Segunda-feira, 04 de Fevereiro de 2008
A Importância dos nomes
Encerrada minhas tão sonhadas férias, é momento de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. Foi um mês relativamente produtivo, mas sei que a parte mais difícil (que é a divulgação do livro) está apenas começando.
Passei a última semana de férias em Sâo José dos Campos, na casa de minha sogra e portanto, sem acesso a meu computador ou materiais necessários para dar andamento em qualquer aspecto da divulgação do livro. Aproveitei a oportunidade para mergulhar de cabeça em meu presente de amigo secreto, o livro "O Rei do Inverno" do autor inglês Bernard Cornwell.
A muito tempo eu tenho ouvido falar bem desse autor e em especial desse livro e tendo o tempo e a oportunidade disponível, resolvi ver o que Bernard Cornwell tem de tão especial. Não vou ficar aqui me aprofundando no livro, pois esse não é o objetivo do artigo dessa semana, mas posso dizer que ele é um livro longo, difícil de digerir no início mas realmente muito, muito bom.
Uma das principais razões pela qual a leitura se torna bem cansativa, especialmente no começo, é a quantidade assustadora de nomes. Por sorte um glossário no início do livro (o qual recorri várias vezes) me ajudavam sempre que me esquecia quem era aquele sujeito.
Pior do que a quantidade de nomes, só mesmo a forma como eram escritos. Acho que o autor possui uma prazer mórbido em unir consoantes em quantidades além do aceitável, produzindo nomes quase impronunciáveis. Por conta disso vemos surgir personagens como: Lwellwyn, Hygwydd, Dafydd Ap Gruffud somente para citar algumas.
Foi lendo esse livro e gradualmente me adaptando com esses pesadelos de qualquer copidesque que me dei conta da importância que um nome tem para uma personagem. Ok, não quer dizer que eu nunca havia pensado nisso, mas sim que certos nomes adquirem tamanha força que algumas vezes ultrapassam até o destino original da personagem, estendendo sua participação e aumentando sua importância.
Quando criei a personagem Colleen Northwind (a princípio como personagem para que minha agora esposa participasse dos jogos do Graal) eu não fazia idéia da importância que essa nome teria no futuro de meu mundo literário.
Para resumir a história, após muito pensar, anotar e elaborar, os Northwind deixaram de ser uma simples familia de mercadores para se converterem na mais importante família de nobres de toda Aldarian. Os Northwind acabaram por batizar a capital do reino (que originalmente se chamava também, Aldarian) e o seu líder o agora Duque Guinford de Northwind (nome que havia utilizado inicialmente em uma outra personagem) deixou de ter um papel secundário na trama para assumir o posto de fio condutor e ligação de boa parte da história.
Por fim, decidi recentemente que utilizarei a família Northwind como conexão entre as diversas histórias que pretendo escrever passadas em Mirr. Uma vez que meu projeto a longo prazo é de criar diversos romances passados em épocas distintas e sem uma cronologia correta, os Northwind servirão como um guia para que o leitor possa compreender o mundo a sua volta revisitando as mesmas personagens, hora como protagonistas, hora como coadjuvantes e também como parte da história passada do mundo.
Acho que todo autor sonha em criar seu próprio Sherlock Holmes ou seu Capitão Nemo, personagens com nomes que evocam lembranças, que se tornam tão vivos em nossas mentes que sentimos conhecê-los pessoalmente. Da minha parte, muitas vezes, sinto como se conhecesse os três membros dessa família, espero que no futuro meus leitores possam compartilhar do mesmo sentimento.
por Claudio Villa
Mateus Rocha
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Olha, se você leu o Rei do Inverno e gostou, eu sugiro ler a trilogia do Graal (O Arqueiro/O Andarilho/O Herege), que se passa na Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, e eu posso garantir que não há nomes difíceis :)
Leonardo Cordova
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
achei muito interessante o post e digo ja de antemao que admiro seu trabalho, e o acompanho desde de o começo da comunidade no orkut.
sobre os os nomes, me interesso muito nesse assunto, mas diria que falta conhecimento cultural/linguistico sobre culturas como celta, germanica, etc para elaborar os nomes nao so juntando as letras, mas sim unindo isso ao significado das silabas.
parabens!
Angelo dos Santos
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
Puxa vida! Adorei o blog e a idéia! Há algum tempo venho conversando com meus amigos a necessidade de mais escritores brasileiros de RPG. Vou procurar e comprar em minha cidade.
To com esboços da minha história, que a tempos tenho escrito em word em meu PC, e de um tempo pra cá resolvi colocar na internet ... monto a história online mesmo.
elemento.wordpress.com
Um forte Abraço!