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Segunda-feira, 01 de Outubro de 2007

A "Solução Final"

    Esta semana surgiu uma discussão na comunidade "Escritores de Fantasias" que acabou por incomodar a maioria de nós pela forma como ela transcorreu.

    Tudo começou com mais um anúncio de um novo livro de fantasia que foi publicado pela conceituada editora Planeta. Como escritor, sei o quanto é difícil emplacar um livro com essa temática em uma editora desse porte, sendo que eu mesmo tentei enviar meu original e o tive recusado.

    O problema surgiu quando um novo membro de nick Celo apareceu na comunidade despejando elogios para o novo livro que segundo ele "havia encontrado na Bienal" e que estava adorando. Até não haveria nada demais se não fosse pelo fato desse tal Celo ser amigo do autor e estar se fazendo de "desconhecido" com o intuito de divulgar o livro. Não vejo nada de errado em você recomendar o livro de um amigo, mas se passar por leitor desconhecido para fazer propaganda como ele fez é para mim, no mínimo, anti-ético.

    A coisa só piorou quando alguns membros criticaram o layout do site do autor, o que provocou a fúria do tal Celo que imediatamente passou a disparar acusações e ofensas a todos ali presentes. A grande questão foi que o tal membro passou a acusar a todos de "invejosos" e "autores de xerox" pois, diferente de seu amigo, não estavam tendo um livro publicado por uma grande editora. Era até curioso ver alguém se vangloriar por algo que não havia feito, tentando de sua forma humilhar e reduzir a todos ali presentes.

    Quero deixar bem claro que não estou acusando o autor de fazer parte desse esquema e tão pouco julgando a qualidade de sua obra, mas a razão desse post é exatamente examinar até que ponto uma grande editora pode ser a "Solução Final" para transformar chumbo em ouro. É fato que uma editora grande lhe garante uma boa distribuição e uma grande quantidade de cópias em diversas lojas, mas será que o autor pode relaxar e se recostar esperando que a fama e o sucesso o alcance?

    Eu discordo e digo que mesmo as grandes editoras nem sempre acertam no alvo. Na Fnac foram inúmeras as vezes em que recebemos grande quantidade de um título (inclusive da Planeta), o expusemos de forma agressiva para algumas semanas depois devolvermos quase todos os exemplares por terem uma venda inexpressiva.

    Pode parecer conveniente ter uma grande editora para ampará-lo, mas se o autor não conquistar seu público, não há propaganda que resolva. A atitude do tal Celo (aparentemente aquém do conhecimento do autor) quase coloca em risco toda uma obra uma vez que sua arrogância e prepotência trouxeram uma grande antipatia pela obra sem que ao menos tivessemos a chance de avaliá-la. A intervenção do autor foi decisiva para reduzir um pouco essa animosidade, mas ainda sim ficou aquele sentimento de discórdia no ar.

    Posso dizer que da minha parte, assim que ela estiver disponível na Fnac, farei o possível para lhe garantir uma boa exposição junto aos livros, pois sempre preferi divulgar a fantasia nacional em detrimento da estrangeira.

    Quanto ao meu livro, apesar de sua pequena tiragem, seguirei fazendo aquele trabalho de formiguinha, tentando conquistar leitores e interessados, um de cada vez.

  por Claudio Villa | 2 comentários



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Segunda-feira, 08 de Outubro de 2007

Salitre, Carvão e Enxofre

    Outro dia estava assistindo ao filme "O Último Samurai" (2003) na televisão e no decorrer da história acabei me dando conta de vários detalhes muito interessantes que nunca havia parado para pensar.

    A primeira questão, e a que mais me chamou a atenção, foi a grande quantidade de semelhanças que a história do filme possui com o meu livro. (o guerreiro tomado pela culpa, o desejo da morte, o aprendizado com os "selvagens" etc...).

    É fato que eu assisti a esse filme no cinema, mas é curioso observar tantas semelhanças em ambas as histórias uma vez que a trama central do meu livro já estava definida muito antes de assisti-lo.

    Porém, um outro detalhe que me chamou bastante atenção é o que eu batizei de "ponto de convergência", e que pelo bem ou pelo mal pode ter alterado em muito a forma como o nosso mundo é hoje. Muitas invenções transformaram drasticamente a humanidade ao longo do tempo, mas talvez nenhuma tenha alterado tanto a sociedade como o descobrimento da pólvora (dai o título do post).

    A pólvora (que começou com os fogos de artíficio entre os chineses) deixou rapidamente de ser um objeto de entretenimento para se tornar uma arma letal. Com o desenvolvimento gradativo das armas de fogo, as armaduras e espadas (e por consequência seus construtores) foram desaparecendo e se tornando obsoletos. Sobre o trovejar dos canhões, as grandes muralhas dos castelos e cidades foram gradativamente virando pó e a guerra mudou para sempre.

    A arma de fogo, objeto de uso relativamente simples, permitiu a ascensão do "covarde" frente ao herói uma vez que o inimigo não precisava mais ser encarado olho no olho (não que os arcos não permitissem esse tipo de combate a distância, mas mesmo eles requeriam uma grande técnica para serem efetivos). Com as armas de fogo, a cultura do guerreiro que lutava e morria pela espada foi substituida pelo soldado treinado, usado como bucha nos campos de batalha o que permitiu que algumas culturas (que antes possuíam uma certa igualdade bélica) se desequilibrassem fazendo com que umas sobrepujassem as outras.

    É desnecessário citar exemplos desse tipo de dispare, desde os massacres das civilizações indígenas das américas até mesmo os povos guerreiros do oriente.

    Mas porque diabos, vocês devem estar se perguntando, o Cláudio resolveu abandonar os artigos literários e resolveu dar aula de história? Na verdade, como em qualquer literatura de aventura (como as que pretendo escrever) certas decisões de cenário alteram em muito o desenrolar de uma trama, e esse é o caso da pólvora. Desde o ínicio da criação do mundo de Mirr, eu juntamente com meus amigos decidimos que jamais evoluiriamos nossa história a ponto de a pólvora passar a fazer parte do cotidiano. O que na época se tornou uma decisão para manter o clima de um universo de jogo acabou por se refletir nos dias de hoje em uma decisão literária que irá acompanhar meus livros sempre.

    Essa decisão se torna ainda mais relevante quando considero que no momento estou trabalhando em um romance inspirado na era de ouro da pirataria (séc XVII), e onde a pólvora e os canhões eram quase que uma marca registrada desse povo. Não que os piratas sejam algo recente, pois poderia se dizer que essa profissão existe desde que o primeiro homem conseguiu flutuar na água com algo mais do que um punhado de troncos. O termo pirata vem inclusive do grego antigo e significa simplesmente ladrão.

    Meu grande desafio no momento tem sido retratar e adaptar as relações econômias e políticas da época em um mundo onde a pistola e o canhão tiveram de ser substituidos pela besta e a catapulta. Uma realidade onde navios não explodem pelos ares, armaduras e espadas fazem toda a diferença e onde a magia pode desequilibrar todo um combate naval. Podem os piratas da fantasia manterem o mesmo charme e ousadia dos piratas da literatura clássica?

    Eu acredito que a resposta é sem dúvida sim e apesar da ausência de pólvora trazer problemas de enredo, ela pode levantar também questões interessantes a serem discutidas. Deixarei para vocês leitores, que no futuro ainda tiverem interesse em meus escritos, julgarem por si só se fui bem sucedido nessa tarefa ou não.

    O que posso lhes adiantar de antemão é que, como já mencionei, tenho projetos de escrever histórias que mesclem a fantasia com um pouco da ficção científica. Mesmo essas histórias passadas em uma realidade futura de Mirr terão de lidar com a ausência de pólvora o que tornará o desafio em escrevê-las ainda mais instigante.

  por Claudio Villa | 3 comentários



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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

A Exaltação das Orelhas

    Apesar do título estranho, o post dessa semana se refere a algo muito simples e porque não dizer curioso: os textos encontrados nas orelhas de alguns livros.

    Como consultor de vendas da área de livros é minha obrigação conhecer os principais títulos existentes na loja para que possa indicá-los para os clientes indecisos entre um título e outro. É claro que com a correria da semana (tanto no trabalho quanto em casa) fica impossível ler todos os livros que chegam na loja. Por conta disso, eu acredito que cada parte do livro possui uma função sendo que estas deveriam, em geral, serem seguidas.

    Sei que posso soar bastante conservador no que diz respeito a essa "estrutura", mas acho que se ela existe dessa forma é porque possui uma razão bastante objetiva, a de facilitar ao leitor a escolha de sua próxima leitura.

    A capa, como a embalagem de qualquer produto, deve chamar a atenção por entre tantas outras ali existentes. A menos que você seja um autor consagrado com uma legião de fãs, a capa fará toda a diferença entre a escolha de seu livro e o do vizinho de prateleira.

    Se sua apresentação chamou a atenção de um leitor e ele se dispor a pegar seu livro em mãos, sua tendência natural será virá-lo e ler sua contra capa, buscando maiores informações sobre o que aquela bela capa guarda em seu interior. O texto da contra capa é em geral rápido, uma breve pincelada na história que se propõe, uma pergunta ou desafio que atiça a curiosidade do leitor sobre a história ali contada. Se o trabalho for bem feito, você fará o leitor abrir seu livro (um passo realmente importante) e buscar nas orelhas as dúvidas que você criou na contra capa. É ai que mora o perigo.

    Se você seguir o modelo tradicional, sua orelha terá um resumo mais completo da história em sua frente e uma brevíssima ficha do autor que a escreveu. Essa ficha geralmente contém pouco mais do que o nome do autor, sua nacionalidade e talvez um pouquinho de sua obra pregressa ou gostos pessoais, mas é nesse detalhe que o autor (ou editora) pecam na minha opinião.

    Ao invés de algo simples e didático, cada dia mais eu vejo orelhas que exaltam de forma exagerada as inúmeras qualidades do autor. O texto escrito por um terceiro, em geral não identificado, ressalta as inovações estilísticas criadas pelo autor; a incapacidade do leitor de largar aquele livro que possui uma história demasiadamente envolvente, a quantidade espantosa de livros vendidos em determinado país (não importa qual) e é claro os inúmeros prêmios internacionais dos quais aquele romance foi "um dos finalistas" ou "a escolha dos jurados".

    Se não bastasse isso, muitas orelhas gostam de ressaltar outros sucessos do autor em áreas distintas da literatura como se isso o capacitasse a ser um bom escritor. Não faltam também os relatos de caráter pessoal que falam sobre como o autor possuia uma vida comum e plana e como, por uma inspiração divina, largou tudo para se dedicar à literatura e que com isso obteve o sucesso tão sonhado.

    Isso tudo me fez refletir: será que o leitor médio conhece ou se importa se determinado romance foi finalista desse ou daquele prêmio literário? Será que o consumidor de romances realmente se sensibiliza com algum autor que sacrificou a vida em nome da arte?

    Lembro-me de quando estava fazendo campanha para arrecadar fundos para meu livro e de ter adotado um discurso que apelava para o emocional das pessoas. A melhor resposta que tive para esse apelo (e que me fez rever certos conceitos) foi: "Você quer que comprem seu livro porque ele é bom ou porque estão com pena de você?"

    Como sempre sou favorável ao equilibrio e assim como detesto autores arrogantes que acham terem escrito o próximo best seller da revista Veja, não concordo com aqueles que buscam sensibilizar os outros com sua história de vida. Digo porque ja cometi esse erro e espero não repeti-lo no futuro.

    Talvez seja hora de algumas editoras reconsiderarem suas estratégias de marketing e vendas e voltem a utilizar as orelhas dos livros para informar e cativar e não para exaltar.

  por Claudio Villa | 1 comentário



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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

A Missão do Escritor

    Acho que todo mundo um dia já se pegou pensando o porquê de sermos quem somos e qual nossa missão aqui nesse mundo. Seja você uma pessoa religiosa ou não, é dificil acreditar que nossa existência se resuma a uma feliz coincidência genética ou a um acaso da natureza.

    Hoje eu estava realmente sem idéias para atualizar o blog até ler um post na comunidade Escritores de Fantasia (no Orkut) sobre um rapaz que contestava até que ponto o trabalho de escritor não é na verdade uma grande hipocrisia. Estará certo passarmos infindáveis horas sozinhos, de frente para nossos computadores ou pedaços de papel, criando e teorizando mundos fantásticos quando temos um imenso mundo aqui fora pedindo socorro?

    Não que eu queira transformar esse artigo em um manifesto a favor do ativismo social, mas temos de admitir que enquanto alguns possuem comida na mesa e um teto sobre suas cabeças, muitas pessoas por ai morrem de fome, doenças ou vitimas de guerras que muitas vezes não entendem. Qual seria a atitude mais correta? Deixar a pena de lado e iniciar algum trabalho missionário ou voluntário em prol do bem da humanidade? Gastar nosso tempo e esforço em modificar nosso mundo para melhor?

    Acho que uma atividade não exclui a outra e que mesmo como escritores podemos fazer algo, mesmo que pequeno, para melhorar o ambiente a nossa volta. Existe um ditado que diz que se você quer melhorar o mundo, comece varrendo sua própria sala.

    O escritor Andrè Vianco deu um depoimento que exemplifica bem essa situação. Já sendo um autor consagrado e com muitos fãs, é normal que algumas pessoas o procurem em busca de algum tipo de aconselhamento ou idéia. No mesmo post, onde me inspirei para escrever esse artigo, ele relatou uma história sobre como um garoto lhe escreveu um e-mail perguntando-lhe se ele era um vampiro e o que ele deveria fazer para se transformar em um.

    É normal que algumas pessoas, especialmente as mais jovens, fantasiem com uma situação diferente e vejam nos livros uma forma de escape de nossa realidade. O autor explicou ao garoto que ele não era um vampiro e que não sabia como uma pessoa poderia se tornar um. O garoto insistiu até que Vianco descobrisse o que existia por trás dos pedidos, aparentemente sem sentidos, do garoto. Ele relatou ao autor que apanhava de seus pais toda semana e que muitas vezes pensara em fugir de casa para escapar das surras. A única coisa que o impedia era o medo de morrer de fome nas ruas e que, sendo um vampiro, ele seria imortal.

    O autor então o aconselhou a buscar ajuda no Conselho Tutelar para que assim esse tipo de abuso cessasse. Acho que foi com certeza uma benção que esse garoto tenha buscado ajuda em alguém como o André que com sobriedade e humildade soube como aconselhá-lo a fazer a coisa certa.

    Acho que a partir do momento que nos propomos a criar mundos e histórias, assumimos também a responsabilidade pelas mensagens que passamos através delas. Para os leitores, os autores muitas vezes parecem ter sobre si uma aura sobrehumana, algo que os separa das pessoas comuns. Não posso negar a profunda admiração que sinto por meu autor favorito, Frank Herbert, sendo que é fácil esquecer que assim como eu ou você, ele foi uma pessoa normal com sua própria carga de problemas e frustrações.

    Não quero no futuro ser o tipo de autor que escreve apenas para satisfazer seu ego. Tão pouco quero ser o autor que só sabe escrever críticas sociais, marginalizando a literatura e a aproximando da realidade de forma a nos obrigar a enxergar sua crueza.

    Acho que minha missão como escritor é de criar um mundo de fantasia que possua sobretudo reflexos em nossa realidade. Contar histórias que possam não só entreter as pessoas, mas também fazê-las questionar as coisas a sua volta. Eu já disse aqui antes que uma das razões que me fez seguir a vocação de escritor foi a possibilidade e a excitação de poder mexer com a imaginação das pessoas; a chance de fazer as pessoas, mesmo que por algumas horas, viajarem a mundos que nós jamais poderemos viver na realidade.

    Não sei o que o futuro me reserva e nem sei se meus livros (seja lá quantos deles chegarem a ser publicados) irão sobreviver ao tempo. Só sei que se algum deles, algum dia, estimular um leitor a fazer algo diferente, seguir um sonho mesmo que seja o de se tornar também um escritor, minha missão estará cumprida.

  por Claudio Villa | 1 comentário



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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Assim na Terra como no Céu

    É curioso, mas um assunto que anda muito em voga nos últimos meses é o ateísmo como forma de mudar o mundo, uma vez que, segundo esses autores, a religião tem sido por séculos o grande mal da humanidade. Diversos são os livros que vêm ganhando destaque na mídia por tratarem desse assunto. Do já polêmico Richard Dawkins e seu "Deus, Um Delírio" até títulos que entram na onda literária como o "Tratado de Ateologia" e o mais recente "Deus Não É Grande".

    Acredito que a religião é um fator importante na composição de qualquer universo de fantasia, caso deseje que seus personagens possuam alguma verossimilhança com o mundo real. Mesmo um personagem que se declare ateu estará indo contra alguma corrente uma vez que é quase impossível imaginar qualquer sociedade organizada que não possua algum tipo de culto a uma divindade superior.

    Um erro muito comum entre escritores que buscam introduzir a religião em suas histórias é acreditar que para que um deus fictício seja verossímil, basta lhe conferir um nome e um mote (ex: Arkânis, a Deusa da Sabedoria). O nome pode soar bem e a idéia geral ser interessante, mas o que faz de nosso recém criado deus alguém que faça a diferença em nosso mundo?

    Já critiquei em artigos anteriores o quanto um clichê em especial me incomoda. Não sei se motivados pela onda de animês e outros desenhos mais recentes, muitos escritores criam histórias baseadas em guerras ferozes entre deuses poderosos. Esses seres fantásticos com poderes fabulosos se digladiam pelo céu e pelo inferno em uma busca constante pela supremacia do universo, sem se importar muito com o que acontece a sua volta. Um fator importante que muitos negligenciam é que nenhuma religião (real ou imaginária) pode se sustentar sem suas características, seus cultos e um grupo de fiéis seguidores.

    Em meu primeiro livro,“Pelo Sangue e Pela Fé”, busquei explorar quais elementos compõem uma religião; quais são as crenças, os rituais e os dogmas pregados por aquela entidade. Tentei criar uma lenda que buscasse explicar seu surgimento sempre com a mentalidade de que uma lenda é tão somente a forma como um povo ou sociedade conta uma história e que lendas podem variar infinitamente de um lugar para o outro. Ao criar a religião de Arkânis eu ainda busquei dar um passo além, uma característica mais semelhante a uma filosofia do que uma religião.

    Toda religião possui seus dogmas, leis imutáveis que não devem nunca ser desobedecidas. Os dogmas em geral servem para que os seguidores de uma determinada religião adotem uma postura, conduta que condiza com os ensinamentos pregados por aquela divindade. Enquanto escrevia o livro imaginei como seria se o principal dogma de uma igreja fosse exatamente o de questionar todas as verdades aceitas. Poderia uma religião baseada em uma entidade invisível sobreviver com fiéis que poderiam a qualquer momento questionar sua própria existência? Deixo isso para que os leitores julguem por si sós.

    Enfim, independente da onda recorrente de ateísmos, acredito que a religião sempre terá espaço na literatura de fantasia. É fato que minha visão de religião no primeiro livro foi muito pura e utópica, mas saibam que pretendo explorar em um texto futuro o lado negro da religião de Arkânis e esse lado poderá ser tudo, menos agradável.

  por Claudio Villa | 3 comentários



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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Assim na Terra como no Céu

    É curioso, mas um assunto que anda muito em voga nos últimos meses é o ateísmo como forma de mudar o mundo, uma vez que, segundo esses autores, a religião tem sido por séculos o grande mal da humanidade. Diversos são os livros que vêm ganhando destaque na mídia por tratarem desse assunto. Do já polêmico Richard Dawkins e seu "Deus, Um Delírio" até títulos que entram na onda literária como o "Tratado de Ateologia" e o mais recente "Deus Não É Grande".

    Acredito que a religião é um fator importante na composição de qualquer universo de fantasia, caso deseje que seus personagens possuam alguma verossimilhança com o mundo real. Mesmo um personagem que se declare ateu estará indo contra alguma corrente uma vez que é quase impossível imaginar qualquer sociedade organizada que não possua algum tipo de culto a uma divindade superior.

    Um erro muito comum entre escritores que buscam introduzir a religião em suas histórias é acreditar que para que um deus fictício seja verossímil, basta lhe conferir um nome e um mote (ex: Arkânis, a Deusa da Sabedoria). O nome pode soar bem e a idéia geral ser interessante, mas o que faz de nosso recém criado deus alguém que faça a diferença em nosso mundo?

    Já critiquei em artigos anteriores o quanto um clichê em especial me incomoda. Não sei se motivados pela onda de animês e outros desenhos mais recentes, muitos escritores criam histórias baseadas em guerras ferozes entre deuses poderosos. Esses seres fantásticos com poderes fabulosos se digladiam pelo céu e pelo inferno em uma busca constante pela supremacia do universo, sem se importar muito com o que acontece a sua volta. Um fator importante que muitos negligenciam é que nenhuma religião (real ou imaginária) pode se sustentar sem suas características, seus cultos e um grupo de fiéis seguidores.

    Em meu primeiro livro,“Pelo Sangue e Pela Fé”, busquei explorar quais elementos compõem uma religião; quais são as crenças, os rituais e os dogmas pregados por aquela entidade. Tentei criar uma lenda que buscasse explicar seu surgimento sempre com a mentalidade de que uma lenda é tão somente a forma como um povo ou sociedade conta uma história e que lendas podem variar infinitamente de um lugar para o outro. Ao criar a religião de Arkânis eu ainda busquei dar um passo além, uma característica mais semelhante a uma filosofia do que uma religião.

    Toda religião possui seus dogmas, leis imutáveis que não devem nunca ser desobedecidas. Os dogmas em geral servem para que os seguidores de uma determinada religião adotem uma postura, conduta que condiza com os ensinamentos pregados por aquela divindade. Enquanto escrevia o livro imaginei como seria se o principal dogma de uma igreja fosse exatamente o de questionar todas as verdades aceitas. Poderia uma religião baseada em uma entidade invisível sobreviver com fiéis que poderiam a qualquer momento questionar sua própria existência? Deixo isso para que os leitores julguem por si sós.

    Enfim, independente da onda recorrente de ateísmos, acredito que a religião sempre terá espaço na literatura de fantasia. É fato que minha visão de religião no primeiro livro foi muito pura e utópica, mas saibam que pretendo explorar em um texto futuro o lado negro da religião de Arkânis e esse lado poderá ser tudo, menos agradável.

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