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Segunda-feira, 03 de Julho de 2006

Inspirações Históricas

    Aproveitando o post sobre as inspirações arquitetônicas, lembrei me de algo que muitas vezes me deu excelentes idéias para escrever. A história humana em si

    Sempre fui um apaixonado por história e para mim poder estar em lugares que foram palcos de grandes eventos é muito emocionante.

    Lembro-me de uma viagem que fiz a Portugal e da ansiedade em conhecer a famosa Escola de Sagres. É verdade que fiquei um pouco desapontado quando ao chegar lá descobri que não havia nenhum prédio, museu ou algo semelhante; apenas um grande muro cercando uma área vazia.
    Ainda sim essa área fica no topo de um grande penhasco, sendo que é possivel observar-se o mar lá embaixo. Me debrucei sobre uma mureta de pedra e fiquei olhando para o horizonte, imaginando aqueles grandes navios a vela indo e vindo no curso da história.

    Isso sem dúvida me inspirou muito e ajudou a compor, no futuro, o que seria o mundo onde se passam as minhas histórias. Porém, mesmo a história vista pelos livros ou em programas de televisão pode ser excelente fonte de inspiração.

    Apenas para dar um sabor ao que estou falando, posso adiantar que em meu terceiro livro, um relato sobre a luta da independência de um povo, haverão três referências a serem usadas como fonte de inspiração. A primeira é uma "folk song" irlandesa da época da Revolta da Irlanda (1798) ,a segunda é o natal celebrado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918) e a terceira e última será a Guerra da Secessão (1861-1865)

    Além disso, no livro que estou escrevendo atualmente, tenho usado muitas referências da época dos descobrimentos e da era de ouro da pirataria (séc XVIII). Entre os livros de referência que estou usando estão duas obras do escritor E. San Martin (ambas comentadas em posts anteriores) sendo que aguardo ansioso o lançamento de seu terceiro livro: "Bucaneiros na América"
    

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Segunda-feira, 10 de Julho de 2006

Cenas que Não Quero Escrever

    Essses dias eu estava tentando escrever uma cena, mas ela simplesmente se recusa a sair da minha mente para o papel. Como qualquer atividade criativa, ser um escritor é como estar em uma montanha russa: Uma hora você esta subindo, na outra despencando e em outras ainda virado de ponta cabeça.

    O que quero dizer com isso é que existem cenas para um livro que você fica maturando por dias, semanas e até meses e mal pode esperar o momento em que terá de coloca-las no papel. Esses são momentos de pura empolgação quando começo a escrever como se meu corpo fosse tomado por algum espirito maluco que não me deixa sair da frente do computador até estar tudo pronto. É claro que mesmo a cena mais empolgante nunca sai perfeita e precisará de constantes revisões até adquirir sua forma final.

    Existem no entanto algumas outras cenas que me vejo obrigado a escrever. Situações necessárias para explicar ao leitor sobre o mundo onde ele esta viajando ou para que conheça melhor um determinado personagem. Essas cenas costumam sair truncadas, tendo de serem escritas ao longo de vários dias e muitas vezes constantemente deletadas até me satisfazerem. Quando acabao de faze-las me sinto aliviado, como se tivesse tirado um enorme peso das costas.

    O curioso é que, como um bom vinho, uma história precisa amadurecer, maturar por algum tempo para se tornar saborosa de ler. Já aconteceu mais de uma vez de cenas que eu não me sentia inspirado a fazer se tornarem interessantes para mim no futuro. Talvez no momento em que vejo o quanto ela foi importante para encaixar todos os elementos, começo a lhe dar valor e tento melhora-la até o ponto em que realmente passe a gostar dela.

    Isso também acontece com personagens que muitas vezes surgem por necessidade na história e ao longo do tempo começam a adquirir importância na trama. No livro que estou escrevendo atualmente aconteceu exatamente isso. Um personagem que só deveria figurar por uma unica cena se tornou importante e tenho certeza que me será muito util num futuro não muito distante.
    

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Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

Ponto de Apoio

    Outro dia eu estava saindo de uma entrevista de emprego em uma empresa que eu queria muito trabalhar. Acontece que no final das contas, a entrevista acabou não dando certo e eu chateado fui até o ponto de ônibus para ir embora para casa. Parado ali eu fiquei pensando, tendo uma das minhas crises de realidade e maquinando que talvez devesse ter deixado essa "bobagem" de escritor para trás, estudado que nem um louco e entrado em alguma multinacional para ganhar muito dinheiro e ser mais um dos homens estressados das estatisticas.

    Bom, eis que um amigo que trabalhou comigo por um ano acabou me encontrando. Já fazia mais de seis meses que não o via pessoalmente (tirando as raras conversas no MSN). O cara é um excelente designer, faz ilustrações fantásticas e manja muito de comunicação visual. Ele veio me perguntar o que eu fazia por aquelas bandas e eu resumidamente contei sobre o trampo. Ele então, do nada falou:
    - Eu acho que você devia investir naqueles seus livros lá.

    Foi muito legal ouvir aquilo de forma tão espôntanea. Ele ja havia me dito que se não conseguisse uma editora para publicar meu original, ele teria um enorme prazer em fazer a capa para mim. Conversamos por alguns minutos e ao nos despedirmos a última coisa que ele me falou foi:

    - No que você precisar cara, pode contar comigo.

    É engraçado como as vezes Deus nos da uma lição de moral e nos mostra que não devemos desistir daquilo que sonhamos.

    Eu acredito que de todas as sete artes reconhecidas academicamente, a literatura (juntamente com a escultura e a pintura) é a mais solitária delas. Diariamente o artista se vê frente á frente com um enorme bloco de pedra áspero e sem vida e cabe a ele transformar esse bloco (que pode ser um monte de argila, uma tela de pano ou uma folha de papel em branco.) em algo que encha os olhos e inspire aquele que o ver.

    É nesse ponto que os amigos se tornam importantes, pois eles são o ponto de apoio que o escritor muitas vezes precisa para seguir em frente. Toda vez que vejo que alguém passou alguns minutos de seu dia lendo o que tenho escrito aqui, isso me enche de energia para continuar escrevendo e contando o meu dia a dia como escritor iniciante.

    Houve outros casos de amigos que extenderam sua mão para me apoiar em um momento mais delicado. A tia da minha namorada (revisora profissional) se dispôs a revisar meu original sem pedir nada em troca pelo simples fato de acreditar um pouquinho nesse sonho. Existe ainda aquele que emprestou seu ouvido e paciência (leia o post: Um Cristo para me Ouvir) para me ajudar a moldar minha história, pescando incoerências e dando idéias de como seguir em frente.

    Aproveito esse post para agradecer a todos que me apoiam de alguma forma, sendo me ajudando a tornar esse sonho realidade, sendo visitando esse blog e deixando suas opiniões ou simplesmente aqueles que torcem para que esse sonho se realize.

    Enquanto houver razões para postar coisas nesse blog, eu irei continuar escrevendo e espero que continuem seguindo essa viagem comigo

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Segunda-feira, 24 de Julho de 2006

Shiver me Timbers - Piratas do Caribe 2, O Baú do Homem Morto

    Esta semana não poderia ser diferente, o post tinha de falar sobre a estréia no cinema que a mais tempo venho esperando, Piratas do Caribe 2 - O Baú do Homem Morto.

    Essa é a tradução correta para o subtítulo do filme (Dead Man´s Chest) e não como foi traduzido. O baú de Davy Jones nada tem de baú da morte e os tradutores parecem simplesmente terem ignorado esse fato.

    Vale lembrar que Dead Man´s Chest é um verso de uma música pirata: "Ten men over a dead´s man chest, yo ho ho and a bottle of rum". Agora o mais curioso é que Mr Gibbs, um dos piratas do filme, canta essa música logo nos primeiros minutos de exibição e na legenda da música o termo esta traduzido corretamente.

    Mas esse post não esta aqui para discutir gramática ou o mérito dos tradutores, mas sim para falar do filme como um todo e das influências que ele irá causar no livro que venho trabalhando atualmente. A primeira e mais óbvia é o interesse que as pessoas terão pelo tema, uma vez que a aventura de Jack Sparrow será concluida em um novo blockbuster ano que vem.

    Ao assistir ao filme, pude ver alguns conceitos parecidos que havia bolado para o livro e que terei de tomar cuidado para não replicar. Não desejo que as pessoas ao lerem meu trabalho fiquem com a sensação de que copiei coisas, quando na verdade eu e o filme bebemos apenas das mesmas fontes de inspiração.

    Um dos exemplos foi a aparição da Companhia das Indias Ocidentais como "vilã" do segundo filme, sendo que em meu novo livro eu também exploro a corrupção e a ambição de uma companhia de comércio envolta em um misto de vingança pessoal e ganância. Já havia planejado também a aparição de um navio fantasma em meu livro, inspirado na lenda do Holandês Voador. Essa mesma lenda foi usada pelos roteiristas do novo filme para compor o personagem Davy Jones, fazendo com que alguns aspectos acabem meio parecidos, sem necessariamente implicar em plágio.

    De resto o filme me relembrou de alguns aspectos das histórias de piratas que eu estava esquecendo como o surgimento de nativos selvagens e a magia vodoo. Não sei até que ponto (e se) irei usar alguma coisa parecida no novo livro, isso só o tempo dirá.

    Quanto ao filme, vale a pena assistir e quem estava comigo no cinema me viu delirar com algumas cenas simplesmente deslumbrantes. É fato que sai do cinema louco para escrever e fazer anotações de idéias, mas como tive de viajar acabei deixando a coisa esfriar um pouco.

    A trilha sonora também tem me ajudado muito a escrever ultimamente. Comprei no Amazon algumas semanas antes do lançamento do filme e tenho usado com frequência para escrever algumas cenas de interação naval. Estou ansioso também pois soube que Johnny Deep e o produtor Jerry Bruckheimer, empolgados com as pesquisas feitas sobre piratas, estarão lançando em Agosto um CD duplo chamado Rogues Gallery que irá contar com uma seleção de diversas músicas folclóricas de marinheiros (chamadas Sea Shanties) o que com certeza servirá para colocar mas vento nas velas da minha imaginação de escritor. Segurem seus chapéis mates, os próximos meses prometem.

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Segunda-feira, 31 de Julho de 2006

Tudo o Que Sei é que Nada Sei

    Outro dia estava assistindo a um programa especial do History Channel (abençoado seja o dia em que entrastes em minha tv a cabo) sobre os Piratas do Caribe. Como devem imaginar, esse programa me chamou muita atenção pois seria mais uma grande oportunidade de reunir dados e informações para o livro que estou trabalhando atualmente.

    Após quatro horas de programa (dividido em dois dias e devidamente gravado) comecei a ficar assustado de quanto meu conhecimento sobre o assunto é limitado. Verdade seja dita, apesar de sempre ter adorado os navios de madeira, eu nunca havia realmente me dedicado a ler sobre o assunto. Até o ano passado eu sabia pouco sobre a história dos piratas. Para mim eles eram bandidos de olho de vidro, perna de pau e papagaio no ombro. Eu sabia que eles rondavam lá os lados do caribe e que enterravam seus tesouros marcando X em seus mapas. Nada poderia estar mais longe da verdade.

    É fato que dois livros depois: Piratas, uma História de Roubos e Crimes de Piratas Famosos e A Viagen do Pirata Richard Hawkins e com um um terceiro em processo de leitura, hoje estou mais instruido sobre o assunto, o que me deixa feliz ao perceber que é possivel escrever sobre piratas sem tantos clichês. Ao mesmo tempo me sinto cada vez mais burro e com aquela sensação incômoda que não vou ser capaz de escrever uma história de piratas digna do que essa época representou.

    Tudo bem que em meu mundo, eu dito as regras e que um universo fantástico permiet uma série de saídas engenhosas e interessantes para problemas aparentemente insolúveis, mas como criar algo que coloque o leitor na pele de meus personagens, que faça o experimentar as emoções de uma vida no mar; emoções essas que experimentava em minhas brincadeiras de criança.

    Colleen se tornou uma personagem muito querida e é quase como se fossemos velhos amigos. Consigo imagina-la sentada ao meu lado, com seu lenço na cabeça e alfange na cintura, me contando suas aventuras enquanto as escrevo no computador. Só temo sinceramente desaponta-la quando contar sua história.

    Minha namorada (e inspiração para minha personagem) me aconselhou a pesquisar e aprender mais sobre o assunto. Ler outros livros, fuçar na internet e é isso mesmo que pretendo fazer.

    Estipulei um prazo a mim mesmo de tentar acabar esse livro até o final do ano e cada dia que passa eu duvido que vá efetivamente conseguir. Ano que vem sairá nos cinemas o Piratas do Caribe 3 e eu preciso aproveitar essa brecha para por meu livro no mercado. Que os deuses dos mares me ajudem nessa empreitada.
    

  por Claudio Villa | nenhum comentário


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