhum momento me propus a ser algum tipo de gênio literário. Se escrevo é porque gosto de contar história e gosto de fazer com que as pessoas deixem um pouco o mundo real para viajar pelo universo da imaginação. Isso sempre me fez muito bem e não vejo porque não compartilhar com outras pessoas. Acho que se um dia me propuser a ser alguém brilhante, provavelmente tentarei uma carreira acadêmica em alguma área das ciências.

    Outra afirmação curiosa é sobre as vendas dos livros e sobre quem os compraria. É fato que o livro não está entre os dez mais vendidos, mas o que as pessoas esquecem de considerar é que o sucesso comercial de um livro envolve muitas coisas, especialmente de bons contatos e uma excelente mída.

    Editoras grandes podem pagar por espaços privilegiados em livrarias (que podem custar até R$5.000,00) além de terem assessorias de imprensa dedicadas em tempo integral a colocar seu livro em evidência. Um autor independente como eu depende sim de muita perseverança e sobretudo de bons amigos e contatos. Sem nenhuma ajuda especializada consegui colocar o livro nas principais livrarias de São Paulo, em destaque, o que tem ajudado na venda. Tenho conseguido pouco a pouco um espaço na mídia, como algumas reportagens em sites e revistas e até mesmo uma matéria na televisão.

    Não sei que grau de acesso meu caro amigo possui para afirmar tão categoricamente que o livro simplesmente não vende. O que posso dizer dos meus contatos em livraria (sendo que já trabalhei em uma) é que o livro tem sim uma venda modesta, mas seus compradores não se resumem aos meus amigos e minha noiva. Posso não ser o mais novo bestseller, mas de livro em livro tenho conseguido me fazer lido.

    Por fim, eu devo agradecer ao meu colega pelo conselho, mas dizer também que meus verdadeiros amigos não me desencorajam de perseguir meus objetivos. Fico pensando o que seria de nosso mundo hoje se todas as pessoas que ousaram não aceitar ter uma vida igual a milhares de outras, tivessem desistido de seus sonhos através do conselho de algum "amigo". Já tenho a minha faculdade, a minha familia e a minha vocação que é escrever.

    Espero que algum dia meu crítico possa ler o meu trabalho e criticar sim, fundamentando suas idéias. Nesse meio tempo eu pretendo continuar trabalhando (pois nenhum livro é escrito apenas se sonhando, existe sim muito trabalho envolvido).

    Eu poderia optar pelo caminho mais fácil, o de trabalhar em um lugar comum, ganhar meu dinheiro, consumir como um bom capitalista, para um dia, na minha velhice, olhar para trás e perceber que não deixei nenhum legado pelo qual ser lembrado. O futuro a Deus pertence e pode ser que realmente eu nunca venha me tornar um escritor campeão de vendas.

    Independente disso, meu livro está ai e enquanto existir ao menos um exemplar, esquecido em uma prateleira de livraria, em um sebo ou mesmo perdido em um armário qualquer, meu sonho ainda prevalecerá. Desculpe se não aceitei ser apenas mais um na multidão, mas sou assim mesmo: estranho, persistente e sonhador, algo normal quando se é escritor.

  por Claudio Villa | 7 comentários



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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Direito de Leitura

    Eu sempre acreditei que qualquer pessoa tem o direito de conhecer bem algo antes de sair por ai comprando, e com um livro isso não poderia ser diferente. Atendendo a pedidos, resolvi que seria mais do que justo postar um trecho de meu livro no blog para que quem se interessasse por ele tivesse alguma base para decidir pela sua compra ou não.

    A razão de não ter feito isso anteriormente é porque minha intenção com esse diário, nunca foi a de publicar textos literários mas sim de passar a meus leitores as experiências que venho tendo como escritor. Essa idéia ganhou força quando ao ler um blog de um autor americano chamado Tracy Hickman, percebi que muitos do que ele relatava em seu dia a dia como autor se assemelhava às minhas experiências pessoais. Pensei então: "Será que existem mais escritores por ai, que como eu tem essas experiências? e o que minha visão sobre elas pode ajudar outras pessoas a encarar os mesmos problemas de forma diversa?"

    Sei que existem muitos autores que utilizam seus blogs para publicar seus textos, mas esse não é o propósito do Diário de Bordo. Estou no entanto desenvolvendo um novo projeto que vocês deverão conhecer em alguns meses e que permitirá que meus leitores conheçam um pouco mais do Cláudio Villa autor de fantasia.

    Decidi postar aqui o prólogo do livro, por acreditar que ele é o que melhor representa meu estilo e o que traz mais elementos para que o leitor saiba o que o espera nas próximas páginas. O que espero, e sempre peço a todos aqueles que leram o meu livro e que de alguma forma me contatam, é que façam sim suas críticas, que apontem aquilo que os desagradou e que ressaltem aquilo que lhes pareceu coerente. Não existe algo mais broxante para um autor do que ao perguntar para um de seus leitores, o que este achou do livro, ele responder algo como "legal" ou "gostei".

    A crítica quando bem construída se torna a principal ferramenta do escritor que muitas vezes enxerga pontos falhos que era incapaz de ver. O bom autor não é aquele que aceita todas as críticas e muda sua história para agradar seu crítico. Tão pouco é aquele que estufa o peito e brada aos quatro ventos de que o crítico é um ser invejoso, incapaz de compreender sua arte. O verdadeiro autor tem de aceitar o fato que não é uma unanimidade e a humildade de jamais admitir que seu livro é sua "obra definitva", pois se isso ocorrer não podemos esperar mais nada de seus futuros trabalhos. O equilibrio, para variar, está no meio.

    Mas chega de falar e vamos à leitura. Abaixo segue o prólogo de meu primeiro livro "Pelo Sangue e Pela Fé", disponível nas principais livrarias. Peço desculpas pela diagramação ruim, mas as ferramentas que tenho disponível no blog não me dão muitas opções.

    Seguem os relatos que contam parte da história de Mirr, de suas terras e suas lendas, passada geração após geração.
    Essas histórias,mantidas pela tradição oral ou pelos relatos oficiais, podem divergir em alguns pontos, pois as histórias escritas nos livros, diferentes das passadas nas noites frias em volta de uma fogueira, são escritas pelos vencedores e nunca pelos derrotados. Os vencedores insistem em engrandecer seus feitos e esconder suas perdas.
    Lendas sempre serão lendas e nunca se poderá ter certeza de sua veracidade, porém são as lendas que alimentam a cultura de um povo, que muitas vezes lhe dão força para seguir em frente. As lendas são as forças primordiais da civilização.
    Essas lendas nos contam um pouco sobre o nascimento de Aldarian, uma nação cujo povo lutou pela liberdade e que desbravou lugares que nenhum mirran ousou pensar.


    Um último suspiro foi o último som audível antes que as travas fossem removidas. As dobradiças já oxidadas pelo tempo não resistiram ao peso imposto sobre elas, fazendo com que a porta do cadafalso cedesse ante o peso de sua vítima.
    Toda a estrutura rangeu quando a grossa corda de sisal alcançou o máximo de sua tensão, interrompendo a queda do corpo e partindo seu pescoço. A execução fora perfeita e limpa e apesar de muitos concordarem que a morte fora mais um alívio do que uma punição para ele, a justiça finalmente havia sido feita pondo fim a mais uma era de terror e incerteza.

    O reino de Aldarian fora construído ao custo de muito sangue e vidas, alternando períodos de paz e prosperidade com longos períodos de guerra. Fosse lutando contra invasores externos ou contra inimigos em seu próprio seio, este povo nunca se deixou abater pelo medo, pegando
    em armas sempre que sua liberdade era ameaçada.

    O povo de Aldarian, porém, nem sempre foi conhecido por essenome, sendo que suas origens remontam uma antiga e próspera civilização originária do reino de Myrtakos, pátria mãe e vizinha da ilha. Costara era o nome desta cidade e de seu povo e por muitas eras eles buscaram incansavelmente por sabedoria e prosperidade. O povo de Costara era composto totalmente pela raça dos homens e mantinha um estreito relacionamento comercial com os povos anões das montanhas de Teros.

    Costara era uma das mais belas cidades conhecidas do mundo em sua época, suas ruas eram pavimentadas com mármore e adornadas com ouro, seus habitantes gozavam de saúde perfeita e todos, sem exceção, prosperavam com tesouros que pagariam o resgate de um rei centenas de vezes.

    A grande cidade era repleta de bibliotecas, salões e templos dedicados a vários deuses, entre eles Alberon. Seu comércio com os anões e com os outros povos vizinhos enriqueceu Costara, que no auge de sua influência construiu uma formidável fortaleza a alguns quilômetros de sua cidade. Uma gigantesca estrutura destinada a se tornar um bastião de sabedoria e riqueza, um local que serviria para ostentar seu poder por toda a eternidade
    e mostrar que era o centro cultural do mundo. Sem perceber, o povo de Costara começava a sucumbir com a doença dos homens, a doença dada por seu deus criador como uma dádiva que os ajudaria a prosperar. Pouco a pouco Costara era infestada pela ganância e pela cobiça.

    A Fortaleza de Sofia como foi batizada a estrutura, era composta por grossas paredes de pedra e continha uma infinidade de salões, quartos, bibliotecas e câmaras, muitas delas enterradas no subterrâneo. Por anos a fortaleza se tornou um centro de pesquisa em todas as áreas e ofícios conhecidos, da antiga arte da forja ao complicado caminho da magia, uma arte pouco conhecida pelos homens.

    Costara prosperou ainda mais, seu povo criou produtos melhores e mais valiosos e despertou a atenção de todo o reino e logo dos reinos vizinhos. Pessoas viajavam centenas de quilômetros para obter seus finos artigos e aprendizes de todos os lugares eram enviados para saber mais sobre a antes indomável arte da magia. Pouco a pouco, os anões, antigos parceiros de Costara perderam sua importância e logo se tornaram apenas um incômodo
    A ganância logo impregnou Costara e muitos poderosos começaram a formar opiniões divergentes sobre os povos anões. Os senadores de Costara passaram a proclamar que era injusto e absurdo que um povo rude e primitivo como os anões tivessem acesso às montanhas Teros e suas riquezas. A riqueza de Mirr deveria ir para os sábios e iluminados,
    deveria ser usada para erradicar o mal do mundo e não para se empilhar em seus cofres subterrâneos

    Logo se iniciou uma discussão, e desta partiu para um conflito e finalmente para uma guerra. O mal conseguira vencer novamente e logo homens e anões se digladiavam pela posse de Teros. A guerra se estendeu por anos, e no início Costara com suas tropas bem treinadas e motivadas por uma causa maior venciam batalha após batalha. Porém, a qualidade dos povos anões vai além de sua habilidade como artífice e como guerreiro, os anões são um povo tenaz que jamais se renderia, e logo essa coragem mudou o rumo da guerra.

    Dali em diante Costara passou a sofrer seguidas derrotas, os outros povos a quem consideravam aliados comerciais cruzaram os braços frente à sua desgraça, temerosos de serem os próximos alvos na linha dos anões. Hectare por hectare, colina por colina, os anões avançaram em direção à próspera cidade, que com a guerra se tornou um flagelo, comparado
    ao que era em seus tempos de glória.

    Logo os Costarianos não tiveram opção a não ser abandonar sua amada capital e rumar para o único lugar seguro que ainda conheciam, a inexpugnável fortaleza de Sofia, seu maior orgulho e última esperança de sobrevivência. Meses depois da migração, a cidade de Costara era varrida do mapa, pilhada e destruída pelos povos oportunistas que lá estiveram depois dos anões, todos seus anos de sabedoria foram reduzidos a cinzas.

    O próximo alvo era a Fortaleza de Sofia, e foi para lá que os anões rumaram contra o orgulhoso e ambicioso povo de Costara. Sofia resistiu ao cerco dos anões por meses a fio, porém, nenhuma parede de pedra era tão forte quanto a determinação dos anões e pouco a pouco suas elaboradas máquinas de guerra começaram a penetrar a fortaleza. À medida que a esperança se esvaía, junto com cada porta, salão e muralha que os separavam dos anões, os que restaram do povo de Costara só enxergavam uma solução para sobreviver, a de fugir para longe dali, para um lugar que eles jamais os alcançassem, além da Costa de Myrtakos em direção ao mar.

    Os magos de Costara se reuniram em um último esforço para salvar seu povo. Abriram um portal de transporte no grande salão da fortaleza, onde estavam alojados os últimos sobreviventes da guerra, e poucas centenas tiveram a sorte de cruzar o portal antes que os anões irrompessem pela pesada porta e pusessem de uma vez por todas fim a essa sangrenta guerra.

    Os sobreviventes foram transportados através do portal para a costa de Nassir, onde se encontravam seus últimos navios mercantes. O povo de Costara não tinha muitas opções já que as águas sombrias começavam a tomar o grande oceano a oeste.

    A grande viagem dos costarianos iniciou-se no ano de 2760 a.G (antes da guerra) e durou quase vinte gerações. Durante esse tempo, os humanos de Costara deixaram para trás seu passado, multiplicando-se e fundando diversas pequenas colônias por toda Altrarian.
    Finalmente, em 728 a.G os povos nômades chegaram à Ilha de Libérus e deram início à construção de Aldarian. Sofia, por sua vez foi reduzida a ruínas, uma lembrança eterna, não
    de sua prosperidade, como sonharam seus construtores, mas sim do que a ganância dos homens pode fazer.

    A expedição prosperou, os poucos que ali chegaram atraíram outras centenas, que logo se tornaram milhares. As densas matas deram lugar a vilas e depois às cidades e logo o passado trágico de Costara era lentamente deixado para trás. Mais de setecentos anos se passaram e a pequena colônia se tornou um reino, uma potência na arte da exploração e da navegação, um reino muitas vezes temido e respeitado, adorado e odiado, uma terra de liberdade para uns e de martírio para outros.

    Muitas foram as guerras que assolaram o reino ao longo de sua breve história, desde a sangrenta independência de Myrtakos, a repulsa dos Orcs invasores de Galaark, mas nenhuma foi tão traiçoeira como a que condenou o rei Joseph Hattcliff ao exílio.

    Dezesseis anos se passaram desde então. São anos de perdição e violência, de arrogância e ambição, uma época na qual os oportunistas irão buscar a vitória e onde forças superiores se aproveitarão da fraqueza dos homens para impor sua vontade.

  por Claudio Villa | 1 comentário


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