Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Assim na Terra como no Céu
É curioso, mas um assunto que anda muito em voga nos últimos meses é o ateísmo como forma de mudar o mundo, uma vez que, segundo esses autores, a religião tem sido por séculos o grande mal da humanidade. Diversos são os livros que vêm ganhando destaque na mídia por tratarem desse assunto. Do já polêmico Richard Dawkins e seu "Deus, Um Delírio" até títulos que entram na onda literária como o "Tratado de Ateologia" e o mais recente "Deus Não É Grande".
Acredito que a religião é um fator importante na composição de qualquer universo de fantasia, caso deseje que seus personagens possuam alguma verossimilhança com o mundo real. Mesmo um personagem que se declare ateu estará indo contra alguma corrente uma vez que é quase impossível imaginar qualquer sociedade organizada que não possua algum tipo de culto a uma divindade superior.
Um erro muito comum entre escritores que buscam introduzir a religião em suas histórias é acreditar que para que um deus fictício seja verossímil, basta lhe conferir um nome e um mote (ex: Arkânis, a Deusa da Sabedoria). O nome pode soar bem e a idéia geral ser interessante, mas o que faz de nosso recém criado deus alguém que faça a diferença em nosso mundo?
Já critiquei em artigos anteriores o quanto um clichê em especial me incomoda. Não sei se motivados pela onda de animês e outros desenhos mais recentes, muitos escritores criam histórias baseadas em guerras ferozes entre deuses poderosos. Esses seres fantásticos com poderes fabulosos se digladiam pelo céu e pelo inferno em uma busca constante pela supremacia do universo, sem se importar muito com o que acontece a sua volta. Um fator importante que muitos negligenciam é que nenhuma religião (real ou imaginária) pode se sustentar sem suas características, seus cultos e um grupo de fiéis seguidores.
Em meu primeiro livro,“Pelo Sangue e Pela Fé”, busquei explorar quais elementos compõem uma religião; quais são as crenças, os rituais e os dogmas pregados por aquela entidade. Tentei criar uma lenda que buscasse explicar seu surgimento sempre com a mentalidade de que uma lenda é tão somente a forma como um povo ou sociedade conta uma história e que lendas podem variar infinitamente de um lugar para o outro. Ao criar a religião de Arkânis eu ainda busquei dar um passo além, uma característica mais semelhante a uma filosofia do que uma religião.
Toda religião possui seus dogmas, leis imutáveis que não devem nunca ser desobedecidas. Os dogmas em geral servem para que os seguidores de uma determinada religião adotem uma postura, conduta que condiza com os ensinamentos pregados por aquela divindade. Enquanto escrevia o livro imaginei como seria se o principal dogma de uma igreja fosse exatamente o de questionar todas as verdades aceitas. Poderia uma religião baseada em uma entidade invisível sobreviver com fiéis que poderiam a qualquer momento questionar sua própria existência? Deixo isso para que os leitores julguem por si sós.
Enfim, independente da onda recorrente de ateísmos, acredito que a religião sempre terá espaço na literatura de fantasia. É fato que minha visão de religião no primeiro livro foi muito pura e utópica, mas saibam que pretendo explorar em um texto futuro o lado negro da religião de Arkânis e esse lado poderá ser tudo, menos agradável.
por Claudio Villa
Denis
Quarta-feira, 07 de Novembro de 2007
Olá caro Cláudio,
Primeiramente gostaria de dizer que o deu blog está muito organizado e elaborado, e espero que dure ainda muitos anos de esforco e dedicacao.
Eu venho acompanhando sua página há dois meses, desde que terminei o segundo livro de Eldest, duas semanas depois de chegar à Alemanha. Sou estudante de intercâmbio, patrocinado pelo Rotary Club, tenho 15 anos e permanecerei aqui até o final de agosto do ano que vem. Pois é... como você pode ver, seu site já atingiu até mesmo leitores além mar e talvez num futuro nao muito distante seja povoado de brasileiros leitores de todos os cantos do mundo, interessados no maravilhoso escritor brasileiro de fantasia que você com certeza deve ser.
Noto que está passando por uma fase difícil pela qual também estou passando aqui fora, talvez um tanto diferente, mas que provoca diferentes emocoes e dúvidas em relacao as atitudes e acoes a serem tomadas. E é para isto que estou aqui quando você precisar; sei que talvez seja novo demais e nao tenha vivido pouco mais que a metade do que você viveu, mas sempre que precisar desabafar ou discutir sobre algo ao meu alcance, estarei aqui para lhe ajudar.
Abracos,
Denis.
Leon Neves do Valle
Sábado, 03 de Novembro de 2007
quero que voces coloquem nesse site
as historias que eu nao achei
bjussss
Radrak
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Eu costumo inspirar-me na mitologia grega, com relação a Deuses. Tanto em suas qualidades, defeitos, funções quanto ao grau de interferencia no mundo em questão.
Achei que vc trataria do tema "intervenção" também... O que é comum nas mitologias em geral. Uma parte do encanto dessas histórias é o contato com o divino. Não li seu livro ainda, mas estou curioso sobre como vc tratou isto.
[]´s