Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Arrogância Literária II
Vocês devem se lembrar aqui, quando há algum tempo eu falei sobre um encontro que tive com um autor na Fnac. O individuo estava ali para checar como andava a exposição de seus livros e me ignorou sumariamente quando cometei com ele que estava escrevendo um livro. O post na integra pode ser lido Clicando Aqui
Este autor já havia publicado alguns livros (e estado no programa do Jô algumas vezes) e portanto apesar de discordar, seria de se entender que ele se achasse realmente a última bolacha do pacote. Mas o que dizer quando o autor arrogante encontra-se no mesmo nivel que eu e tantos outros aspirantes? Seria possivel que um autor em seu primeiro trabalho já se achasse bom o bastante para menosprezar seus pares?
Antes de contar essa história é importante deixar alguns detalhes bem claros para que não haja nenhum mal entendido. O primeiro ponto é que eu NÃO li uma linha sequer do trabalho desse autor e não estou aqui julgando a qualidade de seu texto. Meu ponto nesse tópico é discutir as atitudes dele enquanto escritor. O segundo ponto é que semre fui totalmente democrático nos espaços virtuais que modero e que qualquer comentário coerente feito a esse tópico será publicado (sendo favorável ou não a minha opinião).
Tudo começou com uma propaganda feita na comunidade RPG Brasil onde o autor divulgava seu novo livro a ser lançado. Até ai, sem problemas, ele não foi o primeiro e nem o último a fazer isso, mas o que realmente me chamou a atenção foi uma sentença dessa propaganda. Logo no final o autor dizia: "Tenho certeza que será um marco da fantasia no Brasil"
Ao ler isso, acabei por fazer um comentário no tópico dizendo que o autor talvez devesse ter um pouco mais de humildade em sua propaganda, pois eu sinceramente desconheço qualquer autor que diga isso de seus próprios livros. Seguiram-se a isso diversos posts, onde o autor se mostrou cada vez mais indisposto a aceitar as opiniões alheias.
Finalmente resolvi levar o assunto a comunidade Escritores de Fantasia para saber a opinião de meus colegas escritores sobre esse tipo de abordagem. Após alguns posts discutindo, eis que o citado autor chegou até o tópico disparando acusações e criando inimizades com todos a sua volta. Em toda sua ironia concedeu-me apelidos sem nunca achar que estivesse exagerando. Discussões terminadas, ele encerrou sua participação na discussão e se retirou.
Fica aqui meu questionamento, o que o futuro reserva para um autor que se acha superior a todos a sua volta? Que diz que seu trabalho é bom independente das criticas? Que se baseia em uma leitura critica paga para justificar que: "Se você não gosta do que escrevo, é porque você não o entendeu".
É curioso lembrar de como um autor como João Carlos Marinho, consagradissimo autor de livros juvenis se mostrou tão acessivel e simpático enquanto existem aqueles que saem por ai comendo atum e arrotando caviar. Desejo sucesso a esse autor e que ele prove para mim que estou errado. Independente disso, continuarei com meus livros e meu blog, divulgando meu trabalho de forma honesta e esperando que este agrade a sua parcela de leitores.
Se o que escrevo um dia será "um marco na literatura de fantasia no Brasil" não cabe a mim determinar. O tempo e os leitores dirão se existe algum valor literário em minha obra. E se isso não vier a acontecer, bastará para mim saber que o meu trabalho serviu para instigar e mexer ao menos uma vez com a imaginação de algum leitor.
por Claudio Villa
Aleixo
Domingo, 06 de Maio de 2007
Isso acontece MUITO. Conversei com um cara sobre uma obra dele e toda vez que eu criticava alguma coisa ele sempre dizia: "Voce não entendeu o ponto".
Srta T
Quarta-feira, 02 de Maio de 2007
Escolhas... você nunca optou pelo caminho fácil... ora, então apostar nisso é ser você, é se manter íntegro. Olhar pra frente e só olhar para o lado quando valer a pena mesmo. Comparação só pode existir quando os critérios são os mesmos. E isso está dentro da gente. Não fora. O que está fora, é efêmero. Quando vem de dentro, isso fica... é assim com a gente há 22 anos. E eu te admiro a cada dia mais!
Portando, mon cher... pare de se cobrar. Deixe a cobrança se transformar em leveza. E aí a gente cria, inventa, acontece...
edson ferreira
Quarta-feira, 02 de Maio de 2007
Claudio, meu chapa, por mais que o sujeito tenha te desagradado, na minha opinião vc deveria ter ignorado-o sumariamente. Primeiro porque esse tipo de atitude que ele teve não interessa e segundo, porém mais importante, porque o que realmente vale a pena em nossas vidas é o que a gente é para os outros e não o que os outros são para nós.
Escreva e ponto.
Ana Rodrigues
Quarta-feira, 02 de Maio de 2007
Bah, esqueceu de dizer que depois deu ter pontuado um por um o monte de asneiras que ele disse, ele sumiu.:)
Igor Zolnerkevic
Terça-feira, 01 de Maio de 2007
Oi, Cláudio,
Concordo em número, gênero e grau com você.
O escritor maduro, entretanto, sabe julgar se o seu texto está pronto para ser lido, sim. Julgar se o texto está bom, veja bem, não é considerá-lo "um marco na história"; um sinal claro de megalomania. O bom texto, como você disse, conta uma história que agrada, entretem e ilumina. Não precisa agradar todo mundo e virar bestseller. Acho que se alguém gosta do que você escreve, e essa pessoa não é sua mãe, então vale usar a Pena.