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Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2006

Buscando Inspiração em Novos Mares

Como já mencionei aqui, as fontes de inspiração podem ser diversas e desde a noite de Natal venho devorando um livro que acredito será muito util para ter idéias.

    O livro "Piratas - Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos" foi publicado pela primeira vez em 1724 (como atesta um fac-simile da capa original). O interessante é que o texto escrito de forma jornalistica teria sido elaborado por um tal Capitão Charles Johnson que fala com tanto realismo e propriedade sobre o assunto que não é dificil se convencer de que ele realmente tenha convivido com alguns piratas citados no livro.

    Entre as informações mais interessantes estão as razões que levavam os homens a pirataria, descrições detalhadas de batalhas e saques além da politica de bordo e leis vigentes na época.

    No livro que estou começando a trabalhar, pretendo contar a história de uma pirata (Colleen, que aparece no meu primeiro livro "Pelo Sangue e Pela Fé") e estou certo que essas informações servirão para dar realismo a história, ainda que ela se passe em um mundo imaginário.

    Mas não esperem estereótipos tais como tapa olho, perna de pau e papagaio no ombro em minha história, existe muito mais na pirataria do que mostram os filmes e desenhos animados.

  por Claudio Villa | 1 comentário



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Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2006

Escrevendo com Musica

    Primeiramente gostaria de agradecer as pessoas que tem me visitado aqui e deixado comentários. Agora que o Blog já tem bastante conteúdo, resolvi que estarei o atualizando uma vez por semana (para alegria ou desespero de vocês.) A partir de agora, todas as atualizações saem na Segunda Feira, a começar por hoje.

    Para começar esse post quero recordar mais uma vez da minha entrevista com a autora Margareth Weiss. Uma das minhas perguntas era: " A senhora usa algum tipo de música quando esta escrevendo?" a resposa dela foi "Não, eu gosto de ouvir o som das palavras."

    Talvez esse seja o unico ponto de discordância que tenho com ela (no que diz respeito a escrever). Eu sempre escrevi ouvindo música, é algo necessário para mim. No entanto, as músicas obrigatoriamente devem ser instrumentais (sem letras) e é claro tem de corresponder a aquilo que estou escrevendo no momento.

    Quando quero escrever uma cena descritiva por exemplo, costumo optar por uma música mais tranquila ou que me lembre o local que estou tentando descrever. No caso de cenas de ação ou batalhas, eu busco uma música mais agitada com muita percussão, metais (trombetas, pistãos etc..). Em cenas mais dramáticas ou o que considero mais emocionantes (não sei se serão para vocês, mas enfim...) gosto muito de músicas que tenham vozes de coral e som de sinos.

    Por conta dessa necessidade, empreendi ao longo dos anos uma busca desenfreada por novas músicas que me despertassem novos sentimentos para escrever. Como consequência acabei formando uma boa coleção de trilhas sonoras (todas originais, compradas aos poucos) e que considero um dos meus bens mais preciosos.

    Essa história toda de música instrumental começou com meu pai (ele tinha uma banda marcial, mas isso é história para outro dia). que me ensinou a apreciar essas músicas.

    Já respondendo sua curiosidade, meus compositores favoritos são: o mestre John Willians, James Horner, Brian Tyler, Howard Shore etc... De toda minha coleção, meu verdadeiro tesouro é um cd chamado The Dig (trilha sonora de um jogo da década de 90 e uma verdadeira preciosidade). Curiosamente eu não o uso para escrever e sim para relaxar, além de ter boas memórias associadas a ele.

    Existe uma música que é muito especial para mim também e seu nome é "The Mintrel Boy". Ela é uma música bem antiga (composta durante a Guerra Civil Americana) e ja decidi que escreverei um livro inspirado nela (o próximo depois do que estou trabalhando atualmente). Este trabalho tb contará com uma idéia ambiciosa, mas essa eu deixarei na curiosidade de vocês.
    

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Nota Extra

    Acho que a melhor parte de se criar uma regra, é quando você a quebra no dia seguinte. Eu prometi que as atualizações desse blog seriam semanais (e ainda serão), mas só passei para deixar essa noticia.

    Hoje, dia 10/01/2006, três resumos e um original completo partiram pelo correio em direção a algumas editoras que selecionei. O prazo médio dado por elas para dar uma resposta é de seis meses, ou aproximadamente Junho de 2006.

    Se receber uma resposta positiva por essa época, levando em conta que sou geminiano do dia 15/06, esse será sem dúvida o melhor presente que poderia ganhar em toda a minha vida.

    Agora me resta torcer, cruzar os dedos e esperar pelo melhor
    

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Uma Aventura de Verdade

    Esse é um daqueles momentos na nossa vida aonde algo extraordinário acontece e nos oferece uma experiência única a ser lembrada pelos anos seguintes.

    Antes de começar a história, devo avisar que talvez ela pareça tola ou banal para alguns e é por isso que quero me colocar corretamente no contexto antes de contá-la. Desde sempre eu nunca desfrutei de um bom porte físico ou uma agilidade invejável. Sempre era uma dos últimos a ser escolhido nas aulas de educação fisica.
    A vida sedentária depois de adulto somado a minha total inabilidade em controlar qualquer tipo de bola (seja nos pés ou nas mãos) fazem com que desafios de resistência sejam para mim muitas vezes maiores do que realmente são.

    Essa história começa no Sábado (14/01), mais precisamente ás 09:00 da manhã quando parti junto com alguns amigos para um bate volta nas praias de Ubatuba. Chegamos por volta do meio dia e após almoçarmos, decidimos visitar duas praias afastadas do centro(Praia do Bonete e Praia do Cedro) aonde poderiamos desfrutar do lindo dia de sol que estava fazendo.

    A caminhada levaria cerca de 2 horas por uma trilha fácil e muito bem sinalizada, sendo que o risco de se perder era nulo. Estando em seis pessoas e vendo diversas outras tomar a mesma trilha, seguimos em grupo em busca das tais praias. Antes porém, para evitar o cansaço do final do dia, agendamos com um pescador de ir nos buscar de barco, na última praia, por volta das 19:30. Fechado o preço, seguimos mata adentro.

    O caminho até a primeira praia foi cansativo, mas relativamente tranquilo. Paramos em um quiosque, bebemos alguma coisa e nos preparamos para seguir viagem pela trilha até a ultima e mais bela praia. (decidimos passar direto pela segunda). Ao chegar a beira da trilha, nos foi apresentado duas opções: Seguir por uma trilha semelhante mata adentro ou ir beirando a costa através das pedras. Ali havia um garoto que tinha casa na região e que garantiu conhecer bem aquele pedaço. Perguntado sobre a trilha das pedras ele disse que ela não era mais rápida ou curta que a pela mata, mas que era tranquila. Sendo ainda 16:00 e tendo tempo de sobra, resolvemos seguir pelo caminho de pedras e aproveitar a aventura. Mal sabia eu que estava entrando em uma estrada sem muitas opções.

    No inicio, o caminho era realmente fácil, mas logo notei que era bem mais longo do que poderia supor. Conforme avançavamos, a dificuldade e os obstáculos aumentavam. Havia lugares estreitos, pedras inclinadas aonde só podia se avançar sentado e um infinito sobe e desce que se seguia a cada curva. Aos poucos as mãos começavam a ficar ásperas e cheias de pequenos cortes e arranhões devido aos agarrões nas pedras. As pessoas se ajudavam umas as outras, ora puxando, ora oferencendo um apoio aonde se firmar. Alguns eram mais ágeis, enquanto outros (como eu) eram mais lentos e pouco a pouco iamos seguindo.

    Após aproximadamente 30 minutos de caminhada chegamos ao local que batizamos de "Point of No Return", uma parede de pedra de aproximadamente 3 metros de altura aonde se subia apoiando seus pés contra a pedra e erguendo o corpo com o auxilio de uma corda. Naquele momento minha espinha gelou e eu tinha plena certeza que não conseguiria subir. Seria impossivel voltar sozinho e não tendo opções, respirei fundo e encarei o desafio. Lembram o que falei sobre minha falta de agilidade? Pois bem, ali precisei da ajuda de dois amigos sendo que o primeiro me empurrou para cima enquanto o outro agarrou meu braço, me puxando para junto dele. No topo havia um pedaço de mata fechada, repleto de folhas de bromélias (pelo menos foi o que me disseram) o que causou em todos uma série de arranhões desconfortáveis.

    Eu havia vencido meu primeiro grande desafio, e com o apoio moral e os cumprimentos dos amigos por aquela façanha (eles conheciam meu medo), me enchi de ânimo para seguir em frente.

    Seguimos andando por mais quinze minutos, sempre tendo a esperança de ver a areia da praia ao virar a próxima curva de pedras, sendo que logo desisti de contar quantas vezes me decepcionei com isso. Chegamos ao meu segundo grande desafio, uma pedra que exigiria um esforço ainda maior do que a da corda. Nesse cenário eu estava com água do mar até a cintura, pisando em pedras cheias de limo e alguns ouriços próximos (a minha sandália se mostrou vital nessa hora). A manobra exigia que apoiasse meu pé direito em uma pedra inclinada na altura de minha cintura, segurasse com as mãos em uma rachadura na pedra e impulssionasse meu corpo para a cima. Minha elasticidade não me permitia alcançar o tal degrau e ali realmente senti muito medo de ficar para trás. Um amigo veio do meu lado, firmou sua perna esquerda na pedra ao meu lado, transformando seu joelho em um degrau para mim. Segurei na sua mão, coloquei meu pé no seu joelho, segurei a mão de um segundo que já havia subido na pedra e empurrei meu corpo. Após o puxão do amigo que estava em cima da pedra e de um arranhão considerável no braço, eu estava lá em cima.

    Houveram outros desafios mais na frente, mas não vou ficar aqui descrevendo cada um deles. O importante é frisar e sobretudo linkar toda essa história ao própósito desse blog que é descrever as experiências e dificuldades como escritor. O primeiro ponto foi o verdadeiro bombardeio de experiências sensoriais que tive nessa aventura. Os cheiros, o tato, as imagens, as sensações, os medos que tive nessa trilha, tudo é material para ser arquivado e usado em histórias futuras. Agora poderei descrever com mais realismo (já que senti na pele) muito do que vivenciei ali.

    A segunda coisa foi experimentar o verdadeiro espirito de companheirismo, de ajuda mútua. Sentir o incentivo dos amigos frente aos desafios; ouvir o "Você conseguiu" e o "Não desista, estamos chegando" Isso sem dúvida ira me ajudar a compor o relacionamento entre personagens.

    O terceiro e último (e talvez mais filosófico) foi o de perceber que quando se tem os amigos por perto, não existe pedra suficientemente ingrime que eu não possa escalar. Enviar meu trabalho para diversas editoras me causou um medo enorme, mas percebi que esse não é o pior problema do mundo. Estou tentando a sorte no mercado editorial, mas se tudo mais falhar eu vou insistir nesse sonho por outros meios, eu vou escalar a pedra até chegar no topo.

    Mas com toda essa divagação, eu acabei esquecendo de contar o final da história. Após umas duas horas de caminhada finalmente avistamos a areia da praia. Me lembro de ter gritado "terra a vista" para os amigos mais atrás e de ter corrido como uma criança em direção a areia. O banho de mar em uma praia deserta, aonde com a água na altura da cintura era possivel ver meus pés, foi um prêmio mais do que merecido.

    Nós já combinamos em voltar para essa praia muito em breve, porém já tomamos uma decisão: da próxima vez, nós vamos de barco.
    

  por Claudio Villa | nenhum comentário



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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Experimentando Sensações

    Este post deveria ter sido publicado na semana passada, mas em decorrência dos acontecimentos do dia 14/01 ele acabou sendo atrasado. Essa história é bem mais antiga e coincidentemente tem muito a ver com o post anterior

    Um dia eu estava na praia, dentro do mar até quase a cintura quando por alguma razão me ocorreu o seguinte pensamento: "Qual seria a sensação de um náufrago ao ser jogado na praia?"

    Todos nós ja vimos essa cena em filmes, mas como sou um cara que não frequenta a praia com frequência achei que essa era uma boa experiência que podia utilizar em alguma história algum dia.

    Lá fui eu até a parte rasa do mar (um pouco abaixo dos joelhos) e sem a menor cerimônia deitei na areia e deixei as ondas virem. No começo foi um pouco desconfortável tapar o nariz e a boca para não engolir água, mas com o passar dos minutos e a sensação do mar me jogando para a praia foi bastante interessante. Na minha mente eu procurava anotar tudo: A forma como meu corpo era empurrado, o barulho do mar, a sensação da areia, tudo o que pudesse ser usado um dia.

    O que quis ilustrar com essa história (que deve ter causado estranhesa em muitos banhistas da região) é que a melhor forma de escrever sobre algo é tentar, na medida do possível, experimentá-la.

    Antes que você pense, eu nunca tomei uma espada nas mãos e sai por ai acertando pessoas (se o tivesse feito, provavelmente teria ficado famoso com meu rosto estampado nas páginas policiais) mas ja tive a oportunidade de lutar duelos e batalhas de campo usando uma espada feita de espuma EVA.

    Jonathan (o personagem do primeiro livro) surgiu desses jogos de capa e espada ao vivo, sendo que a cada partida eu conhecia mais e mais sobre esse alter ego. As relações com outras pessoas e as decisões que ele tinha de tomar forjaram boa parte de sua personalidade.

    Um outro laboratório interessante que fiz foi com a personagem do meu próximo livro, a pirata Colleen. Eu joguei com ela por um ano atavés de um jogo eletrônico de interpretação chamado Neverwinter Nights.
    As aventuras e relações experimentadas durante esse ano foram fundamentais para criar sua personalidade, seu jeito de agir e pensar, além de ter contribuido para que eu me apaixonasse por essa personagem e sentisse que era a hora de contar sua história. Além disso, outros personagens inesperados se uniram a sua história, enriquecendo a de uma forma que eu jamais seria capaz sozinho (leia o tópico sobre Personagens Alheios)
    

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Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Um Cristo para me Ouvir

    Já que falei de Margareth Weiss em um post anterior, vou mencionar uma coisa que descobri termos em comum. Vale lembrar que sempre fiz isso de forma institntiva, sem nunca ter lido nada a respeito antes dessa entrevista. Ao descobrir isso (e outras coisas que irei contar em outros posts) fico cada dia mais convencido que o exercicio de escrever histórias faz parte de algum tipo de inconsciente coletivo, aonde os escritores amadores e profissionais compartilham de alguns hábitos comuns.

    Mas vamos a história. Durante a entrevista eu lhe perguntei como ela fazia para amadurecer suas idéias e histórias e ela me surpreendeu dizendo: "Eu conto para alguém".
    No caso dela, esse alguém é o também escritor e colega Tracy Hickman (eles ja escreveram livros juntos). e a explicação não poderia ser mais simples:

    " Eu conto para que também possa memorizar e reforçar as idéias. Por outro lado eu percebo as reações da outra pessoa enquanto explico minha idéia enquanto ela contribui me apontando algumas falhas ou coisas que não fazem muito sentido"

    Bem, o meu "Tracy Hickman" se chama Ricardo e é um amigo de mais de dez anos que tenho praticamente como irmão. Ele gosta bastante de criar coisas (tem diversos cadernos com anotações), mas até onde eu sei ainda mantém sua sanidade (alguns duvidam) e portanto ainda não começou a escrever um livro.

    Eu perdi a conta da quantidade de vezes em que lhe liguei para contar idéias para o reino da história, para pedaços da trama e para problemas que não conseguia achar solução. Por várias vezes ele me deu idéias, além de me apontar aquilo que achava estranho. É claro que é preciso filtrar esses comentários e selecionar aqueles mais relevantes mas posso afirmar que sua ajuda foi essencial. Posso quase dizer que de tanto me ouvir, ele já sabe quase todo o livro decor.

    No meu livro novo, ainda não o torturei com minhas idéias e ligações telefônicas, mas ele pode ter certeza que ainda vai ter que me ouvir falar por horas... Esse menino vai pro céu com certeza!
    

  por Claudio Villa | nenhum comentário


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