Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
As Armas da Guerra
Caros leitores...se é que ainda existe algum que despenque nesse blog de vez em quando. Se passaram mais alguns meses desde meu último contato e o motivo é simples, não tinha nada de novo para compartilhar com vocês.
As vezes me sinto culpado do abandono que releguei esse blog. Durante quase cinco anos, bloquei regularmente toda semana, mas de 2009 para cá não tenho conseguido manter esse ritmo.
Mas hoje, finalmente, tenho algo para compartilhar e que esse seja apenas o primeiro relato de muitos que, espero surjam, nos próximos meses. O fato é que no Sábado (14/08) eu fui novamente para a guerra.
Não consigo pensar em uma analogia melhor do que um combate quando se trata da publicação de um livro no Brasil. É preciso as armas certas, os alvos corretos e a estratégia bem delineada. Quando você fala com um editor, em geral há apenas um tiro, e é bom que ele seja certeiro.
O Vento Norte, meu próximo livro, esta pronto há meses e já passou por todo tipo de intervenções imagináveis: leituras beta, críticas construtivas e destrutivas, revisões, rerevisões, rererevisões, cortes (o último levou embora 30 páginas) e esse é apenas o começo. Porém, chegou um momento que era necessário se colocar um ponto final, encerrar essa saga e colocá-lo nas mãos de um editor, e foi o que eu fiz.
Minha arma nessa batalha, você pode conferir acima. Uma pasta simples, um mapa bem impresso, um estudo de viabilidade editorial, uma carta de apresentação e um CD com meu original e todos os documentos em formato digital. É curioso pensar como muitos autores iniciantes vêem o livro de forma romântica, imaginam que escreveram o próximo best seller, se convencem de que sua história irá emocionar o editor, que lerá página por página, contendo as lágrimas... Ok, peguei pesado na ironia!
Mas o fato é que um livro, apesar de sua aura de grandeza, é sobretudo um produto, um bem a ser vendido e com o qual as editoras pretendem obter lucros para lançarem novos livros e assim por diante. Imprimir originais e sair por ai distribuindo pelas editoras lhe garantirão duas coisas: um lugar na interminável pilha de originais que talvez nunca sejam lidos e um rombo na sua conta bancária.
Foi por isso que busquei uma nova estratégia, uma abordagem diferente de esticar ao editor aquele calhamaço de páginas impressas em fonte doze e encadernadas com uma espiral preta. Eu fui estudar, entender o mercado que pretendo atuar. Quem é meu público? a quem um livro como o meu poderia interessar? Quais são as oportunidades e ameaçãos ao meu trabalho? Quais argumentos eu possuo para convencer um empresário de que meu produto vale o seu investimento?
Ao todo me reuni durante a bienal com quatro editores. Por razões óbvias, manterei a identidade das editoras em sigilo, mas posso lhes adiantar que cada um desses encontros foi peculiar em sua forma. Houve os mais amistosos, os mais sérios e até mesmo um bastante tenso a principio, mas que me convenceu de que minha estratégia tinha sido a mais acertada. Sem toda essa preparação, essa conversa em particular, provavelmente teria dado em nada.
Se todo esse trabalho renderá frutos? Já diz o ditado que o futuro a Deus pertence. Eu fiz minha parte, busquei me diferenciar, apresentei argumentos baseado em dados concretos. Agora cabe a cada um desses editores, ler e julgar meu trabalho, analisando o seu mérito do ponto de vista editorial. Pelo menos um coisa em minha mente esta tranquila, eu fiz a minha lição de casa.
por Claudio Villa
Thipen
Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
Olá, conheci seu blog na comunidade do orkut, vc postou o link lá esses dias.
Gostei do que li até agora, também sou um escritor iniciante e busco sempre ajudar e aprender com meus colegas.
Bela idéia a de adotar táticas diferentes, a diferença faz a diferença, é o que eu sempre digo.
Se quiser visitar meu blog, que ainda está engatinhando, fique a vontade: www.thipen.wordpress.com
Att, Thiago Neves.