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Segunda-feira, 03 de Setembro de 2007

Cartas do Passado

    Pela terceira vez desde que iniciei esse diário deixei de atualizá-lo na data certa. O problema é que dessas três vezes, duas foram exatamente nesse mês de Agosto o que só expressa uma coisa, não tenho tido muito ânimo ou inspiração para escrever aqui.

    O livro ainda está conosco e a Aninha continua lendo e aprovando a revisão. Não está sendo uma época fácil para ela, pois além de ter de aguentar meus rampantes de mal humor, ainda a estou pressionando diariamente para fechar essa revisão e dar continuidade ao trabalho. Dois meses se passaram desde o lançamento e se passará pelo menos mais um mês até que o livro possa chegar às livrarias.

    Não tenho tido muitas idéias de tópicos para o diário, mesmo porque, com esse lento processo de revisão, não tenho produzido nada de novo. O segundo livro está parado e não consigo pensar em sua história com o primeiro ainda por se resolver.

    Hoje, porém, acabei lendo uma matéria escrita pelo neto de meu autor de cabeçeira (Frank Herbert) e que me despertou para algo que nunca havia parado para pensar friamente, a humanidade do autor.

    O autor da matéria, Byron Merrit, nos narra como durante um passeio casual com seu avô por um bosque se deu conta de que ele era um escritor. O narrador diz que na época, então com nove anos, ainda era muito novo para se dar conta da magnitude do que descobria, mas é visível, pelo carinho com que ele fala de Frank Herbert, a profunda admiração e respeito que ele passou a ter do avô.

    É curioso como os leitores tendem a "endeusar" seus autores favoritos, elevando-os a um status além do humano. Para nós, muitas vezes, esses autores são dotados de super poderes, parecem inatingíveis em muitos aspectos e algumas vezes os julgamos imunes dos problemas mortais.

    Frank Herbert era sobretudo humano. Teve uma infância difícil, um emprego normal (era fotógrafo e cameraman) e não conseguiu sobreviver a um câncer no pâncreas, que o vitimou em 11 de fevereiro de 1986. Apesar disso e de nunca tê-lo conhecido tenho em seus escritos uma fonte de inspiração para meu próprio trabalho e não sei se hoje seria um escritor senão tivesse lido suas obras.

    Mais adiante na matéria, Byron narra com emoção como seu tio Brian (filho de Frank Herbert) encontrou em um cofre de banco algumas anotações perdidas de seu pai. Essas anotações dariam origem no futuro a um livro escrito por Brian que viria a completar (ou ao menos tentar) as obras de FH.

    Fiquei assim pensando no futuro e no meu filho que está por vir. Que tipo de experiências conseguirei passar para ele e como ele me verá quando tiver idade suficiente para entender o que significa ser um escritor para mim? Sei que muitos autores param em seu primeiro livro, desestimulados pelo retorno dos leitores ou pelas dificuldades impostas pelo mercado editorial, mas não é o futuro que vislumbro para mim.

    Será que um dia, quem sabe pelos idos de 2073, alguém ainda se lembrará de meu trabalho? Talvez alguma tecnologia ainda mantenha registrado as palavras escritas nesse blog. A narrativa de um tempo de desafios, medos, frustrações e algumas vitórias. Penso se um dia não serei eu, um velhinho de barba grisalha, a puxar um livro de uma estante e entregá-lo a meu neto para que este compreenda o que é o ofício de escritor.

    Difícil dizer o que o futuro nos reserva, mas o que posso dizer é que enquanto ainda houver idéias de livros a serem escritos, continuarei escrevendo-os, mesmo que seja para serem encontrados um dia, em uma velha caixa de banco, esquecidos pelo tempo.

    Para quem tiver interesse em ler a matéria, ela pode ser lida na integra (porém em inglês) no site: http://www.zone-sf.com/frankherbert.html

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

A Arte da Crítica

    Essa semana fui surpreendido com um post na RPG Brasil (uma das comunidades que modero no Orkut). Nesse post havia o link para um blog de um certo José Roberto Pereira que se declara em sua página como um editor, jornalista e escritor. No post em questão, José fazia uma crítica ao escritor Marcelo Cassaro, mais conhecido por escrever livros como Tormenta e Espada da Galáxia.

    Até ai não haveria nenhuma novidade, pois uma vez que alguém se propõe a ser escritor, deve estar preparado para agradar alguns e desagradar tantos outros. Meu assombro foi constatar que a crítica dirigida ao Cassaro possuia uma quantidade absurda de ofensas, sarcasmos e argumentos que em nada respeitavam o mínimo da ética jornalistica.

    É preciso esclarecer que não conheço Marcelo Cassaro e tão pouco esse José Roberto e admito também que não possuo uma formação em jornalismo para conhecer as nuances do ofício. Independente disso fica claro para qualquer pessoa com um mínimo de instrução que a crítica ali deixou de ser sobre a obra e se tornou sobre o autor. Observando esse artigo passei a me perguntar: até que ponto podemos fazer uso da "liberdade de expressão" para justificar ataques a um autor ou suas obras?

    É fato que críticas nunca são fáceis e o autor, como um pai zeloso de sua obra, muitas vezes tem dificuldade em enxergar problemas em seu trabalho. Apesar de ainda não ter tido nenhuma crítica ostensiva sobre meu trabalho (por conta de tudo o que aconteceu) já tive a oportunidade de experimentar o sabor agridoce de ser criticado.

    Meu principal crítico até o momento foi o Antonio (moderador da Escritores de Fantasia) e lhe sou muito grato por seu tempo e seu interesse em apontar suas opiniões em minha obra. Como já disse antes, muitas das críticas que recebi dele foram válidas, mas tantas outras eu discordei, o que é natural em qualquer relação autor X crítico. Ainda sim, a forma como ele criticou determinados pontos foi fundamental para perceber que esses pontos tinham sim sua carga de problemas uma vez que a todo instante ele foi bastante pontual em suas opiniões.

    Por outro lado, analisando o texto do sr José Roberto, fica claro que a intenção dele nunca foi a de apontar erros e problemas nas obras do Cassaro com a intenção de que este pudesse repensar seu trabalho e melhorá-lo, mas única e exclusivamente de destruir sua obra, acusá-lo e supostamente erguer a bandeira de defensor da boa literatura.

    Acho que cabe a cada um de nós escritores, em especial aqueles que como eu estão dando os primeiros passos nessa estrada pedregosa, o de medir e pensar tudo aquilo que pretendemos falar uns dos outros. Soube de um caso recente de dois desafetos de longa data que até mesmo agressões físicas acabaram por trocar.

    Qualquer um que deseje praticar a fina arte de criticar deve sobretudo usar seu conhecimento para o bem do autor e de seus leitores e não para impor seu ponto ou seus gostos pessoais. A velha frase que diz "Se não pode fazer melhor, não critique" não pode ser usada por nenhum autor que se sinta diminuido por um crítico, assim como nenhum crítico pode ofender uma obra na base do "não gostei, não aprovo".

    Acredito que se houvesse mais pessoas capacitadas a criticar e ajudar ao invés de atacar e destruir, nossa literatura fantástica teria hoje autores mais experientes e quem sabe mais próximos do público tão avesso à produção nacional.

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Maldita Padronização

    Tenho boas notícias para os leitores desse relato. Após mais de três meses de trabalho, stresse e pressão, minha doce Aninha acabou a leitura e aprovação das revisões, sendo que o livro deve voltar para a editora nos próximos dias para as emendas.

    É fato que serão muitas emendas e que a editora terá um trabalho absurdo para fazê-las (já que por orientação deles, essa correção foi feita a mão), mas por outro lado acredito que o texto sairá bem melhor do que em relação à primeira edição. Falhas e erros ainda passarão, mas estou certo de que muito menos do que originalmente.

    Finda a correção, faltava apenas um pequeno detalhe para concluir a revisão, a padronização dos nomes. Uma vez que o livro foi escrito ao longo de quatro anos, com longas pausas e sofrendo inúmeras revisões e alterações, era de se esperar que alguns nomes saissem com grafias diversas já que eu não me lembrava exatamente como ele fora grafado no começo. Achei que essa padronização só seria necessária nos nomes dos principais personagens, mas imaginei que já que teria de me dar ao trabalho, que poderia buscar algumas palavras chaves também.

    A primeira surpresa, senão a mais surpreendente, foi em relação a palavra "Cataclisma" que para meu espanto não consta de nenhum dicionário. O correto é na verdade "Cataclismo", com a letra O no final, no lugar do A. Dali em diante a padronização me traria mais trabalho e dor de cabeça do que poderia imaginar.

    Um trabalho que estava pronto, me custou mais dois dias de revisões, buscas e correções. Comecei pelos títulos de nobreza. Em seguida foi a vez das divisões políticas (reino, baronato, ducado) que deveria sair em mínusculo. Diversas outras palavras se seguiram a essas e a cada correção surgia uma nova dúvida e uma nova palavra para conferir. A partir dai surgiram dúvidas com hífens, hiatos e outras complicações gramaticais que não vale a pena serem mencionadas.

    Concordo que essas padronizações podem parecer preciosismo da minha parte, mas depois de todo o ocorrido meu maior desejo é que a nova edição do livro saia com o melhor trabalho que puder realizar. Começarei desde já a padronizar os nomes no novo livro, para que no futuro não passe horas importantes caçando agulhas em um palheiro realmente extenso.

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

A História por Trás da História

    Hoje eu quero lhes falar um pouco sobre o que eu chamo de "a história por trás da história". Eu estava indo para o trabalho de carro e propositalmente deixei o rádio desligado com o objetivo de aos poucos retomar a história do novo livro que estou escrevendo. Aproveito para lhes contar que a revisão finalmente terminou e que o primeiro livro já está de volta na editora para fazer as emendas e lançá-lo em breve.

    Mas voltemos ao assunto da semana. Enquanto estava no trânsito pensando na história, lentamente fui raciocinando quais são as motivações de cada personagem para tomar as ações que pretendem tomar. Eu sempre me preocupei muito com isso pois não consigo aceitar que algum personagem tenha feito algo apenas para "satisfazer as necessidades da história" ou "apenas por fazer".

    Eu acredito que toda a história deva ter por trás de si um questionamento interno, algo que mova a história ou o personagem (mesmo que muitas vezes contra sua vontade) para o que o destino lhe reserva. Vejam que isso é bem diferente do personagem predestinado ou messiânico cujo futuro já está traçado e sobre o qual ele não possui controle.

    Em meu primeiro livro, Pelo Sangue e Pela Fé, eu busquei trazer para o papel o questionamento sobre o livre arbitrio de cada um de nós e como certas pessoas e situações podem transformar nossas atitudes e nosso futuro. Existe um ditado que diz que: "a beleza está nos olhos de quem vê", mas é valido lembrar que o mal também desfruta da mesma condição.

    O mal pode ser uma questão de ponto de vista e se ele não é algo inerente da alma humana, então ele pode ser desfeito, remediado ou amargado por todo o sempre. É possível se alcançar o verdadeiro perdão após se realizar um grande mal? O perdão não é algo que deve ser concedido por uma entidade superior mas sim conquistado em sua própria mente.

    Sei que esses questionamentos pseudofilosóficos podem ter soado como um daqueles textos de auto-ajuda, mas o que quis demonstrar aqui foi a mensagem, mesmo que inconsciente, que busquei passar no livro. Não sou afeito do estilo das fábulas de La Fontaine que ao final de cada história nos deixam uma lição de moral, sendo que prefiro contar uma história, expor as decisões tomadas pelos personagens e deixar que os leitores julguem se essas foram as melhores escolhas.

    Em meu segundo livro, que venho trabalhando atualmente, buscarei questionar o verdadeiro sentido de familia e liberdade. Ser livre é simplesmente poder se fazer tudo o que quiser ou será que a liberdade é algo mais relativo? Além disso, quero mostrar que o amadurecimento pode não ser um caminho suave, mas necessário para nos tornar-mos quem somos.

    Se minhas histórias conseguirão passar essa mensagem a meus leitores é um mistério que talvez eu nunca saiba a resposta. No entanto, se ao final do livro, cada um deles levar consigo parte de minha história poderei com certeza ter alcançado uma vitória.

  por Claudio Villa | 1 comentário


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