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Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2008

Os Tigres de Mompracem

Mais duas semanas se passaram sem que eu atualizasse o blog. Definitivamente não ando inspirado para escrever, nem o livro e muito menos meu diário de bordo. Finalmente o processo de treinamento e montagem da nova loja da Livraria Cultura (onde estou trabalhando agora) terminou e espero que com a normalização dos meus horários eu volte a conseguir organizar uma rotina.

    Na atualização dessa semana quero falar sobre um livro que venho lendo (e que também anda atrasado) em mais uma tentativa de buscar inspirações para O Vento Norte. Os Tigres de Mompracem, de Emilio Salgari, foi uma indicação de minha querida amiga e também escritora Martha Argel que me apresentou o livro durante a Primavera dos Livros.

    O livro pode ser classificado como a clássica novela rocambolesca de capa e espada. Um herói improvável, uma trama simples e muita ação do começo ao fim.

    O livro conta a história de Sandokan, um pirata malaio destemido e completamente temerário que decide atacar uma pequena ilha dominada por ingleses. Seu plano sai pela culatra e o pirata se ve socorrido por seu pior inimigo que ignora sua identidade. É durante sua recuperação que ele se apaixona por Mariana, a "Pérola de Labuan", uma linda jovem que, por ironia do destino, também se apaixona pelo pirata.

    A partir desse ponto o livro se torna um ode ao adjetivismo e a canastrice. Tudo no livro de Salgari é grandioso, estupendo e ameaçador. As constantes declarações de amor do capitão por sua amada são tão exageradas e açucaradas que são capazes de matar qualquer um mais sensivel de diabetes. O tempo inteiro vemos o personagem se derretendo por sua paixão, questionando seu futuro e sonhando com sua amada.

    Ainda não consegui acabar de lê-lo, mas ao que parece a coisa não deve mudar muito. Apesar de tudo é um livro divertido, uma boa aventura como se propões a ser, sem ter pretensões de marcar ou emocionar seu leitor. Eu que prefere as tramas mais politicas e com reviravoltas aprendi algumas coisas que não devo fazer e como o adjetivismo (um problema que venho gradualmente corrigindo) podem tornar uma história pedante.

    Estou animado com um novo livro que adquiri na Cultura chamado "Empire of Blue Water" que conta a trajetória de Henry Morgan. Espero que ele acrescente mais informações interessantes e quem sabe não se torne assunto de um próximo post.

    Para encerrar, gostaria de lembrar a todos que finalmente o Diário de Bordo possui um sistema de RSS, o que facilita para aqueles que desejam acompanhar os posts.

  por Claudio Villa | 1 comentário



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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Uma Questão de Nome

    Caros leitores,

    Mais uma vez atrasando a atualização do blog. Meu final de ano tem sido uma loucura na Livraria Cultura, sendo que estou fazendo um horário diferente e por conta disso chegando em casa depois das 22:00, mal tendo forças para vir para o computador.

    Outra questão pelo qual gostaria de me desculpar é pelos insistentes spams que vocês devem estar recebendo vindos do endereço informativo@mundosdemirr.com. Mesmo só o utilizando para enviar a atualização, ele foi capturado por um maldito spammer que o tem usado para disparar mensagens. Eu mesmo venho recebendo uma média de 30 mensagens vindas desse endereço diariamente.

    Para evitar maiores problemas, estou retornando o envio das atualizações pelo mundosdemirr@gmail.com. Pode não ser o mais profissional, mas os filtros do Google são melhores e as chances de spam diminuem. Peço que coloquem o e-mail anterior na sua lista de spam. Outra novidade é que agora o blog pode ser acompanhado via RSS, bastando apenas adicionar o feed em seu programa favorito.

    Finalmente, o assunto que quero tratar essa semana remete novamente a velha questão do preconceito com os autores nacionais. A seguinte cena aconteceu na loja da Cultura no Shopping Bourbon (onde estou trabalhando).

    Um casal se aproximou de meu livro que estava exposto em um móvel e eis que a mulher pegou meu livro na mão e perguntou ao marido:

     - Esse aqui você já leu?
     - Não
     - Também, autor brasileiro não dá

    Eu me pergunto porque as pessoas ainda olham com desdém para qualquer livro que tenha sido escrito por um autor nacional. Por que alguns autores argentinos, americanos, ingleses e africanos são tão exaltados enquanto os nacionais são vistos com tanto desprezo.

    Certas coisas são imutáveis. Basta que um livro entre na moda, para vender que nem pão quente. Livros que antes juntavam poeira na estante só precisam de um prêmio ou uma aparição na midia para gerarem um súbito interesse por parte do público leitor. Cada dia mais vejo que a maioria das pessoas não compra os livros por seu interesse pessoal ou por um tema que as agrade, mas sim pelo "que há de novidade" ou pelo "o que esta vendendo mais".

    Nessa época de Natal, essa falta de critério é ainda mais forte. As pessoas avançam sobre os mais vendidos para presentear amigos e parentes somente para esses livros virem ser devolvidos no mês seguinte "pois o presenteado ganhou dois iguais".

    Acho que o trabalho de livreiros como eu é sim de direcionar o leitor a aquilo que melhor atende suas expectativas, seja o autor brasileiro ou não. É praticamente um trabalho de detetive, uma investigação minunciosa em busca de pistas que ajudem a formar o perfil do leitor. No final, o resultado costuma ser gratificante, com leitores satisfeitos retornando em busca da próxima indicação de sua parte.

    Precisamos parar de olhar tanto para os nomes nas capas e buscar ler mais suas orelhas e sinopses. O cinema nacional surpreendeu nos últimos anos, porque a literatura não poderia fazer o mesmo?

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Reflexões do Fim de Ano

    Passado o Natal e com a proximidade do ano novo, chega aquele momento de reflexão. Estou entrando no quinto ano desse diário e sinto que muita coisa mudou desde seu inicio.

    2008 foi sem dúvida uma montanha russa em todos os aspectos da minha vida. Meu primeiro filho nasceu e pela primeira vez tive de me ver responsável por alguém além de mim. Ser pai tem sido uma experiência maravilhosa, com muitas recompensas e desafios, tendo eu que adaptar meu tempo a esposa, o filho, o trabalho, o lazer e a vontade de continuar escrevendo.

    O trabalho foi outro ponto de virada na minha vida esse ano. Em poucos meses me vi desempregado, sem chão e sem saber ao certo para onde rumar. Foram seis meses difíceis onde apesar de ter todo o tempo disponível, minha produção literária só diminuiu. Hoje estou num novo trabalho, satisfeito por fazer algo que gosto novamente e por perceber que a Fnac foi sim uma grande escola e que tudo o que aprendi lá só tem me ajudado nesse novo desafio.

    Dei inicio também a um novo projeto que ainda não consegui fazer vingar (muito por conta de meu bloqueio em escrever e pela incerteza se não dei um passo maior do que a perna) A Mirr Enciclopedia parecia uma excelente idéia no começo e apesar de acreditar que ainda tem muito potencial, já não estou bem certo se estou preparado para mantê-la da forma como gostaria.

    Por fim, esse foi o ano em que meu primeiro livro chegou as livrarias para valer e que finalmente pude obter uma visão imparcial de meu trabalho. As críticas foram muitas, algumas até bastante agressivas, mas os elogios acabaram por compensar. Conquistei um espaço, ainda que pequeno, entre os leitores e autores de literatura fantástica e sei que ainda existe muito a conquistar.

    Com meu livro, pude conhecer pessoalmente pessoas maravilhosas: Horacio, Janaina, Ana Cris, Antonio, Vianco, Clinton, Ivo, Delfin, Tibor, Cris, Saint Clair, Eric, Adriana, Sergio; são tantos que não me recordo o nome e que assim como eu sonham e conquistar seu espaço na mente e coração dos leitores. Alguns mais calejados, outros menos todos compartilharam comigo experiências maravilhosas, me apoiaram e ajudaram como puderam e a todos sou e sempre serei muito grato.

    Hoje penso que meu primeiro livro talvez tenha sido um pouco precipitado, mas penso também que foi um percalço necessário. Hoje me sinto mais seguro em meu oficio e acredito que meu segundo trabalho sairá melhor que o primeiro.

    A venda de Pelo Sangue e Pela Fé prossegue, é um trabalho que não tem fim. As vezes as pessoas me perguntam de forma educada: "e as vendas? estão boas?" eu sempre respondo que "Para um autor que até um ano atrás era um completo desconhecido, estão. e que o importante é continuar sempre vendendo, um livro de cada vez"

  por Claudio Villa | 3 comentários


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